<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1661227369921768727</id><updated>2011-11-27T21:16:01.831-02:00</updated><title type='text'>Causos Corporativos</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Causos Corporativos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15022248989997227390</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>57</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1661227369921768727.post-94581888119540703</id><published>2011-09-04T18:30:00.000-03:00</published><updated>2011-09-04T18:31:13.045-03:00</updated><title type='text'>Reunião</title><content type='html'>Luis Fernando Veríssimo, grande escritor disse certa vez: “se você tivesse que identificar, em uma única palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu todo o seu potencial, esta palavra seria “reunião”. Vou lhe mostrar, caro leitor, que o nobre Veríssimo estava errado, e que reuniões são importantíssimas para o sucesso de uma organização. E vou mais além, vou lhe dar as dicas para fazer uma reunião perfeita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A preparação. Tudo começa pela preparação da reunião. Reserve a maior sala da empresa e peça para a assistente do diretor providenciar pães de queijo. Reforce que os pães de queijo devem ser entregues no máximo 5 minutos antes do horário de início da reunião, de modo a garantir que eles estejam bem quentinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Convocação. Seja extremamente criterioso ao convocar os participantes da reunião. Os gerentes chamados de “pica-grossa” reparam muito nas pessoas presentes na lista de convocação, antes de confirmar presença. Certifique-se de que convocou todos os diretores e não incluiu nenhum analista jr. por engano. Depois de disparar o email de convocação da reunião, você pode chamar aquele jovem talento, com cargo inferior aos demais participantes (sempre em off). Isso vai garantir ao jovem uma injeção de motivação extra por 2 meses na empresa, uma vez que se sentirá privilegiado por ser o único jr. na reunião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempo. Reserve no Outlook, pelo menos 2 horas como tempo de duração da reunião. Isso vai mostrar a todos que você tem algo muito importante para dividir e que você precisa que cada um contribua com toda sua experiência e visão macro do negócio. E ainda vai impedir que eles agendem coisas na sequência, já que você vai bloquear seus horários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Material. Todos devem chegar com seus caderninhos abraçados no abdômen e suas canetas à mão, para o caso de ter algo muito importante para se anotar. Mesmo que não tenha nada importante para anotar, anote.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Postura. Encoste na cadeira, e tente envergar sua postura para trás o máximo possível. Em seguida, cruze as pernas deixando a direita paralela ao solo, braço direito paralelo à perna, encostado no abdômen, servindo de base para o esquerdo que vai estar com o cotovelo apoiado nas costas da mão, de maneira que sua mão esquerda fique segurando seu queixo. Resumindo, posição de “fodão”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Participação. Sempre fale. Mesmo que seja apenas para repetir o que o outro já falou. Neste caso, comece com a expressão “apenas para frisar, concordo com o Almeida”. Isso elimina a possibilidade de te verem como chupim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dica do titio. De tempos em tempos, abra seu notebook, e estique ele o mais afastado do seu corpo possível para que os outros possam ver o que está fazendo e não faça nada. Apenas digite cálculos aleatórios no Excel. Podem ser cálculos do tipo: “53x14=742”, “742/35=20,6111111”. O único intuito disso é para que pensem que você é um cara orientado para resultados e que está pensando além dos demais, como aquele grande mestre de xadrez que antevê 12 jogadas, com a diferença de que você não está antevendo porra nenhuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desfecho. Se foi você que organizou essa reunião, faça de tudo para que ela dure o máximo possível. Caso perceba que as pessoas estão começando a ficar desinteressadas, peça a participação delas, como aquele professor de colégio que usa desse artifício para não deixar os alunos dormirem, sabe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agindo dessa maneira, tenho certeza de que você será promovido. Agora, pensando bem, concordo com você, caro Veríssimo. Se eu tivesse que identificar, em uma única palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu todo o seu potencial, esta palavra seria “reunião”.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1661227369921768727-94581888119540703?l=causoscorporativos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/feeds/94581888119540703/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1661227369921768727&amp;postID=94581888119540703&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/94581888119540703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/94581888119540703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/2011/09/reuniao.html' title='Reunião'/><author><name>Causos Corporativos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05123799913863392447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1661227369921768727.post-2878100149528076135</id><published>2011-04-23T22:19:00.003-03:00</published><updated>2011-04-23T23:05:35.342-03:00</updated><title type='text'>CORPORATÊS -  AULA FINAL</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Na medida em que estamos concluindo a primeira parte de nosso blog, não há nada mais justo, necessário e oportuno do que finalizar o curso nível básico de corporatês. Nesta aula final, não haverá separação entre o business english e as expressões locais; desta vez falaremos de todos os termos juntos em uma aula do tipo telecurso segundo grau 5h30 da manhã (corporativos consideram bizarros tais programas; apenas assistem quando passam a noite em claro esperando a comida do dia seguinte no primeiro horário).&lt;br /&gt;Na primeira aula, já havíamos passeado superficialmente pela síndrome sádico-anal corporativa. Desta vez colocarei o dedo com mais profundidade no tema. Após dois anos ausente do mundo corporativo, resolvi dedicar quatro horas deste último sábado à análise do tema: “por que os corporativos tomam &lt;strong&gt;comidas de rabo&lt;/strong&gt;?”&lt;br /&gt;Meu propósito foi complexo, porém atingi algumas interessantes conclusões; A expressão transcende o sentido mais óbvio, o qual, supostamente, traduziria a dor de ser cobrado e indagado pelo chefinho de forma moral, imoral e amoral! Há um prazer inconsciente! E pasmem: no universo corporativo, esta expressão não é caracterizadamente sádica; ela é verdadeiramente masoquista. Pensem bem! Corporativos contam muito mais histórias em que tomaram comidas, em relação àquelas em que “comeram o toco” do fulano.&lt;br /&gt;Quando o chefinho – vulgo superior direto – está furioso, o corporativo sempre diz: “putz, tomei uma comida daquelas”. Quando é dele a vez da fúria contra terceiros subordinados, então diz:“chamei fulano na minha sala”. Isto ainda desconsiderando as estórias em 3ª pessoa. Um tal de comida de um, “enrabada de outro”! O fato é: muitas pessoas apreciam e se identificam com comidas de rabo nas empresas. Se o sentido fosse literal, certamente, muitos corporativos já estariam usando fraldas geriátricas! Uma análise final me aponta que isto ocorre devido ao inconsciente prazer pela submissão ao poder corporativo! Entretanto, encerro aqui minhas análises e remeto a Freud a continuação do debate. Porém, deixo minha final conclusão: corporativos gostam mesmo de dar o . . .”&lt;strong&gt;feedback&lt;/strong&gt;”!&lt;br /&gt;Lembro ainda a primeira vez em que ouvi o termo feedback! O episódio ocorreu em uma aula de biologia do 3º colegial, quando estudávamos o sistema endócrino humano. Intimamente, sempre considerei a sonoridade do termo um tanto quanto engraçada. Anos mais tarde, Luciana Hauber disse que eu teria um feedback da entrevista na outra semana, tanto positivo quanto negativo.&lt;br /&gt;Na biologia, o feedback negativo está ligado à regulação da secreção de hormônios; No mundo corporativo, à rejeição! Rigorosamente tudo no mundo corporativo inicia e finda com um feedback. Guardo algumas dúvidas se a sonoridade da palavra causa certo conforto corporativo ou o simples fato de pertencer a classe gramatical do business english proporciona algum bem-estar. O fato é que o termo é detentor de gigantesca popularidade nos antros corporativos. Pessoas dão, recebem e aguardam feedback sempre.&lt;br /&gt;Recorrendo novamente aos auxílios da psicologia, acredito que esta dependência do feedback está associada ao universo de máscaras das empresas. Por estarem sempre alienados, corporativos estão muito mais preocupados com opiniões e veredictos de terceiros do que em formar opiniões próprias. Corporativos são, em geral, carentes e dependem sempre de feedback positivos.&lt;br /&gt;É verdade que a escalada de sucesso na vida corporativa está atrelada a uma sucessão de feedback positivos! No entanto, corporativos esquecem que o principal feedback é o próprio, o íntimo. E assim atravessam noites de insônia e agonia, esperando o julgamento final famigeradamente denominado feedback.&lt;br /&gt;Agonia e insônia mesmo, sempre quando o &lt;strong&gt;deadline&lt;/strong&gt; é na primeira hora do dia seguinte. E não há nada mais apropriado do que o termo oriundo do business english deadline. O não cumprimento de obrigações formais no prazo em multinacionais merece a morte! Mesmo que a atividade sido executada de forma esdrúxula e as obrigações não formais e intrínsecas - tais como “não dar marteladas”- não tenham sido cumpridas.&lt;br /&gt;E então o significado prático do termo passa a equivaler àqueles tipos de partidas decisivas de futebol em que o time precisa atingir o resultado nos minutos finais. Paulinho sempre diz que em meia-hora o final report já estará na caixa de e-mail do chefinho; Fernando não responde e-mails, não atende pessoas e ignora piadas sempre aos 45 minutos do segundo tempo da deadline. Xingamentos à sua mãe em alto e brado som são permitidos – para os corporativos, o deadline vale mais que o deadmother!&lt;br /&gt;Ana Fernanda da controladoria - em meio ao seu surto de stress psicótico dos minutos finais antes linha da morte (vulgo deadline) da consolidação do closing – inicia uma série infindável de marteladas de origem nervosas até que o esperado (e não necessariamente verdadeiro) número apareça – equivale ao gol. Closing trimestral: deadline delegado diretamente de Bloomington; O número deve estar na caixa de e-mail de Mr. Simpson ASAP, no mais tardar (para os tartarugas), on time!&lt;br /&gt;O deadline está muito mais atrelado às nuances de poder corporativo, do que à eficiência, rapidez, qualidade, como supostamente deveria e parece ser. Respeitar o prazo, abrindo mão de reports precisos, detalhados e mais úteis soa como um voto crédulo e respeitoso às normas e hierarquias, mesmo que isto custe em resultados menos benéficos. E então, inconscientemente na mente do corporativo, mais vale um número qualquer reportado na hora certa, do que um número certo reportado em uma hora qualquer.&lt;br /&gt;Nem tanto à disciplina, nem tanto ao perfeccionismo! Não faço aqui qualquer campanha a favor da anarquia corporativa ou ausência de prazos. Disciplina com relação ao tempo é necessária, desde que esta não vire um jogo de batata quente – ou seja repasse rapidamente antes de queimar-se, coibindo o trabalho qualitativamente rico. Nas empresas, a atitude ganha o apelido de &lt;strong&gt;“dar marteladas.”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Não vou esconder: demorei pelo menos um ano de meu primeiro estágio para entender o que significava o tão proferido e companheiro jargão “martelada”, famoso nos períodos de fechamento. Não sei se chamo este período de desconhecimento das marteladas de ano da inocência, da honestidade ou da bobeira; apenas recordo-me que enquanto todos falavam em dar marteladas, a controller passava pelo departamento para mencionar que não queria saber de marteladas!&lt;br /&gt;Até que o mundo corporativo, reconhecido pelo pró-dinamismo (mesmo que isto infrinja valores como a honestidade), corrompeu-me pela primeira vez. O chefinho dirigiu-se a mim e logo ordenou: “dá uma martelada rapidinho para fazer bater manda para a Helena (controller) com cópia para mim”. Retornando ao início do texto: qualquer erro do estagiário e a trolha da martelada entraria no meu. . .histórico.&lt;br /&gt;A função “atingir meta” do Excel ajudou-me, mas tornou-me uma pessoa acostumada e tarimbada em transgredir valores em nome do “fazer acontecer rapidamente” corporativo. Assim como todos corporativos são convidados a fazer! Peço desde já desculpas ao meu ultra-radicalismo de atitudes “corporofóbicas” e tenho consciência do quão forte é o que vou redigir agora, mas não vou me deter: o príncipio de martelar um número no relatório é o mesmo de forjar algo ou enganar alguém sobre as posses que não são suas. Ou seja, o 171 corporativo, internacional e glamoroso!&lt;br /&gt;E fechando a classe dialética do corporatês da neurose conhecida como pressão por prazos, colocamos o mandamento nº 0 de qualquer ambiente corporativo: tudo é &lt;strong&gt;urgente&lt;/strong&gt; e deve ser entregue sem delay, &lt;strong&gt;ASAP&lt;/strong&gt; e se não for hoje, que seja amanhã no primeiro horário!&lt;br /&gt;Entre as inúmeras teses que pretendo defender sobre o mundo corporativo, tenho uma a respeito da amaldiçoada palavra &lt;strong&gt;“urgente”&lt;/strong&gt; no final de 95% dos e-mails enviados em uma empresa: a palavra urgente é um dos principais fatores para o aumento do nível de stress, nervosismo, hipertensão, suicídio, esquizofrenia, adrenalina e etc. Concordo a respeito da urgência em diversos assuntos, mas não entendo porque a analista Mari considera tudo que solicita urgente. Certa vez, recebi dela um e-mail convidando o pessoal para o amigo secreto, o qual seria realizado no dia 18 de dezembro. O e-mail datava do dia 1º e constava no final: “aos interessados, favor confirmar com urgência a participação no amigo secreto.”Minutos depois recebi um e-mail do chefinho (mais coerente), solicitando para fazer o backtrade da margem antes de entregar o fechamento.&lt;br /&gt;Dado que eu era estagiário, inexperiente e estava em fase de fechamento do mês de novembro, passei por uma crise de valores sobre o que era mais importante naquele momento. Atender prontamente as solicitações do chefinho ou responder urgentemente e portanto diplomaticamente o e-mail da colega de nível hierárquico superior para não me queimar.&lt;br /&gt;O backtrade era mais importante!O pedido de urgência da analista mari me remeteu a quando era criança e fingia estar doente para não ir a escola. Mamãe acreditava, até quando fiquei de fato! Mamãe entediou-se, não acreditou e mandou-me a escola com 39º de febre.&lt;br /&gt;E então passei a ler os e-mails da Mari até a última letra antes da palavra urgente. E no dia seguinte, nos encontramos no estacionamento. Não me cumprimentou; Apenas me disse: "vc recebeu meu e-mail do amigo secreto? Confirma ele &lt;strong&gt;ASAP&lt;/strong&gt;, vai!?!? "&lt;br /&gt;Pior do que urgente! Pior do que as soon as possible! Pior do que tudo isso junto! A utilização do ASAP aqui em terras tupiniquins é uma das coisas mais bizarras, cafonas e esdrúxulas do planeta corporativo!&lt;br /&gt;How é possível utilizarmos uma abreviação de um termo do business english com so many sinônimos in portuguese no meio de uma conversa informal in the Alpha central parking? Exatamente as mesmas conclusões que você tirou a respeito do que acabo de escrever, tiro quando após um e-mail repleto de erros primários de português, Fabrício redige no final:&lt;br /&gt;“Qualquer dúvida, &lt;strong&gt;let me know ASAP&lt;/strong&gt;!&lt;br /&gt;Regards,”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fabrício, fuck you!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechando definitivamente a classe business english desta primeira parte do blog, temos o homem da cadeira, vulgo &lt;strong&gt;chairman&lt;/strong&gt;. Não fale deste homem em vão! Ele é poderoso, imponente, soberano e supremo. Um simples almoço pouco confortável dele com Dilma Roussef e a filial de Camaçari mandará ao mercado pelo menos mil desempregados.&lt;br /&gt;Do seu quartel general, corporativamente denominado &lt;strong&gt;headquarter&lt;/strong&gt;, o soberano toma decisões e todas elas conjuminam em milhares e milhares de comidas de rabo, marteladas, urgências, ASAP em todo o mundo ALPHA!&lt;br /&gt;A expressão &lt;strong&gt;todo o mundo&lt;/strong&gt; pertence a classe gramatical das megalomanias! Bem sei que a Alpha está em 80 países, mas o mundo corporativo é tão intercultural, a marca é tão difundida e a mania de grandeza tão martelada internamente, que os colaboradores ALPHA estão convencidos a respeito do ranking das marcas mais ouvidas no mundo: 1º Alpha, 3º Jesus Cristo, 4º Beatles, 5º Coca-cola. Não há segundo lugar! Nada se compara à grandeza da Alpha!&lt;br /&gt;Algo é fato: 95% das atividades corporativas de médio e baixo escalão são &lt;strong&gt;macaquices&lt;/strong&gt;. Acho inusitado e até mesmo engraçado quando Rubens do contas a pagar diz que no fiscal, o trabalho é macaquice pura! Entende-se por macaquice a atividade maçante, repetitiva, operacional e que demanda quase nenhum esforço intelectual. Ou seja, quase todas em uma multinacional!&lt;br /&gt;Como Rubens pode subjugar a atividade de Rose do fiscal, se a sua função é processar e controlar as notas a serem pagas contidas no sistema, para que os respectivos pagamentos sejam executados?! E neste pequeno detalhe reside o grande truque do mundo corporativo! O cargo de Rubens na Alpha é A/P general expenses supervisor; A Alpha financia 70% de seu curso de inglês e 50 % da sua graduação; O treasure manager o convida várias vezes para almoçar!&lt;br /&gt;Este show de pompa e glamour faz Rubens esquecer que a atividade dele, em linhas gerais, faz dele não mais que um operador barato de algum sistema ERP! Portanto, um macaco! Opa! Mais respeito, por favor! Afinal, Rubens é supervisor na Alpha e paga mais de 10 milhões todos os dias!&lt;br /&gt;Neste mesmo caminho, proponho uma atividade. Faça um corporativo mais vaidoso ainda: convide-o a &lt;strong&gt;jogar na PJ&lt;/strong&gt;, a conta do happy hour! O corporativo é em geral orgulhoso e arrogante por pensar ser uma espécie de célula da Alpha, detentor dos mesmos poderes que a multinacional onde trabalha! Concedê-lo o poder de utilizar da mesma barganha financeira é algo que desencadeia nele uma empáfia gigante!&lt;br /&gt;E caminhando para o fim desta terceira e última aula, deixaremos o mais famigerado e badalados termo da história do mundo corporativo: &lt;strong&gt;"Se queimar"!&lt;/strong&gt; Algo não quer calar dentro de mim! Os corporativos sentem um prazer inconsciente em ver o companheiro se queimar. Iniciamos nossa aula com uma posição masoquista e agora findamos com o lado sádico dos corporativos! Acho impressionante a frieza e a indiferença, quando algum corporativo relata que fulano está se queimando!&lt;br /&gt;As expressões idiomáticas e as gírias fazem parte da linguagem informal e figurativa e é a forma de expressar o inconsciente coletivo de um agrupamento de pessoas semelhantes (tribo). Pelos jargões do corporatês, consigo perceber pessoas cada vez mais agitadas pressionando e sendo pressionadas com metas em prol da manutenção de um poder corporativo superficialmente fantástico e moderno, no entanto, intimamente alienante e massacrante. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Afinal, não podemos considerar saudável um ambiente onde pessoas são queimadas e tomam comidas de rabo", têm como atividade principal algumas macaquices, dão marteladas e são pressionadas a todo momento pelo preciosismo muitas vezes desnecessário daqueles que cobram urgência na esperança de impor um poder que na verdade não os pertence! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1661227369921768727-2878100149528076135?l=causoscorporativos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/feeds/2878100149528076135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1661227369921768727&amp;postID=2878100149528076135&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/2878100149528076135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/2878100149528076135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/2011/04/corporates-aula-final.html' title='CORPORATÊS -  AULA FINAL'/><author><name>Causos Corporativos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05123799913863392447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1661227369921768727.post-7846968263631306886</id><published>2011-02-05T09:54:00.001-02:00</published><updated>2011-02-05T10:18:40.526-02:00</updated><title type='text'>A hipócrita primeira pessoa do plural</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu, tu, ele, nós, vos, eles! É muito peculiar a forma como o mundo corporativo manipula e explora uma questão semântica tão banal quanto à utilização dos pronomes pessoais em favor da manutenção de imagens e máscaras. E tratando-se de teamwork em terras tropicais da América do Sul, o pronome nós é uma instituição no ambiente corporativo local, tanto quanto nas teorias.&lt;br /&gt;Jamais se começa uma exposição verbal formal sem a primeira pessoa do plural, seja ela uma entrevista, uma reunião ou, até mesmo, em uma rápida conversa no café. De fato, seria um hábito saudável, caso a atitude não fosse tão manipulada e distorcida, sempre conforme a legislação de Gerson, vigente neste país desde a mais remota idade.&lt;br /&gt;Fernando do planejamento estratégico, sempre diz que "NÓS estamos envolvidos em um projeto de 10 milhões de dólares". Disse ainda que "NÓS estamos em uma joint-venture com a Beta, na exploração de um mercado gigantesco." Declarou “in off” no happy-hour, que "NÓS estamos nos preparando para adquirir a joãoson&amp;amp;joãoson!!!" Com ar de imponência, ainda diz que "NÓS faturamos 1 bi este trimestre!"&lt;br /&gt;Fico admirado com a nobreza e o senso de coleguismo do colaborador Fernando, assumindo em conjunto as vitórias da Alpha. Sei o quão irrelevante o leitor possa considerar tal fato, bem como o que o mesmo deve pensar a cerca de meus devaneios e minhas implicâncias baratas, entretanto a minha frenética e psicótica perseguição ao corporativo resolveu ser implacável com Fernando.&lt;br /&gt;Percebo que Fernando utiliza sim a terceira pessoa do plural, porém sempre quando sua participação é nula ou tendendo a zero e, simultaneamente, quando verbo + objeto direto seja algo extraordinário e esplendoroso, do tipo “faturamos 1 bi este trimestre”. Provavelmente, sua colaboração no referido faturamento seja menos de 0,001%! Sendo assim neste caso, meus valores, princípios e minha cara que já não é de pau me proibiriam terminantemente de gozar tão descaradamente do mérito.&lt;br /&gt;É possível que os leitores – principalmente os corporativos – estejam estupefatos e revoltados com o meu radicalismo pontiagudo e maldoso, neste momento. Desculpo-me com o leitor corporativo, se isto é como um balde de água fria no refrigério que a suposta participação em um faturamento tão significativo proporciona, uma vez que o fato em si - além de extraordinário – confere um sentido e uma razão para sua vida e existência.&lt;br /&gt;No entanto, não posso perdoar Fernando, uma vez que quando é o principal sujeito na execução de algo fabuloso e extraordinário NÃO utiliza, em hipótese alguma, o pronome NÓS. Sempre menciona que “EU fui responsável pelo projeto x”; “EU consolidei os números em menos de uma semana”, “EU liderei o processo de unificação dos departamentos”, “EU enviei e-mail com cópia para todos os gerentes questionando Mr Homer Simpsons (&lt;a href="mailto:Homer.simpsons@us.alpha.com"&gt;Homer.simpsons@us.alpha.com&lt;/a&gt;) da filial de Dallas (segunda principal da Alpha).”&lt;br /&gt;Perceba que todos estes expedientes não são executados isoladamente e tampouco sem suporte de uma equipe. Tenha certeza de que a execução do projeto x precisou de pelo menos dois estagiários e um analista Junior; A consolidação dos números depende de uma série infindável de reportes interdepartamentais, com muitas pessoas envolvidas, até que o número apareça.&lt;br /&gt;Até mesmo o e-mail para o Homer Simpsons! Fernando é egocêntrico, mas não louco! Certamente, não faria isto a revelia! Provavelmente, havia uma ebulição na filial brasileira contra Mr. Simpsons e um clima favorável para que ele tivesse o respaldo político em questionar alguém da filial de Dallas. Então porque ele não usa o pronome NÓS neste momento, já que contou, em todas ocasiões, com o respaldo de uma equipe? Sinto que o melhor adjetivo não é coleguismo, mas sim, oportunismo! Manipula-se o sujeito de acordo com o fato!&lt;br /&gt;E, então, o perfil de liderança voltado para o teamwork vai por água abaixo. Caso isto ainda não tenha sido assimilado, proponho então uma nova situação. Os verbos+objeto direto de fatos desfavoráveis! Ele jamais se inclui como sujeito, mesmo quando há sua participação direta ou indireta. O pronome NÓS é evitado a qualquer custo. Repare que, segundo Fernando, "O PESSOAL DE SISTEMAS não atualizou as configurações do novo ERP, o que conjuminou nas inconsistências do fechamento!""A EQUIPE DO LACERDA (mesmo departamento do Fernando) não reportou os números três dias antes do deadline, conforme acordado." "CULPA DO FISCAL que sempre enrola com as notas fiscais."&lt;br /&gt;Em casos de insucesso, a fórmula de Fernando é a 3ª pessoa do singular e do plural! Ele jamais está envolvido em algo mal-sucedido! Mesmo quando está! Neste caso, ora omite o fato, ora altera o pronome! Inconsistências no fechamento são responsabilidades dele, pois quem reporta, se responsabiliza pelos números! Não cumprimento de prazo não deixa de ser problema de quem atrasa, mesmo quando há atrasos na cadeia de reportes! A culpa é de NÓS, e não apenas deles!&lt;br /&gt;Sinceramente, não haveria motivos para implicação com os corporativos, se houvesse em todas ocasiões e fatos, espírito de grupo e hombridade coletiva na responsabilização da equipe, tanto nos méritos, quanto nos deméritos, conforme pressupõe as teorias norte-americanas de gestão, os quais de fato são muito efetivas, cabíveis e pertinentes, quando o assunto é formas de se trabalhar em um contexto econômico, corporativo e de mercado cada vez mais dinâmico e competitivo.&lt;br /&gt;Se esquece Fernando, assim como 95% dos corporativos brasileiros que o grande líder tem como principais qualidades a nobreza em assumir derrotas pessoais e o discernimento em conhecer os pontos em que precisa evoluir. Resta dúvida se podemos responsabilizar a cultura corporativa, a qual valoriza ao extremo os sucessos e reprime e condena implacavelmente o insucesso e o fracasso, pressionando os corporativos a assumirem apenas vitórias em seu discurso.&lt;br /&gt;No entanto, algo é inquestionável em qualquer sociedade. Os valores, os princípios e a atitude nobre são as principais bandeiras de luta de um grande homem, mesmo que o uso indevido dos pronomes incomode ou desagrade os ouvidos corporativos de alguém! E então não apenas condeno, mas repudio totalmente Fernando, quando diz estar adquirindo junto com a Alpha a “joãoson&amp;amp;joãoson” ou participando da joint-venture com a Beta. Afinal, se ele exclui totalmente o mérito do grupo quando principal responsável de uma atividade, deve também excluir-se totalmente dos méritos da Alpha, uma vez que sua participação é ínfima.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1661227369921768727-7846968263631306886?l=causoscorporativos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/feeds/7846968263631306886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1661227369921768727&amp;postID=7846968263631306886&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/7846968263631306886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/7846968263631306886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/2011/02/hipocrita-primeira-pessoa-do-plural.html' title='A hipócrita primeira pessoa do plural'/><author><name>Causos Corporativos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05123799913863392447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1661227369921768727.post-5772155936672383492</id><published>2010-12-23T21:29:00.006-02:00</published><updated>2010-12-25T10:40:02.496-02:00</updated><title type='text'>Finanças do corporativo I: Artur e Tia Franca</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Bem sabemos que os corporativos - principalmente aqueles das mais diversas áreas de finance* da empresa – são diretamente focados e alienados pelas finanças corporativas. Sendo assim, normalmente, deixam de tratar suas próprias finanças, delegando tal missão a financiadores oportunistas, bancos e etc. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao longo dos anos de caminhada escravocrata corporativa, a reclamação dos colegas corporativos que mais chegou aos meus ouvidos foi seus baixos salários, segundo os quais, estaria aquém do que de fato merece pelo que faz. Francamente, sempre tratei as lamúrias com muita suspeita!&lt;br /&gt;Estes dias, fui jantar com um ex-colega de mundo corporativo. Minha expectativa era de um agradável encontro, durante o qual falaríamos sobre futebol, cortes de carne de churrasco, mulheres, viagens e vida cotidiana; um clima cordial, próprio de uma véspera natalina. Mas para minha decepção, fui tratado, literalmente, como o muro das lamentações. Queixou-se aproximadamente uma hora sobre o seu provento mensal. Segundo ele, mal consegue arcar com suas despesas mensais, as quais ele diz ser “coisa pouca”. Sente-se um pobre coitado ganhando a “mixaria” de pouco mais de 10 salários mínimos. Conforme suas palavras, uma “lamentável injustiça”, dado que outros gestores de escalão maiores ganham aproximadamente 5 ou 6 vezes mais.&lt;br /&gt;O caminho de volta aos meus domínios após o triste jantar foi uma mescla de depressão com reflexão. O retorno da zona sul sentido zona norte (onde resido) tinha como rota o centro da cidade; E quando por lá passei, veio-me instantaneamente a mente a tia Franca. Se no lado sul do trajeto, meu pensamento estava voltado para as lamentações de Artur, o lado norte foi reservado para o bom humor desta minha tia por parte de mãe.&lt;br /&gt;Associação de fatos aqui, outros fatos ali e “voila”! Já chegando aos lados de Santana, tive um estalo. As cervejas do depressivo jantar me propiciaram uma genial conclusão: a tia Franca tem muito a ensinar sobre finanças ao Artur! Por muitas vezes em minha vida, fui acometido por conclusões e pensamentos alucinados, caóticos e surreais. Tinha por costume repudiá-los de forma veemente. . .até quando passei a perceber que sempre após três ou quatro anos eles passam a fazer total sentido. Atualmente, trato meus devaneios com todo carinho do mundo!&lt;br /&gt;Pelas minhas contas, em 2014 (dado que esta conclusão foi obtida semana passada), corporativos como Artur passarão a perceber o quanto eles são inocentes e inexperientes a respeito do dinheiro. Desculpem corporativos, desculpem, por favor. . .eu sei que vocês gerenciam projetos que valem milhões de dólares! Me perdoem . . .não me queimem no mercado! Sei também de vossas habilidades no portfólio management da Latin America Alpha. Aos poderosos corporativos trader, clamo por perdão, afinal, vocês trEIdam muitos milhares de dólares por dia. Ok, não precisam me perdoar! Corporativos não conhecem absolutamente nada de seu próprio dinheiro!&lt;br /&gt;O que verdadeiramente me estimulou a escrever o presente é a saúde financeira da minha tia. Atualmente, ela é aposentada e mora sozinha em um apartamento situado na Avenida São João. Concluiu o ensino médio e trabalhou por aproximadamente duas décadas no Metrô de São Paulo, passando por diversos cargos e funções.&lt;br /&gt;Artur, 27, é solteiro e mora com os pais em pinheiros. Graduado pela faculdade de contabilidade da Universidade de São Paulo e aos 22 foi enviado à França pela Alpha, para que fizesse cursos de especialização. Em seu cartão de visita, inglês, espanhol e francês bem falados, além de um MBA. Está, atualmente, se pós-graduando.&lt;br /&gt;Mas pasmem! A tia Franca é proprietária de dois imóveis adquiridos a vista, enquanto Artur paga com a ajuda dos pais a prestação de seu Sandeiro e de seu apartamento de 3 dormitórios ainda na planta.&lt;br /&gt;Artur está desesperado, afinal, quem financia apartamentos em planta sabe que dezembro é mês daquela “parcela cacetada” que cai como presente de Demóstenes em nossas mãos a cada 12 meses. Já tia Franca tirou uns dias e foi ao centro da cidade para comprar presentes natalinas a sobrinhos e filhos de sobrinhos.&lt;br /&gt;E por falar em lembranças, Artur disse-me ter presenteado a noiva com um belo colar H Stern em novembro. ..mesmo tendo, em seu passivo pessoal, parcelas mensais que já totalizavam 30% de seus proventos. Segundo ele mesmo, 10 alfinetadas de R$ 200,00 a mais são irrisórias perto da felicidade e surpresa da noiva!&lt;br /&gt;Tia Franca não financia, não empresta e apenas teve outra conta bancária que não a conta salário depois dos 35 anos. O cheque serve apenas para praticidade de pagamento e não para suavização financeira momentânea. Parece incrível a habilidade da tia Fran em dar presentes! Todos que dela ganhei foram sempre os mais baratos e aqueles os quais mais gostei!&lt;br /&gt;Uma mestra na arte de transformar coisas simples e banais em lembranças de elevadíssimo valor sentimental! Sua sensibilidade e experiência de vida em conhecer quem vai presentear a fazem evitar o desperdício de R$ 2000,00 em algo cujo o valor monetário é o REAL motivo da surpresa e encantamento. E este meu devaneio está corretíssimo! Afinal, o que um corporativo bitolado com jornada de 14 horas diárias tem a acrescentar em termos de sentimento, candura e doçura à sua noiva? Claro que nada! Portanto, paga e paga caro! Somemos então! Neste simples episódio, tia Franca guardou vantagem de R$ 1.900,00 sobre o controlling coordinator pós-graduadando e graduado pela USP. Aposto que seu presente não custaria mais de R$ 100 e arrancaria sinceros suspiros!&lt;br /&gt;Artur divaga bastante sobre bebidas requintadas. Diz ter herdado a mania de seu ex-chefinho francês de cultuar vinhos. Um hábito saudável, se a sua coleção de vinho não estivesse já avaliada, segundo ele mesmo, em R$ 7.500,00! Tia Franca gosta de vinhos gaúchos e paga não mais que R$ 8,00 a garrafa no supermercado Compre bem, o qual é servido às suas visitas sempre acompanhado de queijo minas e uma cômica e bem-humorada conversa sobre besteiras e fatos cotidianos ao redor dos sofás almofadas.&lt;br /&gt;E por falar em almofada, Artur deve-me, desde que retornou da França, um convite para visitar sua adega. Não importa! Prefiro muito mais o vinho gaúcho com besteiras da tia Franca. E Artur perdeu novamente: neste caso, pelo menos uns R$ 4.000,00!&lt;br /&gt;Sacrifícios médios mensais de Artur para preservação de sua imagem provavelmente giram em torno de R$ 500,00. Roupas e enfeites da moda. ..tudo que valorize sua presença. Tia Franca não gasta nada além de sua carisma, cordialidade e hospitalidade, evitando assim R$ 6.000,00 anuais com construção de uma imagem dissimulada, mascarada e baseada em ostentação.&lt;br /&gt;Não pretendo aqui apedrejar os hábitos e gostos de Artur, mas tudo leva-me a crer que ele arca com árduas despesas baseadas apenas em desejos artificiais de demasiada vaidade, diferentemente da tia Franca, a qual sua imagem é construída pelas próprias virtudes e trejeitos. Enquanto Artur assume dívidas de ativos de alguém que precisa portar a imagem de corporativo com nível internacional, a tia Fran arca apenas com as dívidas inerentes a ela mesma.&lt;br /&gt;Desde os 18 anos, quando foi aprovado no vestibular, Artur dirigiu carros novos. O primeiro ganhou do pai. O segundo carro foi adquirido 0 km. Naquele momento não tinha como pagar a vista. Então, o pai o ajudou na entrada e as demais parcelas ele arcou por conta própria. Alias, não arcou, porque depois da 10ª prestação decidiu que era hora de trocar o Corsa pelo Sandeiro, afinal soaria mal ser visto pelos managers da Alpha desfilando com o carrinho popular. Corsa de entrada e parcelas de mil e pouco na cabeça, mais seguro, mais combustível, mais IPVA, mais manutenção, mais, mais e mais . ..&lt;br /&gt;Já Tia Franca nunca sentiu real necessidade de dirigir. Moradora do centro da cidade a dois quarteirões da estação de metrô, sempre considerou automóvel um tanto quanto desnecessário. Quando o lugar é inatingível via metrô, sua agradável companhia faz com que sempre lhe seja oferecida carona. Não tem carro e o fato em si não lhe incomoda. Uma vantagem sobre Artur de aproximadamente R$ 1.400 mensais. Ou seja, R$ 17.000 anuais.&lt;br /&gt;Sei o quão covarde é, porém não poderia poupar-me de comparar os hábitos de lazer de ambos. Pelo menos duas vezes por mês, Artur vai a alguma das mais badaladas casas noturnas paulistanas. Generosamente, coloco em seu orçamento mensal, pelo menos, R$ 250 cada. Para o final de semana, o trio “namoradinha paulistana” ao lado de sua parceira dita as regras: cinema, restaurante &amp;amp; motel. Tudo por conta do jovem cavalheiro, claro! Aritmética, simples: 50+130+120=300,00! R$ 1.200 mensais é o quanto Artur despende para vestir o sapato da Cinderela.&lt;br /&gt;Dois jantares por mês com eventuais colegas de mundo corporativo, como eu (nossa conta na semana passada totalizou R$ 130,00); dois happy-hours mensais. Oitenta com cento e trinta são R$ 210,00 mensais. Um glamoroso lazer: 1940,00 mensais!&lt;br /&gt;Tia Franca não tem hábitos noturnos, exceto a internet e o chá da noite. Corriqueiramente, anda pelo centro e freqüenta sua religião. Quando muito, visita algm parente ou vai a algum parque, tal como o Horto e tem como principal diversão, uma ida mensal a algum restaurante. Seu preferido, um de comida chinesa, próximo à estação Vila Mariana. São em média R$ 100,00 mensais de lazer e, portanto, vantagem de R$ 1840,00 sobre o especialista em controladoria da Alpha.&lt;br /&gt;Podemos compreender então quando Artur diz não sobrar nada de seu salário. Afinal, suas despesas pessoais giram em torno de 3.400. Amortização de passivos somados a despesas financeiras (juros) proveniente das infindáveis parcelas que contrai a revelia totalizam quase 2.000,00.&lt;br /&gt;Aposentada pelo metro, tia Franca é responsável por suas despesas domésticas, diferentemente de Artur. Mesmo assim, diz conseguir poupar alguma coisa todo mês.&lt;br /&gt;Artur não esconde sua insatisfação para com a Alpha. Considera injusta sua “baixa remuneração” de R$ 5.500,00 mensais líquidos. Suas maiores queixas, as financeiras, claro! Responsabiliza totalmente a Alpha por não conseguir quitar sem a ajuda dos pais as parcelas do apartamento.&lt;br /&gt;Em geral, Tia Franca queixa-se também. Porém nunca a respeito de dinheiro! Seus problemas são relacioandos às dores oriundas da tendinite proporcionada por anos de trabalho nas bilheterias do metrô. Fora isso, um ótimo astral e um humor nato. Risadas marcam meu encontro com minha tia. Lamentações são as pautas de meus jantares com Artur!&lt;br /&gt;Artur não conhece nada sobre a vida a não ser de seus semelhantes, por isso não faz a mínima idéia que pelo menos 50 ou 60% das famílias brasileiras consideradas classe C sobrevivem com a metade do que o pobrezinho ganha . O que o futuro mestre em controladoria deve aprender com os cabelos brancos (sempre tingidos) da ex-metroviária, vulgo tia Franca, é que a riqueza se mede pelo patrimônio e não pelos ativos; necessita aprender também que a construção eficiente da própria imagem independe do quanto gasta e com quem gasta, mas como gasta e se gasta, de fato, com aquilo intrínseco a si mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*Nenhum corporativo que se preze admite ser chamado de “financeiro”! Soa incrivelmente provinciano e humilde! Por mais que a função de &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="mailto:estele.cristina@alpha.com.br"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;estele.cristina@alpha.com.br&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; seja executar ordens de pagamento, ela não é do contas a pagar, mas sim do Accounts payable Management (A/P department)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1661227369921768727-5772155936672383492?l=causoscorporativos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/feeds/5772155936672383492/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1661227369921768727&amp;postID=5772155936672383492&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/5772155936672383492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/5772155936672383492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/2010/12/financas-do-corporativo-i-artur-e-tia.html' title='Finanças do corporativo I: Artur e Tia Franca'/><author><name>Causos Corporativos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05123799913863392447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1661227369921768727.post-5969036689550877590</id><published>2010-12-12T15:16:00.003-02:00</published><updated>2010-12-12T15:48:08.558-02:00</updated><title type='text'>Rose do fiscal</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;São 7h43 e Rosangela Carolina Leite Tavares, vulgo Rose, passa pelas catracas do ABTC (Alpha Business Trade Center). Como de praxe, “bate o cartão” todos os dias pontualmente às 7h48 (conforme obriga seu contrato de trabalho, data de 1984). Natural e residente de Guaianases, acessa a empresa via ônibus, metrô e trem, despendendo, diariamente, 3h00 de translado.&lt;br /&gt;Adepta convicta do ditado “Deus ajuda quem cedo madruga”, vem acordando cada vez mais cedo, devido a problemas com longos congestionamentos. Foi-se o tempo em que acordava às 6h18 rumo a Alpha. Hoje, seu galo digital canta não depois das 5h48. Fuma um cigarro, prepara o café, toma banho e lá está Rose com seu saquinho de pão de queijo “10 por 1 real” adquirido no terminal de ônibus de Guaianases.&lt;br /&gt;Rose, 44, é casada, mãe de dois filhos e avó de dois netos, o Joanderson e a Sharliane. Mora apenas com o marido, o corretor de seguros Adailton Tavares, 54. Os filhos se casaram novos.&lt;br /&gt;O perfil Rose do fiscal é o mais comum dos ambientes corporativos, porém o menos percebido, devido sua falta de pompa. Pelo menos 60% dos colaboradores de uma multinacional são como ela. Rose entrou na Braspolas ltda. com apenas 18 anos, com o cargo de aprendiz de assistente.&lt;br /&gt;Durante a carreira, passou pelos mais diversos temores em sua única área de atuação, a fiscal. Para uma legítima CLT, não há nada mais temível do que uma demissão induzida (e nada mais doce que uma acordada). Rose C. Leite Tavares do fiscal agradece todos os dias a Deus e a Dorival, seu chefe, por nunca ter vivenciado semelhante experiência.&lt;br /&gt;Seu objetivo de vida sempre foi a manutenção do emprego a qualquer custo até o merecido descanso da aposentadoria, após 40 anos de “suor honesto”. Suor honesto até a aposentadoria, seu lema! Houve períodos difíceis, é verdade! A abertura de mercado em meados de 1990 foi a primeira turbulência de sua carreira. A Braspolas passou por uma grande crise devido às concorrentes multinacionais ávidas pelo mercado de 140 milhões de Roses em ação. Corte de 60% do departamento do fiscal e 40% da contabilidade.&lt;br /&gt;Rose salvou-se graças a influência de Dorival, seu chefe, padrinho de casamento e amigo de infância de um dos sócios da Braspolas. Adailton enciúma-se descaradamente de Dorival, mas admite que apenas não passou fome graças à bondade do chefe de sua esposa, o qual, no passado, dava caronas a ela todos os dias.&lt;br /&gt;Passado a crise e a infância dos filhos, decidiu então se especializar. Fez um curso de técnico fiscal na IOB. Dorival promoveu-a a analista fiscal. Para Rose, os caminhos profissionais estavam abertos. Analista fiscal da Braspolas, curso da IOB no currículum vitae e salário 40% maior, o que garantia o sustento da família, já que Adailton estava desempregado naquela época.&lt;br /&gt;Estabilidade da moeda, do emprego e da família, Rose não tinha a ínfima noção do que estaria por vir. A crise econômica dos tigres asiáticos em 1997 foi implacável! A Braspolas praticamente quebrou! E novamente o temor, a angústia e a depressão! Corte de funcionários e o corte do emprego de Rose dependia apenas da formalização. Para Rose C. L. Tavares - mais do que o desespero do desemprego por ser arrimo de família – sentia-se amputada.&lt;br /&gt;Rose fez promessa a Nossa senhora Aparecida e a Santa atendeu. A graça veio novamente pelas mãos de Dorival, que quase caiu junto com a estimada amiga e colega de trabalho! Sua influência junto ao sócio fez com que fosse apresentado a Aranha, novo gerente fiscal da Alpha, empresa a qual adquiriu a Braspolas um ano após sua chegada ao Brasil.&lt;br /&gt;Dorival conversou aqui, articulou ali e manteve Rose. Alias, daquele departamento fiscal da antiga Braspolas, restaram apenas os dois. Conforme prometido, Rose subiu de joelhos as escadarias da Igreja. E não poderia ser diferente. A ajuda da Santa foi providencial! Rose faz questão de desfilar com seu crachá da renomada multinacional norte-americana por onde passa.&lt;br /&gt;Com a modernização e a tecnologia dos últimos anos, as atividades de Rose se limitam a “inputar” milhares de notas fiscais no SAP. Uma trilha de sucesso nos moldes da CLT: analista fiscal senior, técnica pela IOB e profissional de uma multinacional. As infindáveis horas de SAP trocadas por horas de salário CLT compensam. O grande plano de vida do “suor honesto até o merecido descanso da aposentadoria” caminha a passos largos para sua concretização.&lt;br /&gt;Segue a risca sua bíblia sagrada, a Consolidação das Leis do Trabalho. Mesmo no trato com os colegas: nunca pode ajudar quando a solicitação passa 1 mm daquilo que contratou com a empresa como função e atividade! Uma mestra em repassar tarefas: “infelizmente não vou poder te ajudar, isso é com Genival do almoxarifado” . .. “isso é com a Paula do DP” . . “fala com a Rosane da contabilidade”. E quando o assunto é com ela, o velho truque da famigerada desculpa: “essa semana não vai dar, estamos em fechamento!”&lt;br /&gt;Entre uma nota e outra cadastrada, sai, pontualmente, a cada hora (8h18, 9h18, 10h18 e etc) para fumar seu tradicional cigarro, o qual a acompanha desde a adolescência. Embora a empresa disponibilize uma área de café expresso, Rose segue a risca sua mania de longa data: porta sua garrafa térmica rosa com uma fita crepe escrita “Rose do fiscal”.&lt;br /&gt;Como todo corporativo, &lt;a href="mailto:Rosangela.leite@alpha.com"&gt;Rosangela.leite@alpha.com&lt;/a&gt; pratica suas fofocas, porém em um nível mais baixo daqueles das áreas estratégicas. As conversas versam sempre sobre quem vai cair, quem vai subir e quem é gay. Rose assiste assiduamente a todas as novelas das 8. É a responsável do departamento por encomendar bolo, salgadinhos e docinhos dos aniversariantes de renome das favelas corporativas, tais como Dorival, Aranha, Daltão e Teixeira. Sempre que o faz, encomenda da Dna. Dolores lá da vila.&lt;br /&gt;Sua filha engravidou de seu neto primogênito e o genro era motoboy. Após o nascimento de Joanderson, Rose “mexeu os pauzinhos”: sua filha fazia trufas e ovos da páscoa e ela subia até o 9º, 10º e 11º para vendê-los aos colegas e conhecidos do planejamento estratégico e do market inteligence. Segundo ela denomina, “o pessoal que ganha muito”. Para eles, Rose é o museu da Alpha!&lt;br /&gt;Rose é o orgulho do pessoal da vila, afinal tem um “trampo de responsa na multinacional”. Para a família, um exemplo a ser seguido; para o marido, uma “guerreira”! Para a filha, ela “salva pátria” pois vende seu chocolate para a “playboizada”. Jamais separa-se do crachá, o qual é tratado por ela como a própria identidade.&lt;br /&gt;Conseguiu financiar um carro zero e converteu-se ao evangelismo. A escultura da santinha que a salvou nas mais terríveis horas perdeu espaço em sua mesa lotada de post-it para porta-retratos com recordações dos netos. As paredes da baia que até então servia de quadro para fotos familiares, hoje são repletas de salmos e mensagens do tipo “Deus é fiel!”&lt;br /&gt;E, corriqueiramente no final da tarde, Rosangela C. L. T. encerra mais uma jornada de trabalho. Sua máquina começa a ser desligada às 17h10, pois para ela, isto é uma questão moral: o relógio de ponto deve ser batido às 17h18 e a catraca ultrapassada às 17h20! Se passa antes, sente-se exploradora, quando depois, explorada! E quando noite, Rose já está no aconchego de sua casa sua vida em Guaianases, onde, depois do banho, inicia os preparativos para o próximo dia até que a aposentadoria a separe da Alpha.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1661227369921768727-5969036689550877590?l=causoscorporativos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/feeds/5969036689550877590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1661227369921768727&amp;postID=5969036689550877590&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/5969036689550877590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/5969036689550877590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/2010/12/rose-do-fiscal.html' title='Rose do fiscal'/><author><name>Causos Corporativos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05123799913863392447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1661227369921768727.post-4638615394702689870</id><published>2010-11-30T23:07:00.006-02:00</published><updated>2010-11-30T23:28:10.054-02:00</updated><title type='text'>O papai noel e a carocha</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Que as empresas são grandes fabricantes de “diz-que-me-diz” é fato consumado! Aliás, se as baias pudessem escrever um livro sobre as abobrinhas, groselhas, injurias, falsas promessas que ouvem, certamente produziriam textos muito mais divertidos em comparação com os do Causos Corporativos. Mais hilariante ainda, se pudessem debater entre si o que escutam diariamente dos corporativos. Porém, as baias não serão os personagens deste post, mas sim de algum próximo. Neste aqui, as groselhas serão classificadas de acordo com os seus prováveis autores, dentre eles: o papai Noel ou a carocha.&lt;br /&gt;Formalmente, o jargão “conversa da carochinha” é definido como gênero de prosa e ficção, narrativa folclórica e história mentirosa. E nada mais mentiroso e folclórico do que a eterna promessa de Fernando do planejamento estratégico de que &lt;em&gt;“vai largar tudo e abrir um quiosque na praia com a esposa”&lt;/em&gt;. Só vou acreditar quando eu estiver &lt;em&gt;in loco.&lt;/em&gt; E como gostaria de vivenciar este momento! Presenciar a cena do corporativo padrão gerenciando seu quiosque na praia me proporcionará maior diversão do que qualquer banda de pagode ou meninas de biquíni que eventualmente figurariam por lá.&lt;br /&gt;“Benzinho, você já formalizou por e-mail com cópia para mim o PO (purchase order) de 10 engradados?” “o pessoal da peixaria do Genival já se posicionou? Já formalizaram a cotação?”&lt;br /&gt;“Já falou com o Tonico do cavaco? Quero e-mail com cópia para o chefe de banda . .ah, me copia em cco. Confirma o evento 21h sem delay!”&lt;br /&gt;Banda no quiosque, cinco “gatos pingados”. “Amor, precisamos elevar o faturamento em 30% para bater o break-even”. Foco na porção de camarão e desestimular o temaki de lula (apenas um corporativo - e seu egocentrismo com traços psicóticos - teria a “brilhante” idéia de oferecer temaki em seu quiosque).&lt;br /&gt;As conversas da carochinha são marcadas pelo seu tom fantasioso e geralmente são narrados pelos corporativos, sem muitas pretensões. Poderíamos perfeitamente denominá-las como “lendas corporativas”. Tão lendário quanto o Praxedes, o qual é sempre usado como exemplo para tudo por Teixeira nas conversas corporativas. Os lendários e épicos são aqueles profissionais que não existem.&lt;br /&gt;Segundo Teixeira, o Praxedes tem duas graduações nos EUA, 5 MBA´s, pós-graduação em Westfhalenheim, Alemanha (a cidade deve ser fictícia também). Foi gestor por dez anos no Bank Merdon, diretor financeiro da “Joãoson e Joãoson” por cinco anos reportando-se diretamente para o CFO das Américas. Isso com 35 anos. Com 40, já era CFO mundial da Unieleven.&lt;br /&gt;Quando vejo alguém versando sobre algum “super herói” corporativo, me programo para reduzir a pelo menos ¼. Dependendo do locutor, não acredito em nada! As vezes sinto piedade do Teixeira quando cria em sua mente um CV imaginário, apenas para expressar a trajetória profissional de seu sonho!&lt;br /&gt;Talvez uma grande candidata ao prêmio “a carocha do ano” poderia ser a analista Mari, a qual se auto-promove, regularmente, dizendo que sempre recebe &lt;em&gt;“proposta com salário muito melhor em departamentos mais estratégicos de empresas melhores&lt;/em&gt;”. Talvez a minha pergunta seja a mesma do leitor: então, por que não aceita? As vezes passo a crer que ela aplica aquele mesmo charme da adolescente menina-moça, quando conta para as amigas, que o Zezinho, o Luizinho e o Fernandinho estão afim dela. Mas ela não aceita ninguém, pois se considera muito superior. Fazendo a analogia, a Merdon, a joãoson e a Unieleven estão disputando “a tapa” uma tal de analista Mari. Mas ela não sai da Alpha! As propostas estão aquém da profissional que ela diz ser. Afinal, ninguém transporta dados do SAP para o Excel tão bem quanto ela! Ninguém faz tabela dinâmica como ela! Tabela dinâmica por cima, por baixo, de frente e de costa (peço desculpas aos corporativos: tabela dinâmica não, Pivot table). O mercado tem mais é de brigar por uma talent como ela!&lt;br /&gt;Embora fictícias e sonhadoras, as conversas da carochinha não afetam tão diretamente sua vida profissional quanto as promessas de papai-noel. Tentadoras, agressivas e sedutoras, oferecem o maravilhoso mundo o qual você nem sequer chega perto e como conseqüência te frustra.&lt;br /&gt;Dentre elas, a melhor, mais velha e famosa: &lt;em&gt;reajuste salarial após um ano de casa&lt;/em&gt;. Dado que os orçamentos proíbem oferecer salário maior do que a mixaria que te foi proposto (da mesma forma você aceita, pois como todo bom corporativo, não suporta mais a atual a empresa), então o selecionador tira esta carta da manga no momento da entrevista.&lt;br /&gt;Em minha humilde, radical, porém não esquizofrênica opinião, o maior defeito dos corporativos começa neste ponto: quando ressentem, subjugam e desmerecem os seus respectivos proventos mensais. A troco de que pessoas se enjaulam 14 horas por dia? Sinceramente, acredito que não há quantias financeiras que satisfaçam tão longa dose de esforço diário.&lt;br /&gt;Se não há prazer e satisfação em relação à atividades, funções e ambiente, não há remuneração bastante. Comentário do tipo, &lt;em&gt;“se eu ganhasse uns 30 mil por mês&lt;/em&gt;, tudo bem” perde a validade quando de fato se começa a ganhar 30 mil por mês. A insatisfação tem outra causa, porém a culpa é do salário! Entre as conversas da carochinha do gênero, prefiro acreditar naqueles que colocam, em seus discursos, o jargão “não há dinheiro que pague”!&lt;br /&gt;Culpar o salário é alienar-se e cegar-se para as mazelas e insatisfações corporativas e, além do mais, para um corporativo padrão, quanto maior seu salário, maior e mais sofisticado é o instrumento alienante que pode adquirir, tais como carros de luxo, confortos desnecessários e fúteis, tudo que o faça esquecer a vida escravocrata e sem sentido que leva. Afinal, dado que se trabalha 14 horas/ dia, restam apenas 10 para atividades que não trabalho. Três horas de translado, 1 hora de refeição noturna e seis para dormir. Resumo: o mundo corporativo é a escravidão do século 21.&lt;br /&gt;Menos importante, porém não irrelevante para o presente é a "&lt;em&gt;promessa de estacionamento"&lt;/em&gt;. E aqui proponho uma dica: caso te deram prazo de um mês para a famigerada vaga, pechinche um plano anual no estacionamento ao lado. Se o prazo para uma vaga é indeterminado, então esqueça! Jamais guardaras a sua coisinha popular em meio aos cayennes, Tucson, A6, A7, A8, A5000 dos amáveis gestores da Alpha.&lt;br /&gt;O papai noel corporativo atua bem também nos campos de viagens corporativas internacionais. Trainees, analistas e pequena gerência (os miúdas) são sempre atraídos pela &lt;em&gt;“projeção internacional”ou pelos “treinamentos no exterior”.&lt;/em&gt; E então se sentem obcecados e atraídos por aquele mundo encantado e sem fronteiras, acreditando que de fato serão levados pelo trenó do bom velhinho às terras longínquas e desenvolvidas.&lt;br /&gt;Trenó este que levam também os aspirantes! Mais especificamente, os estagiários! Vestido de terno, o bom velhinho convida o novato à entrevista, na qual sempre entoa o seu famigerado discurso promessa: “&lt;em&gt;após o fim do contrato, há grandes chances de efetivação&lt;/em&gt; . . veja a Luciana Hauber (analista de recrutamento, sempre presente - a arroz de festa das entrevistas), ela adentrou na Alpha como estagiária, foi efetivada e hoje faz parte da equipe da gestão de pessoas”&lt;br /&gt;Não há como lutar contra fatos! Basta calcular a relação entre estagiários contratados por multinacionais e os realmente efetivados naquela. E, então, automaticamente direcionam a óbvia, porém ingênua contra-argumentação: “claro, só os talentos são efetivados!" No começo da minha carreira, carregava esta máxima comigo também. E, francamente, gostaria de perpetuar com ela. Porém, novamente, o mundo corporativo violentou mais um de meus prematuros sonhos profissionais: efetivação graças ao esforço!&lt;br /&gt;Quando não efetivado para suprir uma necessidade imediata, o estagiário precisa de duas grandes sortes, tendo ambas atuando simultaneamente: primeiramente, cair nas graças de seu superior direto e assim tornar-se seu afilhado corporativo e a segunda e derradeira: que seu padrinho corporativo seja alguém influente. Há certa “meritocracia” na primeira exigência, muito embora o “cair nas graças” no universo corporativo geralmente não se dá em planos racionais e objetivos, mas sim em esferas políticas, subjetivas e emocionais, do tipo: “o chefinho foi com a sua cara”. Porém o segundo requerimento é pura “sorteocrácia”: jamais terás o luxo de escolher seu superior direto em uma entrevista.&lt;br /&gt;Na mesma classe de anedotas encontra-se &lt;em&gt;“A sua chance de crescimento nesta área é muito grande. ..tudo vai depender de você”.&lt;/em&gt; Desenvolvimento profissional?! Não, claro que não! Quando ouço este famoso jargão em uma entrevista, sinto que o meu futuro chefinho já está pensando em jogar a conta da patifaria político-corporativa nas minhas costas! Desde quando a ascensão de alguém depende apenas do próprio esforço, competências e habilidades? Desde quando a chance de crescimento é grande? Desde quando alguém espera pelo seu crescimento? O auge de seu esforço é apenas o ponto de partida: sem este, será muito difícil conquistar pelo menos o mínimo de respeito.&lt;br /&gt;Caso já esteja pensando em sugerir instalação de detector de mentiras no departamento, venho novamente com más notícias: o gerador de lero lero corporativo não para por aí! Aliás, a título de introdução à malandragem corporativa, foram apresentados apenas os mais brandos e simpáticos papai-noel e carocha. Mas que os outros personagens do gênero das anedotas não se sintam injustiçados: em próximas postagens, entrarão em cena, o vigário, o &lt;a href="mailto:super.man@alpha.com"&gt;super.man@alpha.com&lt;/a&gt; e o &lt;a href="mailto:joão.sem.braço@alpha.com"&gt;joão.sem.braço@alpha.com&lt;/a&gt;!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1661227369921768727-4638615394702689870?l=causoscorporativos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/feeds/4638615394702689870/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1661227369921768727&amp;postID=4638615394702689870&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/4638615394702689870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/4638615394702689870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/2010/11/o-papi.html' title='O papai noel e a carocha'/><author><name>Causos Corporativos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05123799913863392447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1661227369921768727.post-7101348852679036137</id><published>2010-11-27T09:17:00.003-02:00</published><updated>2010-11-27T09:38:03.831-02:00</updated><title type='text'>O conto do vigário - meu divórcio com o mundo corporativo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tal como feito em outras postagens, refleti muito sobre como intitular aquilo que tentaria descrever. Estive pesquisando a respeito da origem do termo “conto do vigário” e algo me chamou muita atenção. A palavra vigarista originou-se desta expressão e não vice-versa. E não teria melhor palavra para definir a atitude da Alpha para comigo, quando lá participei de um processo de seleção. Não temos, aqui, o intuito de utilizar o blog como o “muro das lamentações”. Opostamente, este tem sido alimentado por conteúdo que propõe profunda reflexão sobre os malefícios proporcionados pelo enganoso ambiente corporativo.&lt;br /&gt;No entanto, foi graças a uma atitude extremamente vigarista do cafajeste mundo corporativo que minha carreira tomou rumos responsáveis por mudanças bruscas em meu destino. Talvez, graças a este expediente, sinto que, atualmente, ganho horas saudáveis de vida divagando e escrevendo sobre o tema, para que de alguma forma ajude a sanar o processo de completa alienação que 95% dos corporativos atravessam. Sendo assim, tomo a liberdade, de relatar um fato pessoal para melhor ilustrar como se dá a vigarice corporativa em suas nuances mais perversas.&lt;br /&gt;Atuava em determinada empresa, mas não me sentia muito confortável por lá. Não me dirigia ao mercado, entretanto, fui contatado para uma proposta na Alpha. Primeiramente, entrevista com Luciana Hauber, a analista de recrutamento; Uma semana depois, fui contatado para “conversa” com Fernando do planejamento de novos negócios, área a qual atuaria; Após 4 dias, nova entrevista, desta vez com Fernando e seu chefinho diretor. Embora desconfortável na empresa onde atuava, estava tranqüilo sobre o provável resultado daquela entrevista. Talvez a única expectativa minha naquele momento era a saída da zona de desconforto. No entanto, aquilo não me fazia muito ansioso.&lt;br /&gt;Passados dez dias, recebo um telefonema de Luciana Hauber parabenizando-me pela aprovação no processo. Embora o salário deste novo seria 120% maior, o que me fez realmente muito feliz, foi o fato de sair de um lugar extremamente desagradável, sem perspectiva e sem estabilidade, para uma área em que me identificava melhor.&lt;br /&gt;Ao longo daquela semana, passaria por aquela cerimônia burocrática de entrega de documentos, pedido de demissão e etc. Porém, meu erro fatal: em um surto de alívio e desabafo, comuniquei, imediatamente após recebimento da notícia, minha saída ao chefinho. Lembro, como se fosse hoje, aquele semblante vermelho e inchado, com traços profundos de obesidade cardíaca certamente proporcionada pela vida corporativa, tentando me agredir ou hostilizar de alguma forma sutil, por causa de meu abandono naquele momento.&lt;br /&gt;Igualmente sutil, tentava responder que diversas vezes havia sido abandonado também como profissional. Bombardeios morais iniciaram-se então: primeiro disse que não iria me demitir. Por mim, sem problemas! Embora corporativo, não era miserável, nem de espírito, nem de grana. Meus princípios e valores familiares a respeito do trabalho sempre me fizeram ignorar a ridícula, assistencialista e antiquada CLT. Abria mão, sem qualquer tentativa de contra-argumentação dos 40% de multa, também conhecido em ambientes decentes, como a esmola; Bem como de meu FGTS. Em seguida, um pouco mais agressivo, disse que havia muitos contatos corporativos e que segundo a visão dele, eu estava sendo muito precipitado e isso poderia me prejudicar.&lt;br /&gt;Com os seguintes dizeres, me atacou: “tenho 25 anos de mercado. .. talvez a sua idade de vida . .As vezes, quando jovens, nos deixamos iludir por aquilo que vemos! Mas exatamente aquilo que não vemos. . .o mundo paralelo e não tão bonito e límpido da juventude . . nos puxa o tapete . . .e após um tombo desses, meu amigo, levantar-se é muito difícil! Você consegue, é claro! Mas nunca na mesma posição em que poderia estar! A decisão é sua e você paga as conseqüências dela! Precisa de tempo para pensar? Bom, já que não precisa, então, nossa conversa está encerrada por aqui. Se você me der licença, preciso entrar em contato com alguns colegas, além de providenciar seu bloqueio de e-mail e diretório. Só peço um simples favor: que você consiga passar tudo que for possível para seus estagiários e assistentes. Você poderia também, por favor, enviar e-mail solicitando ao RH um novo recurso em seu lugar?”&lt;br /&gt;Sei bem o quão triste é, mas isto não me abalou! Ao longo de minha trajetória profissional, nunca soube ou conheci verdadeiramente, como seria trabalhar sem assédio moral. Desde estagiário até minha última colocação no mercado, sempre fui moralmente lesado. Em momentos extremos de minha carreira cheguei a achar tudo aquilo muito normal. Em minha visão, estas atitudes faziam parte do pacote “pressão do mundo corporativo.”&lt;br /&gt;Mas, pasmem! O pior estaria por vir! Cumpri todas solicitações supracitadas daquele malvado que se tornaria, em três dias, meu ex-chefinho, enquanto levava minha documentação à Alpha. Acordei com Luciana Hauber de telefonar quinta-feira pela manhã de modo a agendar meu exame médico.&lt;br /&gt;Pontualmente, quinta-feira as 8h30, liguei para Luciana. Esta me comunicou que naquela semana não seriam realizados mais exames e solicitou meu aguardo até terça-feira pela manhã, quando deveria contatá-la novamente. A princípio fiquei contente com a possibilidade de descansar até segunda-feira.&lt;br /&gt;Eis que quando ligo na terça, a bombástica, derradeira e devastadora notícia: infelizmente, a vaga havia sido preenchida! Eles lamentaram o incidente e se desculparam pelo ocorrido, não permitindo que eu esboçasse qualquer indagação a respeito do que havia ocorrido. Fiquei atônito! Tentava argumentar, dizendo que já havia pedido demissão da antiga, porém em vão! Luciana foi contundente: “ordens formais da diretoria financeira.”&lt;br /&gt;Até hoje sinto-me confuso a respeito disso. Uma vertente minha adepta da teoria da conspiração acenava fortemente para um provável serviço sujo do meu ex-chefinho. Outra mais realista aponta para uma possível indicação formal pela diretoria de outro profissional. Provavelmente, o Paulinho filho do amigo do diretor!&lt;br /&gt;Não havia e-mails e nem provas da vigarice. Mais do que desempregado, me sentia humilhado! Aquilo me ardeu muito e me proporcionou pelo menos um mês de depressão. Não tinha a menor motivação, mesmo de sair da cama. Até o som da TV me perturbava. Após o fato, declarei-me divorciado do mundo corporativo, pois tenho a legítima convicção que aquilo ocorrido comigo é regra e não exceção! Cheguei a conclusão do quão decepcionante e prejudicial é trocar minha honra e milhares de reais investidos pela minha família em minha formação apenas pelo glamour de dizer que faço parte da equipe de talentos de algum antro corporativo.&lt;br /&gt;E de fato estou certo! Sinto que, por estarem alienados, corporativos desprezam sua capacidade de empreender e serem proprietários exclusivos de seus destinos sem necessidade da estabilidade glamourosa das multinacionais e muito menos da assistencialista e degradante CLT. Em um ambiente que predomina a “troca de horas por dinheiro”, quem compra os dias de vida mal vivida de um profissional – no caso as empresas - tem a barganha de ser imoral e cafajeste.&lt;br /&gt;E a barganha é legítima, pois o produto “horas” não possui diferencial nenhum e é facilmente substituído. Entretanto, muitos corporativos “talentosos” ainda não entenderam que embora consigam produzir algo tão diferenciado e valioso chamado resultado ou performance, preferem comercializar (em um mercado já saturado) seu produto menos valioso, as horas formais de trabalho com um comprador perverso e poderoso, o qual as detém em troca de uma mixaria, que é a suposta estabilidade. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1661227369921768727-7101348852679036137?l=causoscorporativos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/feeds/7101348852679036137/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1661227369921768727&amp;postID=7101348852679036137&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/7101348852679036137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/7101348852679036137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/2010/11/o-conto-do-vigario-meu-divorcio-com-o.html' title='O conto do vigário - meu divórcio com o mundo corporativo'/><author><name>Causos Corporativos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05123799913863392447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1661227369921768727.post-6449515639006833108</id><published>2010-11-07T15:38:00.000-02:00</published><updated>2010-11-07T15:40:03.524-02:00</updated><title type='text'>Minhas férias</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Vamos reconstruir:&lt;br /&gt;1-      O Drama. Antes de agendar sua viagem de férias, o colaborador precisa conversar com seu superior sobre a melhor época pra descansar. E o superior SEMPRE vai fazer um drama maior que filme iraniano. Nunca dá pra tirar 30 dias. Nunca dá pra tirar 30 dias seguidos. E aí o colaborador, com medo de ter seu nome esquecido praquela vaga do analista sênior que vai se aposentar no final do ano, fala que tá atolado de trabalho e por isso não quer tirar mais que uma semana.&lt;br /&gt;2-      A contagem regressiva. Tal qual o aluno da 4ª série que faz uma contagem regressiva para o início das suas férias escolares, o colaborador também fica na expectiativa do período de liberdade (mesmo que de apenas uma semana). Mas essa expectativa não pode ser guardada apenas para ele. Ele tem que divulgar a todos que sairá de férias, ou “estará saindo de férias”, talvez uma maneira de fazer os outros sentirem inveja, ou testar sua popularidade. Para isso, nada melhor que o MSN. Adotou-se como convenção, colocar essa contagem regressiva no nickname – Lu - Countdown 12!! Ou Renato – faltam 12... ou até mesmo Carlos – 12 dias para o paraíso!!!. Há aqueles que aproveitam para soltar ao mundo o local de suas férias: - Ju – 12 dias!! Salvador HERE I GO!!!&lt;br /&gt;3-      A preparação. Quando o período de suas férias começa a se aproximar, é preciso intensificar os avisos de que você estará de férias. Em todas as ligações o colaborador avisa que na próxima semana estará de férias e por isso pede para que contate seu supervisor, ou colega. Mesmo que ele saiba que a pessoa não vai mais entrar em contato. E não são apenas colegas diretos que devem ser avisados. O gerente do banco é avisado. O motoboy é avisado. A secretária do cliente é avisada. A faxineira é avisada. O gerente de uma outra área vem pedir uma tarefa trivial na segunda-feira e a reposta é: “hmm para quando você quer isso?” - “sei lá, pode ser amanhã”. “Ah bom, por que se fosse pra semana que vem não ia dar por que ESTAREI DE FÉRIAS”. Ou ainda: “Carlos, que dia é hoje mesmo?” – “Cara, você pode ver isso com o Fernandão, to enroladão aqui porque vou SAIR DE FÉRIAS ESSA SEMANA”&lt;br /&gt;4-      O out of Office assistant. Todo mundo que tá de férias quer contar pra todos que está de férias pra mostrar que é fodão, trabalhador e merecedor (mesmo tendo arregado pro chefe e pedido apenas uma semana). É aí que entra essa ferramenta espetacular chamada Out of Office Assistant, ou Email de Resposta Automática. Vale uma aprofundada nesse tema posteriormente, mas de maneira geral, posso dizer que sempre se deve colocar uma língua a mais do que a que você utiliza nesse email. Se vc só usa português no dia-a-dia, coloque em português e inglês. Se utiliza português e inglês, coloque em português, inglês e espanhol, terminando com um saudoso “saludos”. &lt;br /&gt;5-      A volta das férias. A volta das férias pode ser dividida em duas situações. A primeira é que todo mundo tem que mostrar o quão importante é, e quantos emails vc recebe por semana. Todo mundo inicia seu primeiro dia de férias com “Meu DEUS 472 emails não lidos!!!” e faz piadinhas ao longo do dia tais como “calma aí que só faltam 173 emails pra eu ler”, mesmo sabendo que desses 472, 320 são do e-groups dos seus amigos do carnaval. A segunda situação é mostrar pra onde vc foi. O colaborador tem que mostrar que foi pra longe e subir suas fotos na sua página da rede social no mesmo dia. Não pode perder o timing, senão ninguém vai comentar com o já tradicional “Ai que inveja”.&lt;br /&gt;6-      A depressão. Voltar de férias e trabalhar pode ser comparada a situação de um presidiário que deve voltar a cela depois dos seus minutos ao sol. A depressão vem forte. Você não pode mais usar bermuda. Você não pode mais acordar tarde. Você não pode mais beber cerveja no almoço. Tem gente que chora. A ficha cai e aquele paraíso que você achava que era a vida, não existe mais.&lt;br /&gt;7-      Voltando ao normal. Quem viaja de férias volta mais alegre, sentindo que a vida é linda, volta com centenas de planos para uma vida melhor. “Nessas minhas férias vi que devemos ter mais qualidade de vida”, “não vou viver apenas trabalhando”, “vou encontrar toda semana o pessoal da minha viagem”. E após uma semana, o colaborador nem lembra mais que tinha esses pensamentos. E volta pra rotina, acordar, pegar trânsito, trabalhar, pegar trânsito, dormir.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1661227369921768727-6449515639006833108?l=causoscorporativos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/feeds/6449515639006833108/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1661227369921768727&amp;postID=6449515639006833108&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/6449515639006833108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/6449515639006833108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/2010/11/minhas-ferias.html' title='Minhas férias'/><author><name>Causos Corporativos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05123799913863392447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1661227369921768727.post-4659541614282787315</id><published>2010-11-07T15:36:00.000-02:00</published><updated>2010-11-07T15:38:09.812-02:00</updated><title type='text'>Um mestre na arte de ler gráficos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Renato Medeiros foi contratado para ser o novo Diretor do Departamento de Finanças da empresa Alpha. Formação em uma das principais faculdades do país, MBA na França, experiência de mais de 10 anos no mercado e enorme capacidade de liderança foram os atributos anunciados pelos General Manager. Certeza de “agregar muito ano négócio e contribuir para o crescimento da empresa”. Mas a principal habilidade de Renato não foi anunciada: sua incrível habilidade em analisar gráficos. Na primeira reunião, juntou sua equipe para falar sobre os números da Análise de Desempenho do ano anterior. Pulou todo os slides com textos e foi direto pra sua área de maior interesse, os gráficos. Conseguia ver como poucos, os meses com desvio de performance. Apontava com certeza de um rei absolutista os períodos críticos e os números abaixo do ideal. Era mestre em levantar pontos suspeitos e não havia slide com gráfico sem um único comentário seu. Nessa reunião solicitou total atenção ao trabalho nos meses de setembro e outubro. Mais uma reunião, gerente de planejamento apresentando os objetivos para o próximo ano fiscal, lá vai Medeiros apontando os meses com crescimento mais baixo. “Opa, por que não crescemos em março o mesmo que em janeiro?”. E toda a equipe volta para rever os números. Medeiros sabia como ninguém ler os gráficos. Tinha certeza de que havia nascido para isso. A tela do seu notebook não tinha espaço para planilhas de Excel e documentos de Word. Apenas gráficos do Power Point. Em todas as reuniões, ele apontava aqueles detalhes que somente ele sabia. Tinha olhos de falcão e faro de doberman. Não era fã de curvas de crescimento. Um mês não podia ser melhor que outro. Produtos não podiam ter o mesmo share. Foi aí que sua equipe percebeu. Chega de trabalho. 5% de crescimento de janeiro a dezembro. 30% de share para todos os produtos. 20% de lucro. 20% de custo fixo. Lead-time idêntico para todas as entregas. E Medeiros e todos os demais viveram felizes para sempre.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1661227369921768727-4659541614282787315?l=causoscorporativos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/feeds/4659541614282787315/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1661227369921768727&amp;postID=4659541614282787315&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/4659541614282787315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/4659541614282787315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/2010/11/um-mestre-na-arte-de-ler-graficos.html' title='Um mestre na arte de ler gráficos'/><author><name>Causos Corporativos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05123799913863392447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1661227369921768727.post-5725668867934196932</id><published>2010-11-05T16:40:00.002-02:00</published><updated>2010-11-05T16:45:51.103-02:00</updated><title type='text'>A fantástica vida do diretor Lacerda</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quando conheci o diretor Lacerda, responsável por toda a área do Cone Sul de sua unidade de negócios, ele tinha 42 anos. Formado em engenharia na Poli-USP, Lacerda também tinha MBA por Harvard e era mestre pela London Business School. Na sua longa e meteórica trajetória profissional, acumulava promoções e mais promoções, sucessos e mais sucessos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Lacerda, o trabalho não podia esperar. Chegava ao escritório todo dia às 7h30 da manhã. Enquanto ligava o computador, já tomava um belo copo de 300ml de café. No almoço, sempre mais tarde do que os demais funcionários, quando não pedia um lanche no escritório mesmo, comia um salgado e bebia uma Coca-Cola no café do prédio. Rapidamente. 20, 30 minutos no máximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalhava, trabalhava, trabalhava. Muito competitivo e competente, gerava lucro e mais lucro, ano após ano. Conseguiu dobrar o tamanho de sua área em pouco menos de 2 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se chegava às 7h30, poucos dias ia embora antes das 20h. Bem remunerado, morava numa bela mansão no Km 32 da Raposo Tavares, a pouco mais de 1h do seu trabalho. Apesar de duro, todos gostavam muito dele. De sua competência e sua forma de trabalhar.&lt;br /&gt;Minha primeira impressão era o senso comum. Mas, aos poucos, passei a perceber alguns “detalhes” de sua vida. Minha baia era ao lado de sua sala, o que me fez presenciar alguns momentos delicados e um tanto quanto constrangedores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, o pessoal da matriz americana viria a São Paulo para discutir alguns pontos e conhecer melhor a equipe. Coincidentemente, era a mesma semana da formatura do 3º colegial de sua filha mais velha. Lacerda não foi ao evento. Claro, mandou o motorista da empresa buscar a sua família em casa, pontualmente, e pediu para sua secretária levar flores para sua filha que tanto amava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns meses depois, vi que ele discutia ao telefone com sua filha mais nova, 15 anos de idade. O motivo: foi pega saindo do seu condomínio de luxo fumando um baseado com mais algumas amigas. Lacerda era diretor. Influente, conhecia gente importante. Sua imagem era a imagem da empresa. Perderia muita credibilidade se sua família estivesse vinculada a drogas, polícia, processos judiciais. O pessoal do jurídico trabalhou rápido e resolveu a questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As discussões com sua esposa eram mais comuns. O motivo, apesar de não estar explícito, era sua ausência. Ele nunca estava. Nunca podia viajar, sair, acompanhá-la. Seus 110kg e sua vida desregrada prejudicavam seu humor e disposição. Que mulher agüentaria tanto desprezo? No fundo, ela tinha tudo que queria (bolsas, jóias, sapatos), menos a companhia de Lacerda. Facilmente suprível pelo personal trainer que a companhia pagava para ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa manhã fria e ensolarada de inverno, chegando ao escritório, Lacerda sentiu um mal súbito. Mão no peito, camisa aberta, helicóptero de seu seguro saúde ultra-prime. Lacerda deixou uma esposa, duas filhas, R$ 5 milhões na conta e uma vida mal vivida.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1661227369921768727-5725668867934196932?l=causoscorporativos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/feeds/5725668867934196932/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1661227369921768727&amp;postID=5725668867934196932&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/5725668867934196932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/5725668867934196932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/2010/11/fantastica-vida-do-diretor-lacerda.html' title='A fantástica vida do diretor Lacerda'/><author><name>Causos Corporativos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15022248989997227390</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1661227369921768727.post-4733682848141434299</id><published>2010-10-31T00:35:00.003-02:00</published><updated>2010-10-31T10:55:32.330-02:00</updated><title type='text'>PRIMEIRO DIA ("boa sorte neste novo desafio!")</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Das inúmeras “poucas e boas” do cotidiano empresarial, se há uma situação pouca, porém muito boa é o primeiro dia de empresa. Se não boa, pelo menos antagônica é. A falta de sintonia de expectativas, motivação e estímulos é exposta, latente e fica muito clara a todos.&lt;br /&gt;Motivação por parte do entrante, dado que teoricamente não se aceita com desmotivação um novo “desafio” (fica prometido um capítulo com o título “desafio”, tamanho a superficialidade corporativa imposta ao termo pelos corporativos da gestão de pessoas). A desmotivação mesmo é sempre exposta na recepção por parte dos novos colegas.&lt;br /&gt;Pode ser que algum anjo caridoso nos leve a pensar conforme almeja as teorias acadêmicas de gestão de empresa, na qual somos um time e o novo colega é um parceiro que veio a contribuir com o grupo (em corporatês business english muito arrogante: join us). Mas após anos de arcabouço corporativo, não sejamos hipócritas ou ingênuos: quando o entrante não é um novo rival, é um novo insignificante!&lt;br /&gt;Alias, o termo insignificante é muito feliz para definir aquele que não é rival em um departamento x de uma multinacional alpha. Embora existam, são sempre muito remotas as possibilidades de sentimento fraterno e cordial. Quando não há repulsa ou indiferença, o gostar em empresa não passa de mera admiração.&lt;br /&gt;E por falar em indiferente, eis que é anunciada a contratação de um futuro adversário, ou melhor colega. Ricardo Rosa - o novo internal control specialist – será o mais novo recém-chegado ao departamento na segunda-feira. Desde o anúncio da vaga até as primeiras movimentações (período o qual você procura o chefinho para perguntá-lo se seria possível indicação de algum contato), os primeiros boatos começam a surgir entre os cortiços corporativos (baias).&lt;br /&gt;Ricardo Rosa é indiferente à Mari, já que ela é da área de endo marketing e há poucas chances de alguma “picuinha” profissional com o novo colega – se bem que o mundo corporativo é mestre em preparar as mais bizarras surpresas. Colegas de anos de encontro em elevadores (daqueles que cumprimenta-se, mas não se sabe quem é) tornam-se, inesperadamente, suas encrencas de rotina corporativa.&lt;br /&gt;Segunda-feira foi o dia da integração; primeiro dia de Ricardo Rosa na Alpha, mas não de convívio com seus futuros colegas. O famoso dia D estava agendado para terça-feira, quando o Sr. Rosa seria formalmente apresentado aos seus colegas de cela e de presídio (de departamento e de empresa). Alias, não há metáfora mais feliz do que presídio, quando se trata de empresas, principalmente as multinacionais.&lt;br /&gt;No entanto, guardemos a analogia para os próximos textos, pois terça-feira chegou e eis que Ricardo Rosa adentra em seu departamento, acompanhado de seu chefinho e padrinho corporativo. São nestes momentos em que o ambiente corporativo se revela um dos mais eficientes laboratório da insanidade mental e das mazelas sociais escancaradas. Vaidade, falsidade, egoísmo e mesquinharias a flor da pele, pois há um entrante (ou jogador ou rival ou inimigo) nos arcabouços já instalados nas baias.&lt;br /&gt;O analista Rosa foi conduzido por Luciana Hauber do RH direto aos braços do seu novo chefinho. A repetida cena do primeiro dia é um tanto quanto bizarra. A menina do RH entregando o debutante aos braços de seu mestre, sempre me faz lembrar aquele momento matrimonial em que o pai da moça a entrega sua filha aos domínios de seu macho e fértil reprodutor.&lt;br /&gt;Embora a pessoa situada mais próxima da entrada do barraco (cela, departamento) é Leandro (o estagiário), ele será o último a ser apresentado. Na nossa analogia presidiária, Leandro é como aquele novato de cela que dorme em pé: sua baia situa-se de frente para a parede e no local de maior trânsito do departamento. Sua relevância é pouca e é improvável que o querido tutor lembrará de apresentá-lo; E, se assim o fizer, é porque contará ainda hoje com o “suporte” do aspirante para auxiliar o entrante no entediante começo, tal como mostrar diretórios, planilhas e outros.&lt;br /&gt;O primeiro a ser apresentado é o casca grossa do barraco: Dr. Fonseca, o diretor. Batendo na porta semi-aberta (corporativos do médio escalão devem parecer acessíveis) , já adentra na sala “Bom dia Dr. Fonseca, este aqui é o Ricardo que trabalhará conosco na área de controles e. . ..”. Dr. Fonseca sequer olhou para a rapaz durante a apresentação, no entanto interrompeu e logo desejou um amargo, venenoso e malvado: “boa sorte, mas boa sorte mesmo . . .você vai precisar de muita boa sorte”. E então o tutor complementa com um malvado bem humorado comentário para prestar simpatia ao diretor: “ . . . isto porque ainda não apresentei o menino para o pessoal de compliance...” e então soltam aquela demoníaca gargalhada, que lembra a bem humorada conversa entre Lúcifer e Demóstenes Junior no oitavo círculo do inferno.&lt;br /&gt;Embora não conheça o contexto em que o comentário foi utilizado, o analista Rosa está, no mínimo, perplexo a respeito do que significará o departamento de compliance da Alpha em sua vida profisonal.&lt;br /&gt;Se a lógica da apresentação é mediante o nível hierárquico, então o próximo a ser introduzido é o Teixeira. O gerente Teixeira se lamenta muito por ser gerente e não ter sala, porém se orgulha pelo fato de sua baia ser afastada dos demais presidiários, o que lhe confere maior status. Ao ver o novato se aproximando com seu tutor, Teixeira promoveu um verdadeiro teatro corporativo, fingindo aquele “tic nervoso” padrão do estar falando no telefone enquanto trabalha e ao mesmo tempo se movimentando de um lado para o outro, parecendo atarefado.&lt;br /&gt;O Teixeira é aquele modelo de falso colega que profere o seu segundo falso discurso-conselho amigo (o primeiro é sempre proferido pelo seu chefinho) logo quando adentra na empresa.&lt;br /&gt;Tutor: “Fala aí Teixeira, como está? Seu time não tem jeito mesmo, perdeu dinovo!”&lt;br /&gt;Teixeira: “mas o seu time vai perder amanhã. . .”&lt;br /&gt;Tutor: “Teixeira, este é o Ricardo e vai trabalhar com a gente nesta parte de controles internos dando suporte direto ao “big boss” (vulgo Dr. Fonseca, o diretor da primeira apresentação – não menos invejoso é o chefinho tutor)”&lt;br /&gt;Teixeira: “Ricardo, estou a 4 anos na Alpha e tenho 15 na área, posso dizer que aqui será um ótimo campo para você se desenvolver. O pessoal de controles é acessível e com certeza vão te ajudar a se adaptar rapidamente. . . e bla bla bla . .e te desejo boa sorte neste novo desafio.”&lt;br /&gt;Em um surto de ingenuidade poderia crer que estes discursos padrões repletos de chavões seriam conselhos amigos, mas prefiro ser realista e continuar chamando isto de "autopromoção". O “sábio e experiente” Teixeira sempre encontra uma forma de se afirmar. Muito patética é a sua micro-estante situada atrás de sua “baia mini-sala” contendo livros de micro-econômia aplicada, gestão de riscos, conceitos de política internacional, sendo que sua função principal é reportar e explicar planilhas consolidadas ao Dr. Fonseca.&lt;br /&gt;Infeliz sofredor aquele que leva a empresa em que trabalha a sério. Como poderia ser levado a sério um sujeito como o Teixeira? E acreditem, o mundo corporativo é uma poderosa máquina capaz de produzir pelo menos 10 teixeiras por segundo. Podemos, quem sabe, desafiar Rousseau se o homem de fato nasce bom, mas a conclusão do filósofo é precisa, assertiva e indubitável: as empresas o corrompem!&lt;br /&gt;Os próximos a serem apresentados são as ralés . . .aquele bando de analistas, assistentes e estagiários arranjados em baias num espaço de 30 m² milimetricamente designado pelo orçamento. Mas como estão trajando sofisticadas vestimentas e não calças beges, sentem-se proprietários supremos do poder e da glória.&lt;br /&gt;Inveja, comentários jocosos, maldizer . . .tudo maquiado com o eterno, famoso e falso “boa sorte” aliado a um não menos dissimulado sorriso. Dissimulado mesmo foi Fernando em seus dizeres, se colocando polidamente a disposição do analista Rosa no que ele precisar. Disse a Ricardo: “qualquer coisa é só chamar”. Porém teve a maldosa coragem de chamar os seis coleguinhas da patota do departamento para o almoço e ignorá-lo descaradamente, sem a menor sensibilidade e senso de coleguismo.&lt;br /&gt;A encenação da secretária Ana é do tipo “falso-emotiva”. Ela não saúda com aperto de mão, mas sim com beijo. Se mostra solicita e atenciosa; pergunta se o pessoal do RH já providenciou VR e vaga no estacionamento; Não espera a resposta: logo apanha o telefone para tirar satisfação junto a Luciana.hauber. Mostra de onde estão, todos os aposentos do departamento.&lt;br /&gt;Os “pseudo-solícitos” são muito engraçados: oferecem ajuda enquanto ningém precisa. Quando de fato alguém carece, ora auxiliam com muito mal-humor ora informa que infelizmente, nada pode ser feito.&lt;br /&gt;Finalmente e de acordo com o previsto, Leandro não foi apresentado, no entanto foi orientado pelo querido chefinho do analista Rosa a contatar o pessoal de T.I, para que sejam providenciados e-mail e acesso à rede. A tia Ana tratou logo de trazer o novo crachá, cartão VR. . .ah o estacionamento. ..nisso, ela diz não poder ajudar (simples mortais raramente dispõem de vaga)!&lt;br /&gt;Rosa foi almoçar com Leandro e passou o resto do dia isolado, lendo e analisando aquelas aostilas contendo métodos e procedimentos, após inúmeros “boa sorte neste novo desafio”. Quando um novo colega deseja isto no primeiro dia, sempre desconfie se precisará de sorte para desempenhar as atividades ou para lidar com os transtornos que ele mesmo lhe causará.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1661227369921768727-4733682848141434299?l=causoscorporativos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/feeds/4733682848141434299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1661227369921768727&amp;postID=4733682848141434299&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/4733682848141434299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/4733682848141434299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/2010/10/primeiro-dia.html' title='PRIMEIRO DIA (&quot;boa sorte neste novo desafio!&quot;)'/><author><name>Causos Corporativos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05123799913863392447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1661227369921768727.post-9094028832575071134</id><published>2010-01-17T21:33:00.002-02:00</published><updated>2010-01-17T21:35:31.180-02:00</updated><title type='text'>MINHA DINÂMICA NO BANK MERDON</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; (Cabe ressaltar que o nome da empresa é totalmente fictício, de forma a evitar qualquer utilização de direitos de imagem da verdadeira instituição)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anestesiado após minha aprovação no vestibular, parecia, naquele momento estar respirando ares de dono do mundo. Simplesmente aprovado em um dos melhores centros de estudo de negócio da América Latina, compartilhava com meus novos colegas, o sentimento de que estaríamos próximos de um  futuro deveras promissor.&lt;br /&gt;No primeiro momento não tinha a exata noção do que seria um futuro promissor dentro de uma faculdade de administração, mas tinha certeza que o meu seria. E então, em um daqueles dias ociosos de começo de faculdade, estava circulando pelos cantos de lá, quando avistei um cartaz grande, verde  e bonito, com a foto de alguns jovens elegantes, bem vestidos (de forma corporativa), sentados trocando idéias ( em bom “corporatês”: eles estavam em um brainstorm) sorridentes em frente de um computador; Acima havia uma mensagem bem grande: “venha fazer parte da equipe de jovens talentos do Bank Merdon”.&lt;br /&gt;Parei e fiquei observando por algumas dezenas de segundos. Parecia, naquele momento, estar diante do que verdadeiramente poderia ser um futuro promissor. Uma confusão de imagens e mensagens: jovens talentos + bank merdon + trocar idéias + ternos e gravatas + fazer parte da equipe. Deixei escapar um espontâneo sorriso, do tipo “já sei onde é o meu lugar”. Coloquei-me naquela posição; terno e gravata, decidindo o futuro do Bank Merdon junto com meus colegas de Merdon (todos talentos – só os melhores do futuro reunidos, os gênios unidos), sorridentes (o sorriso seguro da certeza do poder), na frente da tecnologia (um laptop – naquela época, este benefício era destinado apenas a presidentes) e certo de estar realizando o futuro promissor.&lt;br /&gt;As vezes me flagro relembrando a idéia que tinha do mundo corporativo e ora dou risadas ora sinto uma vergonha imensa. Uma ingenuidade a beira do absurdo: em minha mente, uma vez que havia sido contratado a título de talento com potencial, adentraria como estagiário, não para exercer atividades profissionais, mas sim para entender e aprender processos de forma a associar com os ensinamentos de uma faculdade de ponta tão requerida por uma instituição como o Merdon.&lt;br /&gt;Imaginava que, por vezes, diretores e vice-presidentes fariam o papel de verdadeiros tutores, chamando-me em suas salas para ensinar um pouco com suas experiências, de modo a me encantar com seus conhecimentos e sabedoria sobre o mercado e o mundo dos negócios. E então, depois de algum tempo naquela instituição, o meu futuro gestor me chamaria para comunicar que, como eu já havia passado por todas minhas etapas de preparação, eu estaria apto para exercer atividades profissionais no Bank Merdon. Naquela época não tinha a ínfima noção do que seria “orçamento para efetivação de estagiários”, “demissão de analistas plenos e efetivação de estagiários como analista Junior para realizarem mesma função, devido a corte no orçamento” ou “estagiários subordinados à analistas plenos, para dar suporte (e suportá-los) nos trabalhos maçantes.”&lt;br /&gt;Chegou o segundo ano da faculdade e não perdi tempo. Assim que avistei o cartaz do programa de seleção de jovens talentos do Bank Merdon, logo me inscrevi no site. Aguardava ansiosamente pela resposta e naquela época alguns de meus colegas já conseguia o primeiro estágio. Lembro que um deles havia sido aprovado no processo de seleção de estagiários do Bank Merdon. “Caramba, o Leandro Leal “tá” na Merdon!!!” Evocávamos eu e meus colegas.&lt;br /&gt;Em paralelo, já aprendia alguns conceitos de gestão de pessoas, tais como perfil. Olhava para o tal de Leandro Leal e pensava: o perfil do Leandro é o do Merdon, e portanto deve ser o meu, caso queira o futuro promissor. Se eu não ser aquilo que o Merdon procura, exatamente o que o Leandro é, meu futuro não será promissor. E então, passei a analisá-lo, buscando nele, características pessoais, que possivelmente seria de agrado dos gestores da Merdon. E, francamente, eu não encontrava algo específico.&lt;br /&gt;Pouco depois, outro colega havia sido aprovado no processo do Shitbank. Estávamos naquelas rodas de conversa de alunos antes da aula e, enquanto trajava camiseta e bermuda, vindo do clube, meus colegas de Shit e de Merdon, já vestiam ternos e portavam suas pastinhas. Enquanto eu falava sobre futebol, mulheres, academia e cerveja, os dois debatiam sobre as vantagens de ser do “front” e as desvantagens de ser do “back.”&lt;br /&gt;Lembro que as vezes me sentia um garotinho perto destes verdadeiros executivos de 18 anos. Não fazia a menor idéia do que seria isto. Mas o dia do meu futuro promissor estaria perto. Eis que recebo um telefonema do Merdon, me comunicando que havia sido selecionado na fase de triagem de CV e agendando a etapa da dinâmica de grupo! Veio-me, então, aquela sensação de vitória do começo do texto; Ares de dono do mundo me encontravam novamente. Se eu seria front, back ou raio que o parta, dane-se, eu seria do Merdon: bem vindo ao convívio dos eleitos, portas abertas, Green card, chamem do que quiserem. Tal como quando passei no vestibular, fomos eu e minha família jantar em um restaurante para comemorar. Hoje, sinto muita vergonha disso!&lt;br /&gt;Mas, enfim, é chegado então o esperado dia da dinâmica de grupo do Merdon. Um verdadeiro Big Brother Corporativo, no qual o prêmio é o início do futuro promissor. Lembro de todos os detalhes daquele dia. Minha primeira dinâmica, primeira vez de terno indo para o mundo corporativo – um homenzinho, o executivozinho do Merdon! Mesmo que fosse do shit. O Significado é o mesmo, um passo para o poder, para a ostentação e o glamour.&lt;br /&gt;Não me incomodei nem um pouco com o trânsito – aliás, achava divertido dividir espaço junto com corporativos nos longos congestionamentos. Da mesma forma, não me foi incomodo pagar R$ 20,00 o estacionamento sem qualquer reembolso dos pobres coitados da Merdon. Tudo era alegria! Mal podia esconder minha felicidade ao entrar naquele conjunto imponente de edifícios.&lt;br /&gt;“Se segurem, o Jack Welsh chegou”, pensava comigo ao me deparar com os demais candidatos sentados nos sofás do saguão a espera do chamado para a dinâmica. Embora já tenha se passado quase sete anos daquele dia, consigo lembrar mesmo dos detalhes mais irrelevantes. A conversa do saguão foi um show de bizarrice: os melhores CV´s de aspirantes de São Paulo querendo contar suas vantagens, uns aos outros.&lt;br /&gt;Entre nós, aqueles já com experiência profissional detinham mais moral. Afinal, “só” faltava isto para a maioria dos “geniozinhos” lá presentes. Ah, lembrei . . . havia a turminha que cursou o colegial nos EUA (estes eram os “senhorezinhos” do conselho – batam continência). Quando me lembro da empáfia daquela garotada, fico pensando como devem ter sidos os primeiros meses deles como estagiários.&lt;br /&gt;Uma glamorosa humilhação! Papai gastou fortunas para formá-lo e, por ironia do destino, o tal do futuro promissor está agora nas mãos do Sr. Adolf Teixeira, o supervisor. Uma formação sofrível, uma linguagem terrível, requintes de crueldade, péssimo caráter somados a um egoísmo e egocentrismo ímpar. &lt;br /&gt;Hoje chego à conclusão que verdadeiramente este é o tal do “futuro promissor.” Foi minha dificuldade no passado e sinto que os atuais aspirantes a corporativos confundem muito sobre o conceito de futuro promissor. Na maioria dos casos, quem o define é a própria faculdade, a família e a sociedade – e acredite, este é o começo do apocalipse: terceiros escolhendo seu destino; Quando adentra à empresa, outros terceiros escolhem a continuação de seu destino, traçam sua carreira e te induzem a pensar igual a eles sobre o que é bom para você. De fato, passa a crer que aquilo realmente é bom e, em conseqüência, o que diverge é o caminho do mal.&lt;br /&gt;Mas como sempre adverte a analista Mari: “não vamos perder o foco”. Luciana Hauber, a analista de recrutamento, uma mulher elegante, corporativa e simpática adentra a sala com um bom dia convidativo, oferecendo água e café a todos.&lt;br /&gt;Aquele ambiente era ótimo: uma sala de reunião confortável, requintada e tudo corporativamente bem ajustado, com os melhores corporativos juniores de São Paulo figurando junto com Luciana Hauber (o futuro chefinho, o gestor de fundos Adilson Franco, chegaria minutos depois para completar o elenco da peça teatral – um corporativo que se preze sempre chega atrasado a reuniões não importantes, pois estava envolvido em problemas relevantes – por mais que ele estivesse vendo vídeos de sacanagem em seu computador).&lt;br /&gt;“Pessoal, bom dia a todos meu nome é Luciana, sou da área de  “recruitment &amp;amp; career” do Bank Merdon, estamos começando mais um processo de seleção de novos talentos do Merdon. Este programa é uma ótima oportunidade para se iniciar uma carreira em uma instituição de renome. Nosso intuito aqui não é preparar os melhores estagiários, mas sim grandes profissionais para o mercado. Eu posso afirmar isto com convicção, pois também adentrei aqui em um programa de seleção de talentos e sei bem o quanto aprendi nestes dois anos de Merdon.”&lt;br /&gt;“Estamos selecionando estagiários para a área de fundos. O Adilson -gestor da área- participará também da nossa dinâmica. Infelizmente ele não está ainda presente, pois acabou de retornar dos EUA. O A.F. esteve uma reunião com diretores em Merdon durante a semana toda e pelas informações que tenho, o vôo dele atrasou.”&lt;br /&gt;Antes que ele chegue, vou dar algumas dicas quanto ao Adilson. Ele é uma pessoa de espírito jovem, super mente aberta, bem “easygoing”. Aproveite bastante este oportunidade para perguntar todas as dúvidas a ele. Eu o conheço bem e sei quue terá o maior prazer em respondê-los&lt;br /&gt;Lembro bem, o quão boquiaberto eu fiquei! Sinto que naquele momento eu parecia uma garotinha ingênua e virgem sendo seduzida pelo fantástico mundo de Merdon (as empresas seduzem a garotinha virgem à uma noite romântica, a estupram com voracidade e depois a manipulam a pensar que aquilo é o amor; uma garotinha virgem jamais se voltaria contra o imponente reprodutor que a “ama” com muita voracidade).&lt;br /&gt;Imaginem eu em Merdon tomando decisões junto com meus colegas gringos sobre os rumos do Bank Merdon, vôos internacionais, falta de tempo.  . . o que era suspeita, naquele momento tornou-se certeza, Merdon era o tal do futuro promissor. O A.F. tornar-se-ia repentinamente meu senhor, meu pastor, proprietário exclusivo de meu futuro.&lt;br /&gt;Luciana Hauber pausou um pouco a dinâmica para que aguardássemos a tão esperada chegada do príncipe. “A.F. ?!?!!? Nossa, o cara é foda!” Comentávamos todos em voz baixa sentados tomando água e café. Eis que Mr. Adilson Franco entra na peça. Só faltaram lágrimas e aplausos por parte dos aspirantes. Este foi o primeiro show business de minha vida.&lt;br /&gt;A.F. e Luciana Hauber se cumprimentam e começam a conversar entre si, mas voltados a nós. Achava demais o mundo corporativo, mas não entendia o verdadeiro significado daquela irradiante simpatia contracenada pelos dois, com conversas agradáveis, sorrisos em excesso e piadinhas corporativas para divertirem os aspirantes. Realmente não sabia que aquilo era um teatro. Em minha mente, eles eram naturalmente assim, pois eram pessoas diferenciadas e melhores, afinal foram escolhidos pelo Merdon.&lt;br /&gt;Hoje sinto muito vergonha da minha ingenuidade. Mas enfim, o teatro começou: palhaços a posto, que a prova do líder vai começar. Aspirantes divididos em grupo, estudo de caso na mesa, A.F. e Luciana assistindo e anotando. Aquele jogo de oito contra oito era bizarro. Havíamos um tempo para ler o estudo de caso e depois começaria o “brainstorm” igual àquele do cartaz.&lt;br /&gt;Mesmo entre nós aspirantes, o tal do “brainstorm” não era lá tão inocente quanto àquele. Recordo-me de quase todas as vezes que tentava falar, um ou outro me interrompia com suas tacadas de “gênio” (ou de mal-educado), não me deixando qualquer reação. Então me questionava se de fato aquilo era um trabalho em grupo ou a competição de quem falava mais ou de quem conseguia concluir o raciocínio sem intervenção de ninguém.&lt;br /&gt;No mínimo, estava um pouco distante daquilo que poderia se considerar “trabalho em grupo”. Mais bizarro era quando Luciana Hauber passava pelos grupos! Mesmo aqueles mais quietos procuravam se exaltar, falar, argumentar, discordar e profanar. Naquele momento passei a perder o respeito pelo verdadeiro intuito da atividade. Então minha única defesa, seria discordar e fazer prevalecer minha idéia, mesmo que a do meu companheiro fosse melhor. Assim como todos faziam. Aquilo me remetia ao que seria a Torre de Babel, talvez a Junior. Anos depois eu vim a conhecer a Torre de Babel profissional.&lt;br /&gt;Enquanto isso, no melhor estilo “Bolanos e sua prancheta” (vide texto anteriores), A. F. apenas anotava.  Então quando faltavam cinco minutos, uma mente supostamente sã de nosso grupo, alertou para concluirmos rapidamente, pois restava pouco tempo. Por tempos achava que isto era um perfil de liderança e voltado para resultados; após umas cinco dinâmicas percebi que o melhor nome para aquilo era “malandragem” de alguém experiente em dinâmicas.&lt;br /&gt;O final da dinâmica foi um verdadeiro “gran finale” desta peça; um grupo contra o outro! Todos queriam se mostrar o quanto pudesse para A.F. Este apenas fazia algumas questões pontuais, nada que exigisse muito conhecimento. Lembro uma garota, perfil “analista Mari”, discutindo em alto brado com o estrela da dinâmica, perfil “estagiário nerd” – cursava Faculdade Gurmecindo Vera, colegial na Alemanha, fluência em inglês e alemão e papai era diretor do Banco Surreal.&lt;br /&gt;Enquanto o colega discursava com ar de superioridade, a garota, também da Gumercindo Vera o interrompeu com “desculpa fulano, mas não é isso que o Adilson e a Luciana querem ouvir.” Adilson a interrompeu e rebateu: “fulana, vocês não devem dizer coisas para agradarem eu ou a Luciana, mas apontar soluções em que a Merdon seja beneficiada”. Tenho certeza que uma dinâmica como esta teria enorme audiência em várias redes de TV.&lt;br /&gt;“Pessoal, acho que vocês já devem estar exaustos com esta manhã repleta de atividades conosco. Saliento que temos urgência na conclusão do processo e acredito que até o fim da semana vocês já terão um feedback. Gostaria de perguntar se alguém tem alguma questão sobre o processo ou até mesmo sobre a Merdon”&lt;br /&gt;Não tinha nenhuma dúvida, ninguém também. Não fui aprovado, não sei quem foi. Confesso que a sensação de rejeição por conta da reprovação foi dolorosa. Na verdade a dor da rejeição é a contra partida da felicidade de quem entra na Merdon. Depois de tempos aprendi que esta sensação de grande felicidade ou grande tristeza não se deve a uma competência ou incompetência para adentrar na instituição, mas sim à expectativa que se cria (tanto você, quanto sua família e mesmo os colegas de faculdade) a respeito da instituição.&lt;br /&gt;Uma grande expectativa na família é criada, pois entrar na Merdon seria a certeza de que o investimento em seu filho obteve frutos (o fruto que se colhe em uma instituição Merdon é o grande alvo de críticas deste blog). E então aflição de anos de várias famílias, noites de insônia de dezenas de jovens e o tal do futuro promissor são decididos por uma gincana medíocre e uma conversa de dois minutos entre um tal de A.F. e uma jovem iludida por aquele fantástico mundo de Merdon. Depois de anos, tive a felicidade de chegar a conclusão de que só tem futuro promissor aquele que tem coragem e discernimento para decidir o próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1661227369921768727-9094028832575071134?l=causoscorporativos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/feeds/9094028832575071134/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1661227369921768727&amp;postID=9094028832575071134&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/9094028832575071134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/9094028832575071134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/2010/01/minha-dinamica-no-bank-merdon.html' title='MINHA DINÂMICA NO BANK MERDON'/><author><name>Causos Corporativos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05123799913863392447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1661227369921768727.post-8647375216700380404</id><published>2010-01-14T21:02:00.008-02:00</published><updated>2010-01-14T23:26:08.692-02:00</updated><title type='text'>Mandamentos corporativos (paranóias)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;1-) Bloqueie computador até mesmo quando for pegar algo na impressora;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2-) Evite reações – mesmo que involuntárias – inusitadas ou bizarras. Segundo você mesmo e sua síndrome de egocentrismo, sempre alguém te observa;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3-) Tome muito cuidado com as cópias ocultas; sempre coloque alguém em cópia oculta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4-) Quando estiver defecando, apenas saia da casinha quando certificar-se que não há ninguém no banheiro. Mesmo trancado lá, jamais  , sob hipótese alguma, solte gases em alto brado. Se alguém te pegar nesse contexto, certamente seu trato com esta pessoa nunca mais será o mesmo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5-) Jamais diga algo comprometedor em território corporativo, afinal você é vigiado 24 horas por câmeras, microfones invisíveis e funcionários espiões contratados especificamente para vigiá-lo;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6-) Não há conversas “a toa”; há trocas de informações; uma informação paga outra informação ou não há negócio;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7-) Não seja você; seja quem sua empresa quer que você seja;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8-) Colegas de mesmo nível hierárquico são concorrentes; colegas de mesmo nível e mesmo departamento são inimigos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9-) Sempre! Escute bem: SEMPRE ! Sempre se passe por alguém atarefado, afinal você está envolvido em um "business" com faturamento bilionário. O máximo de seu esforço é o mínimo que você pode fazer por algo tão grandioso. Vide texto: “dicas para se passar por alguém atarefado”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10-) Toda vez que abrir e-mails fora do contexto, tais como correntes religiosas, ou mesmo da Causos Corporativos (alias, em nossa opinião, o Jeferson de Sistemas deveria permitir e-mails da Causos, já que estamos sempre divertindo seu contexto), minimize um pouco a janela e posicione-se exatamente na frente da tela, mantendo-se atento (a) e em posição de ataque com o dedão esquerdo na tecla ALT e o médio no TAB (lógico que você estará com alguma planilha aberta). Lembre-se que plano de fundo escuro no ambiente corporativo é estratégico, aliás, é um espelho. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;11-) Almoços são estratégicos; jamais almoce casualmente. Todos estão observando seu círculo de contatos. Almoçar com alguém não popular, com um gerente mala ou com estagiários pode ser fatal. Há grande riscos de ninguém nunca mais almoçar com você. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;11.1) Por mais que você seja solitário, jamais almoce sozinho; se o fizer, fará para sempre;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;11.2) Por mais que o bife a cavalo do Bar do Antônio do lado da sua glamourosa empresa seja fenomenal, jamais entre neste. Seu filme vai incendiar se te flagrarem sentado num boteco.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;11.3) Lembre-se: evite assuntos que não sejaM corporativos; você não tem tempo para BBB, futebol e afins. No mínimo, o assunto deve ser a bolsa de valores.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;12) Jamais ria de piadas de estagiários, mesmo que o fulano seja cover do Ary Toledo. Após a piada, utilize-se de toda arrogância, virando para os seus afazeres em sua baia, sem qualquer feição de risos;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;12.1) As piadas dos diretores são sempre engraçadas, mesmo quando não são (o que não é raro). Ria do começo ao fim, sem parar. No final solte aquele falsa gargalhada que só você sabe fazer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1661227369921768727-8647375216700380404?l=causoscorporativos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/feeds/8647375216700380404/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1661227369921768727&amp;postID=8647375216700380404&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/8647375216700380404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/8647375216700380404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/2010/01/mandamentos-corporativos-paranoias.html' title='Mandamentos corporativos (paranóias)'/><author><name>Causos Corporativos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05123799913863392447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1661227369921768727.post-5715447488366193583</id><published>2010-01-08T07:21:00.000-02:00</published><updated>2010-01-08T07:27:01.982-02:00</updated><title type='text'>E-mails corporativos: Manual de "boas maneiras"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;1-) Qualquer atividade ou troca profissional realizada deve vir inevitavelmente acompanhada de um e-mail; não importa o quanto você faz, o importante é o quanto os outros pensam que você faz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2-) Tome muito cuidado com as cópias ocultas;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      2.1 Sempre coloque alguém em cópia oculta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3-)  Jamais escreva algo comprometedor e pessoal; seja formal, afinal, dane-se o que você sente, aliás caso esteja abaixo do alto escalão, dane-se você;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4-)  Independente de seu nível hierárquico, caso seja da filial brasileira de uma multinacional, jamais, sob hipótese alguma, redija alguma solução de ordem estratégica. Não importa o que achas, o que pensas e ninguém está disposto a apoiar sua idéia. Ofereça sempre soluções operacionais, práticas e baseadas em fatos reais. Você é remunerado para pensar sobre como otimizar os processos, criando formas automáticas de transpor números de um sistema a outro, além de criar relatórios eficientes. Aliás, isto é um tanto quanto cruel; uma espécie de suicídio de longo prazo: você desenvolvendo formas para o seu chefinho não precisar mais de você um dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5-) Finalização do e-mail;&lt;br /&gt;     5.1 O primeiro contato deve ser acompanhado do atenciosamente, afinal, você deve fingir ser sempre atento aos problemas do seu correspondente;&lt;br /&gt;      5.2  No segundo contato, abrevie; utilize “att.”; afinal você já está corporativamente mais íntimo do correspondente&lt;br /&gt;      5.3 Sds, para a terceira vez;&lt;br /&gt;       5.4 No quarto, vocês já são parceiros, mande logo um abraço e se for menina, mande um beijo;&lt;br /&gt;      5.5 No quinto, é ritmo de festa, abraços e beijos abreviados; Caso a correspondente seja uma donzela, abrevie o nome dela;  e se for deveras atrevido,  chame-a de princesa&lt;br /&gt;      5.6 Se o correspondente for de alto escalão, seja sempre formal, mesmo que ele(a) dê abertura para informalidades. Não caia neste truque: ele te dá corda . .depois puxa te enforcando; ele te leva aos céus, depois te joga de lá sem asas e para-quedas&lt;br /&gt;      5.7 “Sem mais para o momento” é jargão de secretária dos anos 80; jamais utilize!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6-) Seu erro foi apontado em e-mail com cópia para mais de cinco pessoas:&lt;br /&gt;      6.1 Jamais peça desculpa; humildade em empresas é fraqueza e assumir erros é  derrota&lt;br /&gt;      6.2 Negue o erro enquanto puder;&lt;br /&gt;      6.3 Justifique o erro enquanto puder;&lt;br /&gt;      6.4 Minimize o erro enquanto puder&lt;br /&gt;      6.5 Culpe a área de sistemas;&lt;br /&gt;      6.6 Inverta o jogo, ache alguma falha partindo daquele que te acusa&lt;br /&gt;      6.7  Culpe estagiários de seu departamento;&lt;br /&gt;      6.8 Use sempre sujeito oculto; ao invés de utilizar, “eu poderia ter feito”, redija: “neste caso, uma boa alternativa seria”&lt;br /&gt;       6.9 Esconda-se atrás da própria falha, com frases de efeito do tipo: “neste momento, o importante é não achar culpados, mas sim soluções”&lt;br /&gt;      6.10 Em empresas, vale o ditado “com ferro fere, com ferro será ferido”; prejudique o camarada acusador de forma impiedosa na primeira oportunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7-) E-mails direcionados a:&lt;br /&gt;      7.1 superior direto: devem vir acompanhados da mensagem “já está resolvido”; Mesmo que não esteja;&lt;br /&gt;      7.2 Colegas de mesmo nível hierárquico e departamentos diferentes: devem vir sempre acompanhado do “acho que ainda vocês não entenderam”. Colegas de outros departamentos são inimigos e seus e-mails devem ser rebatidos com cópia para seu chefinho. Além do mais, lembre-se que em empresas você deve ser prepotente e o clima é de guerra:  no curto prazo, quem é mais cafajeste sempre chora menos;&lt;br /&gt;      7.3 Colegas de mesmo nível hierárquico e mesmo departamento: se mostre líder, mostre quem é o futuro chefe deles, seja imperativo em seus e-mails, porém de forma sutil. Exemplo: “Neste caso, o melhor a ser feito é x, y ou z”&lt;br /&gt;      7.4 Diretores, vice-presidentes e presidentes; evite trocar qualquer e-mail com estes senhores; Tudo que redigires será utilizado contra você no tribunal&lt;br /&gt;     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8-) E-Mails em inglês:&lt;br /&gt;     8.1 Best Regards é  próprio para aluno do cursinho de inglês de São Miguel; pareça internacional! Mostre-se globalizado! Utilize kindly regards!&lt;br /&gt;      8.2 Implore a atenção do seu colega corporativo da matriz de forma elegante. Utilize: Looking forward to hear from you soon;&lt;br /&gt;      8.3 Início do e-mail: Utilizar Dear James Thompson, no primeiro e segundo contato é plausível; após o terceiro é inexperiência; Mande logo um Hey James, ...&lt;br /&gt;      8.4 Could you please! Sempre! Mesmo que pareça do cursinho. Você é mal-educado, mas deve se mostrar polido&lt;br /&gt;     8.5 Lembre-se: em contatos com matriz, você é o peão, você reporta; então nunca    esqueça: please, find attached; please, find bellow&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9-) Polemize sutilmente para terceiros se digladiarem; depois concilie; a imagem vale mais que seu caráter . . .mostre-se um solucionador de conflitos, mesmo que tenha de ser o causador dos próprios;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 10-) TODOS e-mails devem vir acompanhados da palavra URGENTE;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11-) Por vezes:&lt;br /&gt;        Seja bem humorado: chame seus colegas de departamento de prezados&lt;br /&gt;        Seja irônico: chame-os de senhores;&lt;br /&gt;        Seja irônico bem-humorado: chame-os de senhores do conselho (imaginem o   Teixeira no conselho de administração.  .é no mínimo engraçado)&lt;br /&gt;        Seja provocador: chame-os de colegas;&lt;br /&gt;        Seja provocador irônico: chame-os de amigos;&lt;br /&gt;         Seja tudo isso junto e de forma agressiva: chame-os de doutores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12-) Seu e-mail é seu documento; seu e-mail é sua sentença; seu e-mail te condena e te salva, seu e-mail te protege e te derruba; seu e-mail te salva, te mata e te ressuscita; utilize-se muito bem dos jogos de palavras  e sempre saiba a hora certa de enviá-lo&lt;br /&gt; 12.1 E-mails corporativos jamais devem ser escritos em momentos de raiva. Pode ser fatal;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1661227369921768727-5715447488366193583?l=causoscorporativos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/feeds/5715447488366193583/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1661227369921768727&amp;postID=5715447488366193583&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/5715447488366193583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/5715447488366193583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/2010/01/e-mails-corporativos-manual-de-boas.html' title='E-mails corporativos: Manual de &quot;boas maneiras&quot;'/><author><name>Causos Corporativos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05123799913863392447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1661227369921768727.post-7309940733905733972</id><published>2010-01-04T21:09:00.001-02:00</published><updated>2010-01-04T21:11:40.594-02:00</updated><title type='text'>Bolaños e sua prancheta</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Para ser sincero, nunca soube ao certo qual o verdadeiro nome daquele mexicano com bochechas de Kiko, barriga de Nhonho, óculos de Seu Barriga e um ar de Firmino. Sua função tampouco era clara: não estava em nenhuma hierarquia das quais tínhamos acesso. Mas ele tinha cara de Bolaños e era assim que decidi apelidá-lo (para mim mesmo, obviamente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concentrado em minhas funções extremamente estratégias e vitais para a empresa: colocar Notas no Sistema, cotar o preço de Palm-tops e criar planilhas de vendas (o mais incrível é que eu era da área de marketing), demorei a perceber a sua presença silenciosa e calculista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bolaños chegou à empresa exatos 12 meses após o anúncio da fusão com a empresa mexicana e pouco menos de 2 meses após o maior fracasso de marketing da empresa em solo Brasileiro. Na ocasião, investiu-se caminhões de dinheiro para um aumento pífio de 2% nas vendas. Uma coisa estava clara: algo fedia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas funções me deixavam com bastante tempo ocioso e, entre um café e um cigarro, comecei a notar mais o que Bolaños fazia. Acompanhado de sua inseparável prancheta, Bolaños passou alguns dias simplesmente caminhando entre as baias e fazendo anotações. Começaram então a perceber sua presença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gerente da fantástica marca que obteve um incrível aumento de 2% em suas vendas era quem mais caçoava de Bolaños. Já temendo pelo pior, aquela era talvez a forma de se mostrar despreocupado e confortável com a situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bolaños não falava com ninguém. Aliás, com quase ninguém. Os mexicanos trouxeram uma equipe grande de gestão. Era só com esses &lt;em&gt;chicos&lt;/em&gt; que Bolaños falava, sempre com sua prancheta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana seguinte da sua chegada, saíra o anúncio do dissídio. Obviamente, o aumento de 3% negociado, causou mal-estar. Convocou-se então uma reunião do RH com os “colaboradores” da empresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém notou aquela figura pouco imponente no fundo da sala, acompanhado de sua prancheta. Fabrício Souza, gerente pleno de finanças, tomou a liderança da situação (com o objetivo indireto de ganhar a nota máxima no quesito Leadership &amp;amp; Coaching na avaliação de desempenho) e já foi logo dizendo que os funcionários estavam chocados com aquele aumento bem abaixo do esperado. Zé Carlos, Gerente Nacional de Vendas há 35 anos, famoso por abusar sexual e moralmente de suas funcionárias, concordou de bate pronto. Utilizando de técnicas de vendas da metade do século, chamou a atenção para si. E quem ousaria a interromper o dinossauro da Companhia (e perder as festinhas prives que dava em sua casa com a justificativa de “Jantares para clientes” em sua descrição de despesas do mês)? O time inteiro de vendas da fracassada marca fantástica entoou um grito de guerra. A bagunça se instaurou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi aí que Bolaños, do fundo da sala, se apresentou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Buenas tardes, señores. Mi nombre es Arturo Domínguez. Soy gerente de recursos humanos para las Américas. Estoy en Brasil para entender mejor cómo la vida cotidiana de ustedes en La Compañía.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subitamente, a equipe de vendas parou de gritar, o gerente de finanças foi ao banheiro e Zé Carlos, o safadão, se sentou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tarde demais. A prancheta de Bolaños já ditara o veredito final: demissão para o gerente de finanças que maquiou os números (o aumento de real de vendas da marca fantástica foi de 1,7%, não de 2%), demissão para Zé Carlos, o safadão, que só em “jantares” havia gasto R$ 50 mil no último ano, demissão para o Gerente de Marketing da marca fantástica e de toda a equipe de vendas da mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deu-se a fusão enfim. E Foi dado o recado: agora, quem manda são os mexicanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1661227369921768727-7309940733905733972?l=causoscorporativos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/feeds/7309940733905733972/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1661227369921768727&amp;postID=7309940733905733972&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/7309940733905733972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/7309940733905733972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/2010/01/bolanos-e-sua-prancheta.html' title='Bolaños e sua prancheta'/><author><name>Causos Corporativos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15022248989997227390</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1661227369921768727.post-7816554302590494053</id><published>2010-01-02T08:50:00.003-02:00</published><updated>2010-01-02T09:52:36.952-02:00</updated><title type='text'>Corporatês - 2ª aula</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nesta segunda aula de corporatês, trataremos exclusivamente da classe dialética relacionada a mania de business english da ralé e semi-ralé corporativa. Estou longe do mundinho já faz um ano ( e quem está dentro se vangloria disto – vos digo: tenha certeza, uma jogadora de Tarot e búzios é mais feliz que você) e por vezes me atualizo com colegas que estão encarcerados nas baias. Um deles me contou que o analista Junior já não está mais em uma ligação; Agora ele está “IN CALL”.&lt;br /&gt;A utilização do termo em Terras Brasilis é lamentável por si só, não restando muito a divagar. No entanto, pensando em sua origem, há uma hipótese. O nosso co-supervisor fora para o curso de International Accountancy Standards (entenda como turismo corporativo) nos EUA e durante o treinamento ficou os dias junto com o pessoal de lá. Então, quando retornou ao Brasil, falava o termo, mesmo quando não precisava. Por meio de infinitas redes de contatos, o termo se popularizou e hoje os favelados corporativos estão todos in call . .eles comem mortadela e arrotam um “estou in call”.&lt;br /&gt;Se você deseja se manter em sua querida corporação pelo menos durante o período de experiência, jamais, nunca mais, diga rede de contatos. Você tem um NETWORK. Alias você não tem amigos, você tem network; da mesma forma, não faz amizade, faz network. Um corporativo que se preze não tem amigo! Tem contatos espalhados por todos os cantos. Embora existam coisas como o LinkedIn, tenham certeza que esta mania superficial e falsa de network tem um campo ainda maior para atuar. Em dentro de dez anos, haverá mercado de compra e venda de contatos. Net market: Luciana Hauber, atuação como analista de recrutamento, “morou” na Inglaterra seis meses – valor R$ 70,00; ainda acho que já tem coisas melhores em outros mercados por cinquentinha!&lt;br /&gt;NETWORK é a evolução do antigo “círculo de amizade”. No auge dos anos 70 e 80, os meios de comunicação não eram tão evoluídos e o mercado não tão competitivo e grande, restringindo as pessoas à grupos menores. As panelinhas ou círculos de amizade eram grupos de pessoas que se mantinham em rede de “ajudas superficiais” (nada de emprestar dinheiro. . .mas sim indicações para emprego, clientes ou coisas do tipo) mútua.&lt;br /&gt;Com o desenvolvimento econômico brasileiro em meados da década de 90, o mercado tornou-se muito abrangente e os corporativos daquela geração perceberam que o formato de grupos pequenos não estaria mais adequado, dado a gama enorme de opções e oportunidades. Então com a explosão da internet no fim da década, surgiu-se a idéia de ligar ou LINKAR todos os corporativos em redes de contato mundial – a aldeia da corporação global.&lt;br /&gt;Entretanto, estava implícito que o novo conceito não funcionaria muito bem. Seria superestimar deveras o coletivismo e altruísmo do corporativo padrão. Ele é mesquinho, orgulhoso e egoísta bastante para não aceitar, de forma alguma, ser contato de qualquer um. Pensariam vocês que Régis – um compliance analist da Alpha - aceitaria ter qualquer vínculo, ligação ou contato (por mais virtual que seja) com a Francislene, a assistente administrativa da Augenor Contabilidade ? Seria muita ingenuidade de vossas partes.&lt;br /&gt;Hoje, os poucos maliciosos círculos de amizade dos anos 70 e 80 vieram a transformar-se no preconceituoso, hierarquizado e internacionalizado NETWORK - grupos de pessoas com o currículo semelhante são contatos das outras e barreira de entrada é enorme, caso seu CV seja inferior. É a moderna sociedade de mercado dividida arcaicamente em castas.&lt;br /&gt;Interessante é Fernando do Planejamento estratégico, que enquanto resolve algumas “buxas”, deixa as outras em STAND BY. A utilização do termo é um pouco justificável na medida em que passa 15 horas de seu dia na frente de um computador, mesmo assim, fico em dúvidas sobre o porque de não deixar o assunto “no aguardo”, ao invés de em stand by? As vezes fico francamente sensibilizado com a síndrome de cidadão do mundo dos corporativos; parece que há uma forte necessidade em parecer e aparecer internacional.&lt;br /&gt;Uma vez na segunda aula, é hora de abordarmos as abreviações do business english. Desta vez, o escolhido é o FYI. Esta abreviação é uma forma polida que os corporativos adotaram para falar “não vai dizer que eu não avisei”. O PSI (Para Sua Informação) já seria suficiente, mas não basta ao corporativo ser corneteiro, ele deve espalhar o e-mail alheio em alto estilo; então solta o rebuscado FYI.&lt;br /&gt;Mais engraçado é o B.R.!!! Não bastando a falta de coerência em nome de uma sofisticação no mínimo cafona e esdrúxula, na qual o fulano escreve um e-mail em português e o finaliza com um “Best Regards”, agora ele abrevia!&lt;br /&gt;Lembrando os termos do início da década, não poderíamos esquecer do “IN OFF”. O termo popularizou-se tanto que hoje pode ser ouvido em qualquer conversa banal fora do contexto corporativo. O IN OFF eternizou-se pois reflete como nunca o espírito corporativo da restrição de assunto dividida por castas. Quanto mais IN OFF te contam, mais influente és na organização. Verdadeiramente, o termo é a sofisticação corporativa do famoso pedido da suburbana fofoqueira: “pelamor de Deus, você não conta nada pra ninguém hein!”.&lt;br /&gt;Os “IN OFF” geralmente são contados em almoços, cafés ou happy-hour, porém jamais em território corporativo não neutro (o café é considerado neutro), pois conforme sugere o quinto mandamento das paranóias corporativas (vide próximos textos), a empresa é cercada em toda sua dependência por câmeras, microfones e “colegas espiões” contratados especificamente para te vigiar.&lt;br /&gt;Estes dias estava saindo de casa e cruzei com a Dona Maria, uma vizinha de rua. Ela me deu bom dia e logo adiante não resistiu: “ menino, você não vai acreditar . . olha, eu vou te contar mas é enhofi. ..” então pensei: se o “enhofi” chegou nos bairros, por que, também, não separar as baias com portões? São mais adequados para fofoca.&lt;br /&gt;Realmente muito engraçado é ver o Aranha – gerente do fiscal – sendo chamado de COACH pela Isabel da área de treinamento. Quando ouço o jargão corporativo bastante invocado pelos RH´s, me vem a mente aqueles treinadores de futebol americano com aquele bonezinho, um apito pendurado e aquele uniforme de esportista.&lt;br /&gt;Mal posso imaginar oAranha chegando vestido nesses trajes e apitando no departamento inteiro, pedindo nota fiscal para o Dorival, o assistente sênior do fiscal, aquele senhor de 60 anos que conhece todas as notas da Alpha desde 1970. Isto acontece e chega a ser surreal chamar Aranha de coach do Dorival. Surreal mesmo é o abuso do inglês no corporatês que procura enquadrar e padronizar todos segundo seus jargões e expressões.&lt;br /&gt;As grandes empresas não são formadas por marcianos, mas por pessoas provenientes de um mesmo povo e, portanto, embora os RH´s procuram cultivar e estabelecer uma cultura de aldeia global com sofisticação, diferenciação e internacionalização, as corporações refletem os mesmos vícios sociais de seu país. Afinal, o que somos nós brasileiros? Em minha opinião, seguidores alienados e obcecados em transformar aquilo que vem de fora em nosso. Cazuza é mesmo imortal em dizer que brasileiros burgueses são caboclos querendo ser ingleses. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1661227369921768727-7816554302590494053?l=causoscorporativos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/feeds/7816554302590494053/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1661227369921768727&amp;postID=7816554302590494053&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/7816554302590494053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/7816554302590494053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/2010/01/corporates-2-aula.html' title='Corporatês - 2ª aula'/><author><name>Causos Corporativos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05123799913863392447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1661227369921768727.post-8701001781287048234</id><published>2009-06-13T10:01:00.002-03:00</published><updated>2009-06-13T10:17:01.706-03:00</updated><title type='text'>Os preparativos para o World sustenability 2nd round - Dubai</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;(Leia antes: "A chegada do Chief Sustantability Officer - Africa and Middle East" e "Saldanha, o sales manager carioca")&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Barbosa estava inquieto nos últimos meses. A vinda de Fernambogo Al Saad foi um evento que elevou muito sua cotação entre as baias. É sempre válido lembrar: no submundo corporativo das baias, a boa recordação é de curto-prazo enquanto a má é de longuíssimo. O world sustenability 1st round foi um sucesso, porém após dois meses, as pessoas já o estavam deixando cair no esquecimento. Barbosa voltava a ser esquecido novamente, como de hábito; não era mais copiado nem nos e-mails pornográficos (aqueles que guardam o título de “Relatório gerencial”, os quais ganharão um texto em breve).&lt;br /&gt;No entanto, eis que uma bela sexta-feira, Barbosa recebe uma ligação da recém- contratada assessora oficial de Antônio Saldanha, Pamela Suelen “bonbon” Fernandez, agendando um almoço executivo com o C.E.O. É bom ressaltar que esta contratação foi solicitada diretamente por Saldanha coincidentemente um dia após a “reunião de cavalheiros da Alpha” em mais um dessas zonas de luxo. Não menos importante, vale relevar que a ”continha” (simbólicos R$ 22.357,00) do referido encontro foi tudo “na PJ” (esse termo será explicitado na próxima aula de corporatês em mais uma de nossas postagens).&lt;br /&gt;Barbosa - que até então estava cabisbaixo com a volta do corriqueiro desprezo - teve um estalo digno de um verdadeiro gênio matemático:&lt;br /&gt;[(Saldanha + Fernambogo)*Dubai]^patifaria corporativa = world sustentability 2nd Round (Dubai)&lt;br /&gt;Embora seja uma figura por vezes patética e insignificante na organização, devemos reconhecer que Barbosa guarda verdadeiro tino e forte sensibilidade para a picaretagem corporativa. Seu bom salário e a fama do cargo de gestor de uma grande multinacional, deve-se à sua habilidade em gerenciar muito bem a vaidade, a patifaria e a sujeira sempre coberta pelo glamour “mortadelônico” inerente a uma empresa de grande porte. Barbosa é talentoso em reconhecer e distinguir os mais distintos perfis de vaidade e egoísmo, por isso mexe as peças muito bem.&lt;br /&gt;Ele não hesitou: na segunda lá pelas 11h30 ( que no escritório da regional do Rio é o mesmo que 7h30 da manhã em São Paulo – as pessoas ainda estão chegando) ligou para “bonbon” Fernandez dizendo que o CEO estará muito ocupado nas próximas semanas com os preparativos do “world sustentability 2nd Round” o qual ocorrerá no próximo mês em Dubai !&lt;br /&gt;Barbosa é ou não gênio da picaretagem corporativa? Esta resposta simplesmente provocara, ao mesmo tempo, um surto de ira e um estalo no vaidoso e sujo Saldanha. Primeira indagação em sua mente: como ousa alguém refutar um almoço executivo com “coronel” Antônio Saldanha . . .e a segunda: por que “coronel” Saldanha não iria a Dubai? Sutilmente, um raia graúda (Saldanha) foi envolvido na safadeza do Barbosa!&lt;br /&gt;Ao longo da semana, Barbosa solicitou junto a área de comunicação uma série de relatórios e apresentações em PowerPoint sobre o impacto do World sustentability 1st Round nos resultados da empresa, bem como no ambiente corporativo e nos relacionamentos entre os demais colaboradores.&lt;br /&gt;No final da semana, enviou a apresentação para a área de comunicação de “todo o mundo” (entende-se por “mundo”, todas as sedes da organização - na próxima aula de corporatês versaremos também sobre as tendências megalomaníacas do dialeto).&lt;br /&gt;Logo após a apresentação ter sido vista “no mundo inteiro”, a tacada de mestre: ligou para Fernambogo perguntando sobre suas impressões em relação ao vídeo, sugerindo indiretamente um próximo encontro em Dubai.&lt;br /&gt;Cabe ressaltar que a apresentação praticamente “endeusava” Fernambogo, citando ele como sendo um marco inicial de uma corporação sustentável e engajada. Barbosa realmente é mestre no jogo sujo corporativo: no dia seguinte, aos mandos de Fernambogo, Dubai anunciava-se sede do segundo encontro do world sustentability, sob o sub-título de “aprofundamento do debate”.&lt;br /&gt;Dá-se início então a uma série de jogadas sujas e vaidosas para decidir quem irá ocupar a comitiva dos 20 convidados “brasileiros” que serão elencados para ir a Dubai. Nessas horas é fácil entender como a teoria dos jogos pode ser aplicada à corporação; cada qual com sua estratégia esperando apenas a movimentação do outro. São 20 vagas e 5.000 desejosos. Afinal, quem da empresa não gostaria de “viajar a negócios” a Dubai para participar do “2nd round”. Todos estão deveras preocupados com a sustentabilidade da Alpha e esta seria uma chance inigualável de acompanhar de forma pioneira as novas diretrizes de um crescimento sustentável de sua companhia.&lt;br /&gt;O “aprofundamento do debate” se aproxima na mesma velocidade que as influências se estreitam na sede brasileira. O povinho das baias acabara de receber o e-mail do RH comunicando o super evento. Entre os favelados corporativos - entende-se, estagiários, analista, supervisores e pequena gerência - é interesse notar o comportamento de cada peça; o sempre muito gozado estagiário do planejamento estratégico vai dizer que se fosse mulher seduziria o Barbosa só para ir ao evento; já a analista Mari do marketing pensa seriamente nesta possibilidade; a analista sênior mulher madura utiliza-se do tema apenas para comentar entre os demais que a sua prima tia voltou de Dubai a semana passada e adorou – afinal todo corporativo que se preze possui uma necessidade infinita de contar vantagens, mesmo sendo a mais ínfima.&lt;br /&gt;São nesses eventos extraordinários em que percebemos a “pequenez” e os defeitos mesquinhos dos corporativos. Os supervisores e pequenos gerentes dizem não estar interessados sobre tal assunto e por vezes debocham. A piada do seu chefinho co-supervisor, dizendo que este será o segundo round do caminho para o insustentável, mostra o quão invejoso é, já que guarda plena noção de que jamais participaria de uma evento como este.&lt;br /&gt;Os médios gestores e alguns diretores se comportam diferentemente. Discutem bastidores do evento, tais como: quem vai para Dubai, o porque do evento, quem cairá depois do evento, quem se promoverá e etc. O que precisam de fato é manter a imagem que o cargo comporta. De forma alguma podem admitir a improbabilidade de suas idas ao evento, embora eu, você, todos os demais leitores assim como o restante povinho da Alpha sabemos que não há a menor chance de estarem presentes. Não guardam cacife e nem cacique corporativo para isso.&lt;br /&gt;E por falar em caciques corporativos, é nesse meio que a briga se concentra. Expliquemos melhor: são dez convidados de honra – entre eles, o governador do estado da Bahia: a Alpha está precisando de um “apoio sustentável” para instalar uma unidade em Camaçari; a esposa do governador da Bahia, já que será a madrinha da fábrica de Camaçari; a filha do governador da Bahia, será a afilhada da unidade de Camaçari; as duas netas do governador da Bahia, pois serão as “daminhas de honra” da Alpha-Camaçari. Foram convidados mais um conselheiro e dois acionistas.&lt;br /&gt;Os outros dez serão divididos entre os caciques mortais. Certamente, dois já têm seus nomes garantidos: o CEO e o CSO Latin America - Vitor Morales, um brasileiro de origem colombiana, grande amigo de Pablo Escobar na década de 90. Mediante isso, deixo a avaliação de sua aptidão profissional a encargo de vocês.&lt;br /&gt;Adentrou na Alpha com o intuito de “reduzir a pó” as corrupções internas e, analisando friamente seu passado, é bem provável que não só a corrupção, mas todos outros fatores vão mesmo virar pó.&lt;br /&gt;Retornando à lista de convidados, não resta dúvida de que o diretor de infra-estrutura irá. O tema infra-estrutura não será abordado em nenhum momento em Dubai e mesmo que o fosse, o nosso prezado diretor não teria a menor condição de acompanhar, pois não se comunica em inglês. Seu nome: Roberto Sarney! Agora vocês entendem a importância dele no evento e na Alpha - enquanto isso na sala da (in)justiça, Barbosa já está fazendo suas malas.&lt;br /&gt;O CEO está afoito e ansioso com a viagem e não quer deixar atrapalhar-se pelos mínimos detalhes, por isso solicitou reserva também para secretária Ana, para que não haja nenhum problema.&lt;br /&gt;Devemos lembrar que Roberto Sarney não fala inglês, por isso certamente sua tradutora não poderá faltar ao evento. Temos relacionado então: o “chefão”, a “tia Ana” (aquela mesma que gosta de pagode dos outros textos . ..agora em Dubai), Morales, Sarney e a tradutora. E Barbosa preparando suas malas: aguardava apenas o convite formal do evento que ele mesmo fora mentor. Estávamos nos esquecendo das respectivas esposas; contando elas, sete convidados.&lt;br /&gt;Lembremos então daquela reunião que aconteceria entre o CEO e o Saldanha. O CEO estava de passagem pelo Rio e aproveitou para se encontrar com o coronel em uma churrascaria. Saldanha tinha muito bem em mente o evento em Dubai e aproveitou para mais uma vez jogar sujo. Em meio àquela agradável conversa (a qual conduzia de forma talentosa e envolvente, circundando entre assuntos de negócios e sacanagens políticas) resolveu então fazer um comentário sacana. Usou o escândalo da Camargo Correa para advertir que os diretores daquela empresa foram presos por muito menos em comparação às sacanagens que o CEO costumava aprontar. Porém, logo enfatizou: mais do que colega profissional, era amigo dele e guardava a sete chaves esses tipos de segredos.&lt;br /&gt;Logo em seqüência comentou sutilmente que seria “muito importante” ter a representação da filial do Rio em Dubai, já que esta é a regional da segunda maior cidade do País. O nosso CEO não titubeou: no mesmo dia, logo após a chegada em São Paulo, solicitou a secretária Ana que reservasse três vagas para Dubai para o pessoal do Rio, entre eles o coronel Saldanha, a assessora Bon Bon Fernandez e a secretária Fefê, a qual Saldanha trata como se fosse “filha”&lt;br /&gt;E o Barbosa? Fazia as malas e aguardava tranquilamente seu convite formal, enquanto as vagas haviam sido completamente preenchidas. Barbosa não irá! E jamais iria! Pois por mais que ele seja o gênio da compreensão da patifaria corporativa e saiba mexer as peças poderosas da corporação como se estivesse jogando de xadrez, a origem dele é das baías.&lt;br /&gt;Durante os vinte anos de carreira corporativa seguiu a trilha hierárquica a risca: estagiário, assistente, analista Junior, analista pleno, analista sênior, co-supervisor, supervisor e gerente. E quem caminha por essa trilha jamais aprende a “olhar de cima”, uma vez que passa a vida inteira envolvido com aquilo designado às castas mais baixas de uma empresa, ou seja, o trivial, o óbvio, o fútil e o maçante. Embora sempre pensasse ao contrário (assim como qualquer corporativo médio), Barbosa não tinha formação, procedência, influência e recursos necessários para figurar entre altos escalões.&lt;br /&gt;E como bom corporativo médio que é, decepcionou-se muito pela sua ausência e encheu-se de ódio e ira pelo fato, ameaçando mais uma vez deixar a empresa, pois já não agüentava mais toda essa sacanagem a sua volta (um corporativo que se preze sempre está de saco cheio, reclamando por onde passa e com quem conversa, ameaçando freqüentemente se demitir). Também pelo fato de ser um corporativo caricato e carregar, com isso, doses excessivas de orgulho, arrogância e vaidade, não compreendia a sua ausência, devido a sua posição de gerente e seu contato com as grandes figuras da empresa.&lt;br /&gt;Em empresas, não há justiça, mas sim interesses, circunstâncias, jogos de cenas e a comprovação patética disto é um evento em que seu próprio mentor não estará presente: o world sustenability 2nd round, o qual será abordado nos próximos textos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1661227369921768727-8701001781287048234?l=causoscorporativos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/feeds/8701001781287048234/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1661227369921768727&amp;postID=8701001781287048234&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/8701001781287048234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/8701001781287048234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/2009/06/os-preparativos-para-o-world.html' title='Os preparativos para o World sustenability 2nd round - Dubai'/><author><name>Causos Corporativos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05123799913863392447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1661227369921768727.post-3875203583762153924</id><published>2009-05-28T13:25:00.000-03:00</published><updated>2009-05-28T13:26:12.700-03:00</updated><title type='text'>Meu primeiro Blackberry®</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Elias Soares está na empresa há 8 anos. Por todos esses anos, passou pelos mais inusitados “desafios” e “conquistas”. Como prêmio pelo seu “outstanding” desempenho, na última sexta-feira, recebeu a notícia que há tanto tempo aguardava: foi promovido. Virou o novo “Integration and Development Sub-manager for Latin America and the Caribbean”.&lt;br /&gt;Como todo “Sub-manager for Latin America and the Caribbean” que se preze, Soares ganhou novos e importantes desafios, um aumento de 15% no seu salário (que chegou a impressionantes R$ 5.137,00), um lap top novo e a tão cobiçada algema da modernidade, o Blackberry. Mas... o que é um Blackberry?&lt;br /&gt;Friamente, um Blackberry é um telefone com acesso à Internet (emails, cotações, principais notícias) e com um teclado completo, o que facilita o envio de SMS e de emails. Mas no mundo corporativo, o Blackberry tem outras conotações.&lt;br /&gt;Para a empresa, é a garantia de que não haverá mais desculpas do tipo “não estava na minha mesa”, “de domingo não checo meus emails”, “era hora do almoço”. O proprietário de um Blackberry estará acessível a todo e qualquer momento: em casa, no banheiro, no velório da mãe, no hospital em que a avó está internada, no Bar Mitzvá do sobrinho, na missa de domingo, no motel, no almoço com a família, etc.&lt;br /&gt;Já para Elias Soares e milhares de outros corporativinhos encantados, ter um Blackberry é estar na crista da onda, no topo, é poder ver os outros de cima. Vamos ilustrar.&lt;br /&gt;Elias Soares, depois de receber a notícia e seus novos equipamentos, passou o resto da sexta-feira e o sábado inteiro tentando se adaptar ao novo brinquedo. E nada de produzir nesse tempo.&lt;br /&gt;No domingo, já começou a mandar seus primeiros emails “&lt;em&gt;Enviado pelo meu Blackberry®&lt;/em&gt;”. Obivamente, utilizou a velha tática de copiar o chefe e subordinado. Assunto? Qualquer um que mostre o seu poder sobre o seu time.&lt;br /&gt;Mal chegou a segunda-feira e Elias já estava completamente adaptado! Checava uma vez por minuto se chegaram novas mensagens e não saía de perto de seu Tamagoshi corporativo!&lt;br /&gt;Parou o carro, pegou a mochila com o seu “brand new” lap top e seguiu para o hall do elevador. Haviam mais pessoas no recinto, uma ótima oportunidade de mostrar que tem o aparelhinho. É “tsc” pra cá, bufada pra lá, tudo com o  Blackberry na mão! E já logo soltou aquele comentário: “Ah, esses fornecedores... Mandei email sexta, sábado, domingo e continuam sem entregar o material”.&lt;br /&gt;Hora do almoço? VR numa mão; Blackberry na outra! Uma garfada, uma olhada. Um gole na Coca, uma nova olhada. Na fila para pagar, já foi “adiantando o serviço”. E dá-lhe email! Uma metralhadora de emails! E assim seguiu Elias em sua nova rotina. Em casa, no banheiro, no velório da mãe, no hospital em que a avó está internada, no Bar Mitzvá do sobrinho, na missa de domingo, no motel, no almoço com a família...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1661227369921768727-3875203583762153924?l=causoscorporativos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/feeds/3875203583762153924/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1661227369921768727&amp;postID=3875203583762153924&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/3875203583762153924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/3875203583762153924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/2009/05/meu-primeiro-blackberry.html' title='Meu primeiro Blackberry®'/><author><name>Causos Corporativos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15022248989997227390</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1661227369921768727.post-1219736617494040796</id><published>2009-05-22T11:47:00.001-03:00</published><updated>2009-05-22T11:48:51.772-03:00</updated><title type='text'>Trabalho Duro 2</title><content type='html'>Essa é a rotina do Luiz. Trabalha na área de criação de uma agência...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O horario de entrada é 8h. Mas como ele é da area de criação, chega só as 10hs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das 10hs as 11hs ele fica pensando no q escrever no seu nick do MSN.&lt;br /&gt;Das 11hs as 12hs ele Twitta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às 12hs ele vai almoçar e almoço de publicitário dura 2h30. Volta às 14h30, toma aquele cafezinho e xaveca as meninas do Atendimento. Twitta mais um pouquinho. Às 16h ele começa a trabalhar. Aí fala q ta fudido, q tem trampo pra cacete e fica até as 22h trabalhando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E todo mundo da agência fala. Nossa, o Luiz trabalha tanto, fica sempre até depois do horário...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1661227369921768727-1219736617494040796?l=causoscorporativos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/feeds/1219736617494040796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1661227369921768727&amp;postID=1219736617494040796&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/1219736617494040796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/1219736617494040796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/2009/05/trabalho-duro-2.html' title='Trabalho Duro 2'/><author><name>Causos Corporativos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05123799913863392447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1661227369921768727.post-7986689857484072863</id><published>2009-05-19T10:15:00.001-03:00</published><updated>2009-05-19T10:31:00.560-03:00</updated><title type='text'>Trabalho Duro!</title><content type='html'>&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-71827e326301739e" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v22.nonxt8.googlevideo.com/videoplayback?id%3D71827e326301739e%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331255992%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D62D2C005D6B121CB7468624D48CBC0A42D95B248.6340B71FA9325923E27B4F73D1517D255971BFFE%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D71827e326301739e%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DXAvue_h8RR7-WBwkVi0SQ7nhd7s&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v22.nonxt8.googlevideo.com/videoplayback?id%3D71827e326301739e%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331255992%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D62D2C005D6B121CB7468624D48CBC0A42D95B248.6340B71FA9325923E27B4F73D1517D255971BFFE%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D71827e326301739e%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DXAvue_h8RR7-WBwkVi0SQ7nhd7s&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1661227369921768727-7986689857484072863?l=causoscorporativos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=71827e326301739e&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/feeds/7986689857484072863/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1661227369921768727&amp;postID=7986689857484072863&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/7986689857484072863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/7986689857484072863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/2009/05/trabalho-duro.html' title='Trabalho Duro!'/><author><name>Causos Corporativos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15022248989997227390</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1661227369921768727.post-6339454246795881576</id><published>2009-05-08T11:54:00.002-03:00</published><updated>2009-05-08T11:56:29.981-03:00</updated><title type='text'>Dá uma vontade de falar...</title><content type='html'>- Cara, vai ser difícil resolver essas buxas todas hoje! Temos que apresentar amanhã às 8h da manhã! Precisamos terminar sem falta! Será que você poderia ficar aqui hoje depois do horário? Você tem compromisso hoje?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hoje não vai dar... Tenho que assistir televisão, jantar com minha família e dar uma trepadinha com minha namorada.&lt;br /&gt;_____________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio da entrevista...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Menina do RH:&lt;br /&gt;- Me fale 3 defeitos seus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrevistado:&lt;br /&gt;- Bom, primeiramente, peido fedido pra caralho! Você nem imagina! Hahaha. Segundo: vou fazer de tudo para comer o maior número de mulheres dessa empresa, inclusive você, o que certamente vai atrapalhar meu trabalho. Terceiro: sou fingido. Vou puxar muuuito o saco dos meus chefes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final da entrevista...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Menina do RH:&lt;br /&gt;- Então é isso. Você tem mais alguma pergunta? Algo mais que você queira saber da nossa empresa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrevistado:&lt;br /&gt;- Sim. Tenho sim. Na verdade, tenho algumas perguntas. Como você consegue não ficar nem vermelha me falando o salário que vou ganhar? Como você tem coragem de dizer que eu vou me desenvolver como Analista de Administração de Vendas? Desenvolver o quê? Banco de dados de Access para um bando de vendedor burro pra cacete que não sabe nem escrever? Por que você me fez esperar 45 minutos na sala de espera? Por fim, gostaria de saber se você ta pensando que eu sou trouxa?&lt;br /&gt;_____________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comunicado do RH&lt;br /&gt;“Caros colaboradores,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaríamos de informar que o senhor John Fergunson estará no escritório no dia 11 de maio para uma reunião com todos nós, conversando sobre os resultados de 2009 e as diretrizes de crescimento da empresa Alpha. Cotamos com a presença de todos!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colaborador, copiando a empresa inteira no email:&lt;br /&gt;“Prezado RH&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É com enorme satisfação que comunico a minha ausência desta merda de reunião. Não vou perder meu tempo ouvindo esse imbecil que nem sabe quem eu sou falar um monte de coisas das quais não tenho nenhuma influência.&lt;br /&gt;Atenciosamente,&lt;br /&gt;Jorge”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Jorge, ficamos muito felizes com o seu trabalho. Sentimos uma evolução enorme neste ano e somos muito gratos à tudo o que você produziu. Parabéns!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Parabéns é o caralho! Quanto de aumento eu vou ganhar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua chefe (mulher), no feedback 360º:&lt;br /&gt;- Você precisa ser mais pró-ativo e tomar mais cuidado com as gírias na frente com cliente. Além disso, precisa padronizar essas apresentações... Que fonte é essa? Uma de cada tamanho... tsc tsc tsc...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você:&lt;br /&gt;- Tudo bem, chefe. Já você, precisa emagrecer uns 10kg para pra ver se atrai algum macho. Quem sabe você para de me encher o saco, né? Precisa também usar umas roupas melhores e parar de rebolar no corredor. Não adianta rebolar. Você é feia. Fato.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1661227369921768727-6339454246795881576?l=causoscorporativos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/feeds/6339454246795881576/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1661227369921768727&amp;postID=6339454246795881576&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/6339454246795881576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/6339454246795881576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/2009/05/da-uma-vontade-de-falar.html' title='Dá uma vontade de falar...'/><author><name>Causos Corporativos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15022248989997227390</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1661227369921768727.post-1717553965298494191</id><published>2009-04-15T14:36:00.002-03:00</published><updated>2009-04-15T14:54:41.651-03:00</updated><title type='text'>Perfil da vaga</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Se há algo que me incomodou muito nesses últimos anos dentro do sempre muito original mundo corporativo foi o “perfil da vaga”. O perfil da vaga é o conjunto de requerimentos ou qualidades das quais os indivíduos devem ser dotados para que possam desempenhar as atividades de um determinado cargo. Nenhum problema, caso não fosse as peculiaridades sempre muito medíocres do mundinho.&lt;br /&gt;Primeiramente, se enquadrar no perfil da vaga significa uma vitória pessoal, um grande passo na carreira. Você é diferenciado, inteligente, ágil . .. um ser sobrenatural. Afinal, poucos são os eleitos que podem fazer parte desse grupo talentoso. Essa “santificação” de uma pessoa tão comum quanto você se deve em partes pelo respeito que dispensas ao renome que a multinacional onde trabalhas carrega. Ou seja, já que este lugar é o paraíso profissional e você o adentrou, então, seja bem vindo ao convívio dos eleitos! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Outra parte da culpa se deve ao próprio paraíso, pelo marketing que pratica quando seleciona alguém no mercado. Quando não apenas engraçado, é bizarro a mensagem sugerida: pelo menos sempre percebo um ar de paraíso. O candidato deve atender dezena de requisitos, as quais, podemos apostar, nem mesmo 0,001 % de todos colaboradores possuem. Francamente, em toda minha vida, tomei conhecimento de apenas uma figura pró-ativa, com grande habilidade interpessoal, hands-on, que saiba lidar com pressão, com infinitos idiomas, experiência de mais de 5 anos na área, perfil analítico e com reconhecidas e comprovadas habilidades de lideranças -  eis: &lt;a href="mailto:Jesus.Cristo@Alpha.com"&gt;Jesus.Cristo@Alpha.com&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;A segunda peculiaridade são as exigências. As qualificações são todas elas voltadas para o dinamismo, versatilidade e o domínio de muitas habilidades ao mesmo tempo. Antes de tudo, deve o fulano ser pró-ativo. Nenhum problema, caso não fosse as condições de trabalho de seu arcabouço corporativo. Desde quando empresas oferecem flexibilidade para alguém de sua alçada (um peão, “glamourosamente” chamado de “compliance sênior analist latin american divison”) pró-agir ou mudar algum processo? Desde quando você é ouvido ?&lt;br /&gt;Alias, a última palavra é sempre sua: “ desculpe, isso não voltará a ocorrer.  .estou dedicando os melhores esforços nessa atividade”. Todo mundo diz querer sua pró-atividade, mas, no fundo,  exigem mesmo sua reatividade – afinal você sempre tem uma buxa para resolver e um abacaxi para descascar - e sua capacidade de entregar 1.000.000 de planilhas solicitadas por dia. Se isso é pró-atividade, realmente eu fico sem palavras para qualificar os planos expansionistas de Napoleão e  Hittler.&lt;br /&gt;Mas enfim, retornemos a mediocridade de seu mundo de forma bem humorada e comunicativa, afinal a Alpha exige que tenhamos todos, grandes habilidades interpessoais.  Ary Toledo será aprovado por Luciana Hauber no processo de trainee, mas aquele rapaz do canto . .."olha a postura e o jeito dele.  .nem o cabelo penteou, parece que tem algum problema mental" . Talvez realmente Albert Einstein não esteja mesmo apto para a função.&lt;br /&gt;Em momentos de delírios surreais, chego a imaginar Albert Einstein transferindo informações do SAP para o Excel 12 horas por dia. Só não consigo imaginar uma tortura maior para alguém deste porte. No entanto, a crítica da "habilidade interpessoal" é outra. Mais do que aquele indivíduo extrovertido, comunicativo e carismático, o mundinho necessita de pessoas que encenam muito bem o teatro corporativo; Empresas precisam de artistas; é preciso saber rir na hora certa, proferir a piada mais cabível no momento mais condizente, fofocar de forma sutil e elegante e saber cavar o enterro de seu colega de trabalho junto dos outros invejosos, sem que ele nada perceba.&lt;br /&gt;Venho tentando moderar os amargos discursos dos meus textos e o nível de minha exigência em relação ao mundinho corporativo, mas fico estarrecido em notar que Luciana Hauber busque em mim, alguém que goste de ambientes com pressão. Desculpe, não sou masoquista, eu detesto. Consigo lidar, mas sinceramente odeio. E por mais que todos mintam para Luciana dizendo que adoram ambientes assim, 90% das reclamações do povinho das baias giram em torno das pressões.&lt;br /&gt;Porém,indignação maior não é devido a isso, mas sim, ao fato de que "saber lidar com pressão" é um jogo de palavras que a sempre estratégica gestão de pessoas criou para camuflar sua busca no mercado por pessoas que não absorvam assédios morais. Luciana indiretamente diz: você trabalhará com o Teixeira que por vezes irá te esculachar, mas não é te dado o direito de se abalar e muito menos se rebelar ou protestar.&lt;br /&gt;Certa vez estava lendo um anúncio de um processo de seleção de novos talentos (estagiário) de uma grande multinacional, em que exigia do universitário – geralmente um “recém-mocinho” de 21 anos – experiência de 5 anos (???) na área, inglês e espanhol fluente e habilidades de liderança! Neste caso, deixarei as críticas por sua conta.&lt;br /&gt;Para finalizar, a terceira e última peculiaridade é distorção em aquilo que se espera e o que deveria se esperar de fato de alguém entrante. Independente do cargo, função, atividade e etc., importantes valores como lealdade, hombridade e senso de justiça jamais são requisitados; da mesma forma, jamais presenciei qualquer multinacional exigir maturidade, inteligência e nobreza.&lt;br /&gt; Mediante isso, a questão é saber se verdadeiramente as empresas estão carentes de “hands on” com habilidades interpessoais e de liderança com experiência de 5 anos na área ou de pessoas maduras, leais, inteligentes e justas. Noto que as baias estão abarrotadas de pró-ativos, todavia, raras vezes me deparei com este tipo de perfil verdadeiramente diferenciado que são os nobres.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1661227369921768727-1717553965298494191?l=causoscorporativos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/feeds/1717553965298494191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1661227369921768727&amp;postID=1717553965298494191&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/1717553965298494191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/1717553965298494191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/2009/04/perfil-da-vaga.html' title='Perfil da vaga'/><author><name>Causos Corporativos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05123799913863392447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1661227369921768727.post-3204954517417398849</id><published>2009-03-12T18:28:00.000-03:00</published><updated>2009-03-12T18:30:11.672-03:00</updated><title type='text'>Haroldo e o termômetro da injustiça</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Apesar do toque glamoroso (mesmo que mortadelonico) e teatral, as corporações são essencialmente antros de mágoas, rancores, invejas, iras e egoísmo. Fazendo aqui uma metáfora, as corporações- principalmente as multinacionais – são como aqueles bolos vendidos na porta do metrô, porém com uma cobertura daquelas delícias vendidas nas docerias mais famosas – em um primeiro momento parece lindo, charmoso, mas ao comê-lo de fato, sentirá uma azia tremenda.&lt;br /&gt;Entre os ingredientes deste bolo vendido na porta da estação Artur Alvim, temos a mesquinharia (vide capítulo mesquinharia corporativa), o qual, em determinadas receitas, a dosagem é muito maior, vindo sob a forma de “jogar na cara”. Este termo guarda uma das denominações mais auto-explicativas entre os jargões da língua portuguesa, já que o termo induz alguém acumulando diversos sentimentos mal resolvidos até que seja atingido o cume do senso de injustiça – e então, “joga-se na cara”!&lt;br /&gt;Seria muito mais fácil e menos desgastante emocionalmente se Haroldo, analista de operações, estabelecesse alguns limites ou refletisse melhor se realmente está sendo injustiçado, quando auxilia seus colegas de baias ou, até mesmo, realiza alguma atividade que não sua. A questão é que, primeiramente, Haroldo guarda um sentimento de auto-piedade e injustiça tão dantesco a ponto de já ter desenvolvido uma planilha salva em seu desktop, onde “alimenta” (o termo “alimentar planilhas” será citado na próxima aula de corporatês) tudo que fez “a mais” do que deveria (com informações dispostas em data, favorecidos, descrição e valor emocional – uma espécie de “rate” para cada favor executado).&lt;br /&gt;Obviamente que em todos os setores da vida, uma forma de impor a personalidade é “deixar claro” limites e fazê-lo respeitar quando senti-los ultrapassados. Porém, o termômetro da injustiça de Haroldo vive defasado em 3 graus acima. E para ele não importa o quanto já foi feito a seu favor em outras circunstâncias – não há “rate” negativo na planilha de Haroldo.&lt;br /&gt;Tudo começa quando algo é solicitado a Haroldo além do que é sua obrigação. Cordial e gentilmente, ele recebe muito bem a Mari, esforçando-se, de certa forma, para resolver o problema. Obviamente que, embora tenha havido cordialidade, a pessoa não deixará de estrelar na planilha de Haroldo – e, lógico, a temperatura subirá dois graus na escala Haroldo– diríamos então que subiu 2 graus “haroldos”.&lt;br /&gt;Nada especial: Haroldo apenas ficará um pouco pensativo (significa que durante o seu percurso de volta no meio do agradável trânsito das 18h30 na Marginal Pinheiros, refletirá um pouco sobre os méritos e recompensa de ter feito aquilo). Porém, Mari achou o Haroldo super receptivo e solicito neste primeiro favor, então não hesitará, na próxima semana, em pedir que ele ajude-a novamente na mesma planilha.&lt;br /&gt;Febre instalada! Haroldo se mostrou solicito novamente, porém desta vez, o furacão do sentimento de injustiça saiu do plano da inconsciência. Haroldo atendeu novamente, entretanto desde a hora em que finalizou o trabalho as 16h00 até as 23h00 - pouco antes de dormir - não conseguiu parar de refletir irritadamente sobre o acontecimento.&lt;br /&gt;Trinta e oito graus Haroldo ! No outro dia, ele não conseguia sequer olhar para Mari, no entanto manteve a falsa simpatia, a qual alimentava nela um sentimento de felicidade em trabalhar num local onde as pessoas ajudam e trabalham em grupo. Já em Haroldo, o sentimento era de injustiça e revolta por não ter os “limites individuais” respeitados. De fato, há uma linha muito tênue entre respeitar limites individuais e trabalho mútuo, porém a inconstância do termômetro de Haroldo não o permite definir muito bem esta divisória.&lt;br /&gt;Outra semana, novo reporte da planilha e desta vez foi fatal. Embora Mari tenha sido displicente em ter se acomodado no auxílio de Haroldo, nada justifica a crise de depressão proporcionada em Haroldo. Quarenta graus “haroldos” e ele não agüentou: simplesmente negou o auxílio. Não criou subterfúgios corporativos (na modalidade “estou ocupado no momento”): simplesmente disse: “não vou ajudar”!&lt;br /&gt;Haroldo ficou nervoso, Mari não entendeu nada e a planilha foi entregue errada – então caiu a cobertura e restou só o bolo da porta da estação. Ele alega ter sido sincero em seus sentimentos. E foi! Porém, duvidoso é saber em que estes estão fundados. E ninguém sabe, pois pelo menos, o incômodo jamais havia sido colocado em pauta de forma sutil, quando tudo iniciou.&lt;br /&gt;Alimentou-se planilhas, alimentou-se sentimentos e na hora mais oportuna (ou inoportuna) jogou-se na cara. Pode ser que a displicência do dia-dia corporativo ultrapassou os supostos limites emocionais de Haroldo, mas será que seu pensamento individualista não teria, também, ultrapassado os limites do mutualismo?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1661227369921768727-3204954517417398849?l=causoscorporativos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/feeds/3204954517417398849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1661227369921768727&amp;postID=3204954517417398849&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/3204954517417398849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/3204954517417398849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/2009/03/haroldo-e-o-termometro-da-injustica.html' title='Haroldo e o termômetro da injustiça'/><author><name>Causos Corporativos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05123799913863392447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1661227369921768727.post-5775858909425074010</id><published>2009-03-10T09:49:00.002-03:00</published><updated>2009-03-10T09:55:44.850-03:00</updated><title type='text'>Diário de um talento</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Aqui estou mais um dia&lt;br /&gt;Sob olha sanguinário da chefia&lt;br /&gt;Você não sabe como é caminhar com a cabeça na mira de um RH&lt;br /&gt;Luciana Hauber ou a Isabel mandam embora peão que nem papel&lt;br /&gt;Lá na baia ou no café, mais um cidadão José, servindo  a Alpha, é o gerente de custos que passa fome metido a Roberto Justos &lt;br /&gt;Ele sabe o que eu penso,sabe  o que desejo, o dia está chuvoso e  o clima está tenso. Vários vão ter que sair e eu não quero, mas de um a cem a minha chance é zero.&lt;br /&gt;Será que eu me dei bem na reunião?,&lt;br /&gt;Será que o diretor não entendeu a minha questão?&lt;br /&gt;Manda um recado lá para o Daltão, se estiver pegando a Mari ta ruim na nossa mão.&lt;br /&gt;Ele ainda tá com essa mina ? Pode crer, ela é Maria Gasolina&lt;br /&gt;Trabalhei um dia a menos ou um dia a mais, sei lá...Tanto faz, os dias são iguais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;vou fumar um cigarro, vejo o chefinho passar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Me escondo dele para não me ferrar&lt;br /&gt;Homem é homem, mulher é mulher.Pederasta é diferente, né?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É zoado toda hora, no almoço ou no café, &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Rola uma fofoca que já deu até pro Zé..&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cada talento um padrinho, uma Licença, pouco trampo e grande recompensa&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cada recompensa um motivo, uma história de dádivas,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;fama, vidas e glórias, fofoca, inveja, ódio,sofrimento, &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;despeito, desilusão, ação do tempo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Misture bem essa química. Pronto: eis um novo talento !&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lamentos no corredor, na baia, no happy hour&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao redor do trampo, em todos os cantos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas eu conheço o sistema, amigão, hã...Aqui não tem santo.&lt;br /&gt;Rátátátá... preciso evitar que um safado faça meu filme queimar&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Minha palavra de honra me protege&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;pra viver no país dos cafajestes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tic, tac, já são 9h40.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O relógio da empresa anda em velocidade violenta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ratatatá, a corporativa vai chegar&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como gente de bem, apressada, católica.Com seu jornal, insatisfeita, hipócrita.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com raiva por dentro, procurando por um alento&lt;br /&gt;Olhando pra todos, arrogante e nojenta. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não sei por que não, ela é tão avarenta&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Minha vida não tem tanto valor quanto seu celular, seu computador.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje, tá difícil, fechamento trimestral&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Muita correria e a pressão é desleal&lt;br /&gt;Alguns companheiros têm a mente mais fraca.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não suportam o seu sucesso, arruma quiaca.&lt;br /&gt;Graças a Deus e à Virgem Maria &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;que o diretor se afastou por alguns dias.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A sua sala no andar de cima tá fechada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desde terça-feira ninguém abre pra nada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;na mesa, a chave do cofre e  o segredo&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tinha também uns documentos e dinheiro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Qual que foi? Quem sabe? Não conta.&lt;br /&gt;era ele e mais três armando uma ponta &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nada deixa um estagiário tão doente &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;quanto a efetivação de um concorrente&lt;br /&gt;Aí moleque, me diz, então, vc quer o que,&lt;br /&gt;a vaga tá lá esperando você,&lt;br /&gt;pega seu final de semana sossegado,&lt;br /&gt; seu currículo internacional e limpa o rabo,&lt;br /&gt;a vida corporativa é sem futuro,&lt;br /&gt;sua cara fica branca 24 horas dando duro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já ouviu falar de Lúcifer,&lt;br /&gt;que veio do inferno com moral um dia,&lt;br /&gt;com a analista Lu não, ele é só mais um&lt;br /&gt;fazendo entrevista para tesouraria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui tem fulano do Mackenzie e da FEA-USP, ESPM,&lt;br /&gt;Poli, PUC e também do ITA, das federais&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um analista “dos bons” tem moral lá nas baias,&lt;br /&gt;para a Alpha é só um número, mais nada&lt;br /&gt;9 unidades, 7000 homens que custam em média 3.000,00 reais por mês cada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses dias o chefinho veio aí, trouxe umas buxas, uns desaforos, enfim&lt;br /&gt;Disse que o pilantra do Saldanha voltou com tapete vermelho e pompas do exterior&lt;br /&gt;“Pagando” de chefão, ele humilha, assedia, com caneta Mont Blanc e outras regalias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ei Serginho vem cá, e  o Fonseca onde é que está ? Lembra esse diretor que tentou te afastar ?&lt;br /&gt;- Desse cara eu tenho ranço, pilantra, corno manso, deixava a gente louco e dava muito nó. O Leandro era estagiário e quase um menor, foi mandado embora sem nenhuma dó&lt;br /&gt;Esse gente me incomoda, ser cafajeste tá na moda, o mundo roda, ele pode se queimar. .  .&lt;br /&gt;Não, já já, os processos estão aí, eu quero mudar, eu quero sair, tenho que escapar desse fulano, sem papo e sem engano &lt;br /&gt;Amanheceu com sol, dois de outubro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Conversas sobre praia e lamentos de tudo &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De madrugada eu senti um calafrio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não era do vento, não era do frio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lembrei que não mandei o e-mail lá pro Rio&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lealdade em empresas é uma lenda&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Simulam uma  paz, com encobertas desavenças&lt;br /&gt;Se um salafrário sacanear alguém, &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vinganças vão existir sem a ciência de ninguém&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agora é guerra com certeza,&lt;br /&gt;divulgação do resultado da empresa !&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; A maioria se deixou envolver&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por fofocas de alguém que não tem nada a perder.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dois gestores considerados passaram a discutir.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas não imaginavam o que estaria por vir. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um Trainee, dois analistas mais dois estagiários&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma maioria de funcionário primário.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Era a brecha que a diretoria queria.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Avise o RH, chegou o grande dia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Farpas por e-mail e em cópia muita gente&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Reuniões e discussões a coisa tá ficando quente&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ratatatá, é vinho branco e caldeirada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;o diretor foi almoçar, que se dane a molecada!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Restaurante muito fino, Rubayat, fogo de chão&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;refrigerante dolly e  marmitex pro peão&lt;br /&gt;O ser humano é descartável em empresas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A hierarquia vale mais que a nobreza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A sacanagem não fica evidente&lt;br /&gt;Esconde aquilo que está na sua frente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ratatatá! Dinheiro jorra como água.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Politicagem e interesse, feche o nariz&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;sem pretexto, sem escrúpulo,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;sem caráter, sem decoro,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;você demora a perceber, &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;como é grande o desaforo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No fundo do poço, vestidos de terno,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Adolf Hitler sorri no inferno! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Robocop dos gestores é frio, não sente pena.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Só ódio e ri como a hiena.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ratatatá, o Saldanha e sua gangue &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;vão se esbaldar com muito vinho e champanhe&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas quem vai acreditar no meu depoimento?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Atenciosamente, é um diário de um talento.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1661227369921768727-5775858909425074010?l=causoscorporativos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/feeds/5775858909425074010/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1661227369921768727&amp;postID=5775858909425074010&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/5775858909425074010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/5775858909425074010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/2009/03/diario-de-um-talento.html' title='Diário de um talento'/><author><name>Causos Corporativos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05123799913863392447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1661227369921768727.post-8032134453778773554</id><published>2009-03-09T13:20:00.001-03:00</published><updated>2009-03-09T13:23:39.649-03:00</updated><title type='text'>E-mail de despedida</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não importa quantas vezes já tenha visto, nunca me canso de dar risada do quão ridículo são os e-mails de despedida. Hipocrisia, bajulação e mentira são poucos adjetivos para descrever essa etapa medíocre do cotidiano das empresas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo segue a versão comentada de um exemplo clássico do mundo corporativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caros amigos da Alfa,&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Colegas escravos,&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Chegou a minha vez de me despedir de todos vocês. Os últimos anos foram magníficos no desenvolvimento da minha carreira, mas é hora de partir em busca de novos desafios profissionais.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Estou caindo fora desta merda. Após anos de exploração sem sentido, baixo salário e horas-extras não remuneradas, finalmente consegui arrumar um emprego melhor que este (o que não quer dizer grande coisa).&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de deixar meus agradecimentos a todas as pessoas que de alguma forma me ajudaram durante todos estes anos. Sei que posso acabar esquecendo alguém, mas algumas delas merecem uma saudação a parte:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Abaixo segue a lista das pessoas que transformaram a minha vida num inferno durante todos estes anos. Existem muitos outros fdps, mas não consigo lembrar o nome de todos:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;1) Em especial fica um forte abraço para o Teixeira, meu chefe ao longo desta jornada, pelo aprendizado, dicas e também broncas;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1) Maldito fdp, jamais cumpriu sequer uma das promessas que me fez. Sempre de mau humor, consegue a todo o momento desmotivar a equipe com sua incompetência e métodos pré-históricos de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;2) Para toda a equipe da Área de Pessoas, em especial para a Luciana.Hauber, pela simpatia, disposição em resolver meus problemas e também por ter me selecionado (hehe);&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2) A vaca do RH, pelo mau humor cotidiano e clara insatisfação em ajudar quem quer que seja.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;3) A toda equipe de TI, que prontamente solucionou inúmeros problemas em nosso sistema;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3) As incompetentes da área de sistema, que demoram uma eternidade pra resolver qualquer problema em nossas máquinas, e normalmente o fazem com cara feia e má vontade.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;4) A equipe do nosso escritório Regional do Rio de Janeiro, pela ajuda com nossos eventos;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4) Aos sanguessugas do escritório regional, incapazes de resolver qualquer problema por conta própria, fizeram eu perder inúmeros finais de semana para ajudar em situações que eles criaram&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica aqui o meu grande abraço para todos vocês, pelas risadas, happy-hours, problemas resolvidos e desafios enfrentados. Tenho orgulho de ter feito parte desta família maravilhosa.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Adeus para todos. Chega de fofoca, baixo nível, picuinha e palhaçada.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que conversaremos em breve.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nunca mais quero ver nenhum de vocês.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Abraços&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;VTNC&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Paulinho&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1661227369921768727-8032134453778773554?l=causoscorporativos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/feeds/8032134453778773554/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1661227369921768727&amp;postID=8032134453778773554&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/8032134453778773554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/8032134453778773554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/2009/03/e-mail-de-despedida.html' title='E-mail de despedida'/><author><name>Causos Corporativos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05123799913863392447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1661227369921768727.post-2437524816235146520</id><published>2009-03-09T10:55:00.001-03:00</published><updated>2009-03-09T11:02:02.513-03:00</updated><title type='text'>Escritórios corporativos: uma grande cocheira!</title><content type='html'>O dicionário Michaelis define baia como “Trave ou tábua para separar, nas cavalariças, as cavalgaduras umas das outras. 2 Compartimento individual para cavalgaduras numa cavalariça; boxe. 3 Porta rústica de paus trançados”. Portanto, é de se esperar que as baias sejam encontradas em cocheiras, para separar um cavalo do outro.&lt;br /&gt;Porém, o modo corporativo de organizar o trabalho mudou isso. Os corporativos se gabam muito por movimentar milhões de dólares diariamente (ainda que nenhum centavo desse dinheiro seja seu...), ter ganhado da empresa um aparelho celular com touch screen e um notebook recondicionado, estar envolvidos no core business da empresa (palavras em inglês nesse meio são muito valorizadas) e enviar diariamente reports ao LARHQ (Latin America Regional Head Quarter), localizado em Miami, para algum outro latino safado que, por trabalhar nos EUA, só aceita emails em inglês, uma vez que português e espanhol são idiomas do terceiro mundo que ele já deixou para trás há muito tempo e para onde não tem a menor intenção de retornar. Todavia, apesar de toda essa suposta pompa, em geral os corporativos passam 80% de seu tempo enfiados em suas baias no escritório. Sim: as mesas de trabalho nos escritórios estão separadas em baias, exatamente como nas cocheiras! E analisando-se bem, nota-se que os corporativos são realmente como cavalos (pangarés, claro): trabalham o dia inteiro em troca de um pouco de comida (no caso, em troca de um salário medíocre e um falso status profissional), não tem horário para nada, correm o tempo todo, levam esporadas a todo momento, são guiados por rédeas curtas, têm que agüentar um infeliz montado em cima de suas costas o dia inteiro (gerentes incompetentes, diretores falastrões, colegas de trabalho canalhas, dentre outras figuras caricatas do show business corporativo) e, logicamente, passam boa parte do seu tempo em baias!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1661227369921768727-2437524816235146520?l=causoscorporativos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/feeds/2437524816235146520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1661227369921768727&amp;postID=2437524816235146520&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/2437524816235146520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/2437524816235146520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/2009/03/escritorios-corporativos-uma-grande.html' title='Escritórios corporativos: uma grande cocheira!'/><author><name>Causos Corporativos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05123799913863392447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1661227369921768727.post-5658549336888100863</id><published>2009-03-05T11:23:00.000-03:00</published><updated>2009-03-05T11:24:07.676-03:00</updated><title type='text'>10 dicas para se passar por alguém atarefado (e ganhar pontos no mundinho)</title><content type='html'>1 – Nunca chegue ao escritório de mãos abanando. A dica aqui é passar numa padaria e levar um saquinho com pães de queijo e uma Coca-Cola. Não ter tempo para comer é bem visto na empresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 – Leve a gravata na sexta-feira e a deixe sobre sua mesa. Se te questionarem o porquê daquilo, diga que talvez tenha que passar no cliente no final do dia. Na sexta-feira seguinte, use outra desculpa. Diga que tem uma festa importante para ir à noite, mas que, por causa do grande volume de trabalho, terá que ir direto do trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 – Pelo menos uma vez ao dia desconecte seu laptop da base e caminhe com ele até uma das extremidades do escritório, com a testa franzida e olhando para o horizonte. Vão pensar que você tem algo muito importante para resolver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 – Nas comemorações dos aniversariantes do mês, chegue atrasado, de preferência após o Parabéns. Entre na sala, coma uma coxinha, puxe o saco de alguém acima de você na hierarquia e diga: “bom, pessoal. Deixa eu voltar lá. Tem um monte de ‘buxa’ pra resolver ainda...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 – Se alguém ligar no seu ramal (seja quem for) pedindo uma ajuda sua na mesa dele, diga: “me dá 10 minutinhos?!? To no meio de um raciocínio muito importante aqui”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 – Mantenha sempre, não importa o que esteja fazendo, uma planilha de Excel e uma apresentação de PowerPoint abertas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 – Faça xingamentos esporádicos em inglês ao longo do dia na frente do computador: “Shit!”! “God Dammed!” “Fucking bastard!”. Isso mostra que está estressado e lutando contra as muitas coisas que tem para fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 – Relute muito para aceitar convites de almoço, happy hours e afins. Diga que está cheio de coisas e que não sabe se poderá ir. Se decidir ir, chegue atrasado e dê um jeito de sair mais cedo que os demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9 – Mande emails em horários esdrúxulos. Faça assim: no dia que estiver com insônia, acesse o seu email da empresa e mande uma mensagem copiando, pelo menos, algum chefe e alguém subordinado a você. Se você não tem insônia, mande emails antes das 8h da manhã copiando as mesmas pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10 – Por fim, exagere nas abreviações nos emails. Use “asap” (as soon as possible), “Abs” (abraços), “BR” (Best regards)”, etc.  Gente atarefada, não pode perder tempo escrevendo muito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1661227369921768727-5658549336888100863?l=causoscorporativos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/feeds/5658549336888100863/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1661227369921768727&amp;postID=5658549336888100863&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/5658549336888100863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/5658549336888100863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/2009/03/10-dicas-para-se-passar-por-alguem.html' title='10 dicas para se passar por alguém atarefado (e ganhar pontos no mundinho)'/><author><name>Causos Corporativos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15022248989997227390</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1661227369921768727.post-7126255109881757948</id><published>2009-03-04T16:20:00.001-03:00</published><updated>2009-03-04T16:20:32.787-03:00</updated><title type='text'>Estimulando a diferença social</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;A corporação é um excelente exemplo de como criar e incentivar a diferença social. Comumente, o cargo e a pessoa se confundem. Ou você acha que o gerente sênior consegue admitir que você, estagiário de administração de vendas (praticamente um rato na pirâmide), conhece Paris melhor do que ele? Não seja ingênuo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os exemplos são infinitos. Tentaremos ilustrar aqui um dia comum, com toda a sua esfera de preconceito.&lt;br /&gt;Chegando ao portão da empresa, já logo se depara com aquele estacionamento gigantesco para 500 carros onde pouco mais de 300 vagas são ocupadas. Conseguir uma vaga dentro da empresa é como conseguir uma vaga no Céu. Mas Deus, nesse caso, é Luciana Hauber, a menininha do RH, que faz de tudo para deixar o maior número de pessoas de fora desse oásis. E por que isso? Simples: vice-presidentes, diretores, gerentes e coordenadores não podem ter seus belos Corollas, Tucsons e Vectras misturados com Pálios, Gols, KAs, Unos... Ainda no estacionamento, reparem como as vagas são organizadas: diretores têm vagas cobertas a menos de 20m da porta de entrada; gerentes, as próximas vagas e, lá no final, as vagas dos coordenadores. E o resto? Ah, o resto pára em qualquer lugar! Por conta da empresa? Não, não! A lei é clara: esse benefício não é obrigatório!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na hora do almoço, a diferença se faz clara novamente. Diretores e gerentes sênior não ganham ticket; ganham o famoso cartão corporativo. Com ele podem conhecer lugares que nuuuuuunca teriam condições de ir como “PF”. E a qualidade do almoço vai crescendo como um gráfico, dia após dia da semana. É segunda no Ráscal, terça no Barbacoa, quarta é dia Fogo de Chão, Quinta vão no Gero e sexta fecham com Figueira Rubayat! Quanto luxo! Quanto desperdício!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No próximo degrau da escadinha corporativa, estão os demais gerentes. Em algumas empresas, seus vouchers diários para refeição (o famoso “Tique”, para os peões) são uns 30% maior que o do resto dos funcionários. Isso permite a eles irem ao melhores restaurantes, com extravagâncias periódicas. Mas o que chama a atenção neles é o horário que saem para almoçar. Reparem: nunca saem ao meio-dia! É, no mínimo, 12h50! Afinal, vai que eles encontram o estagiário no mesmo restaurante, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No próximo nível estão os meus preferidos: coordenadores e analistas-sênior. Esses são demais! São aqueles que querem ser, mas não são (quase) nada na empresa. Mas como querem ser, copiam os que são. Apesar de terem que bater cartão, o que exige que sua chegada seja entre 8h e 8h30, eles não saem ao meio-dia tampouco. Estão caindo de fome, mas meio-dia é horário de chão de fábrica, de proletário, de baixo escalão. Eles acham que não são nada disso! Saem 12h50, ganham o ticket normal da companhia, mas vão a restaurantes “de gerente” todo dia. Resultado: é dia 15 e não têm mais do que R$ 30 nos seus Smart VR.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou pular agora os demais profissionais do meio da pirâmide (porque não tem graça) e vou para os lá de baixo! Ah, o pessoal de adm de vendas, TI, produção... Eles não ganham nem ticket! E tem que bater cartão até na hora do almoço! Resultado: é marmita na copa, brother! E ao meio-dia! É marmita e Coca 2L!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim é que se almoça nessa torre de babel corporativa! E eu sempre me pergunto: porque uns podem almoçar melhor do que outros? Salários diferentes, dá para entender. Benefícios diferentes, também! Mas... ticket!?!?!?!?!? Não é um pouco estranho dizer que esse tem que comer melhor do que aquele? Que este estômago é mais nobre do que aquele?  Não sei se estou viajando, mas, isso, eu não compreendo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a diferença não pára aí não! Uns têm ar-condicionado no local de trabalho, outros não. Uns podem tirar uns dias, outros não. Uns batem cartão, outros não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda temos que agüentar a tal da Responsabilidade Social empresarial... Dizendo que fazem bem para a sociedade em que estão inseridas, blábláblá. Mas não cuidam nem da diferença social dentro de suas próprias micro-sociedades... Quanta hipocrisia.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1661227369921768727-7126255109881757948?l=causoscorporativos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/feeds/7126255109881757948/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1661227369921768727&amp;postID=7126255109881757948&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/7126255109881757948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/7126255109881757948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/2009/03/estimulando-diferenca-social.html' title='Estimulando a diferença social'/><author><name>Causos Corporativos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15022248989997227390</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1661227369921768727.post-1608565168086798095</id><published>2009-02-14T17:54:00.003-02:00</published><updated>2009-02-14T18:53:52.587-02:00</updated><title type='text'>Justiça corporativa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leandro leal (estagiário):&lt;/strong&gt; Teixeira, sei que conforme a planilha do pr.....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Teixeira (supervisor):&lt;/strong&gt; PRAXEDES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leandro leal (já hesitante):&lt;/strong&gt; ééé exatamente, do praxedes, conforme a planilha do praxedes, 2+2 =5. .eu sei que essa planilha sempre contribuiu para nós, mas estive fazendo uma análise esta semana, e conforme você pode verificar nesta memória de cálculo, 2+2=4 e, além d. . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Teixeira (irritadíssimo):&lt;/strong&gt; O que ?????? Ollha, eu não acredito que você está me dizendo isso! Leandro, eu estou a 27 anos no mercado e não sei se você sabe, trabalhei com Praxedes 10 anos e em duas empresas e você, qual é a sua experiência ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leandro Leal (suando frio)&lt;/strong&gt; nen . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Teixeira (possesso):&lt;/strong&gt; NENHUMA, eu sei ! Então, Leandro, por favor, não venha questionar o que não sabe, e essa sua memória de cálculo, você pode rasgar e deletar pra sempre este arquivo do seu computador . . .O que você tem de aprender, que trabalhar em empresa, não é que nem os trabalhinhos que você faz na faculdade !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leandro Leal (quase chorando)&lt;/strong&gt; : qual é a recomendação então ?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Teixeira:&lt;/strong&gt; Leandro, por favor, trabalhe com 2+2=5 . .. e agora, você me dá licença que eu tenho muita “buxa” para resolver&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DIAS DEPOIS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cris (secretária):&lt;/strong&gt; Alô Teixeira, o Fonseca está te aguardando na sala de reunião urgente! A cara dele não é nada boa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;30 SEGUNDOS DEPOIS NA SALA DE REUNIÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Teixeira (piscando de medo):&lt;/strong&gt; bom dia Fonseca, tudo bem ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonseca (diretor comercial):&lt;/strong&gt; TEIXEIRA, TUDO BEM É O CARA?#$%&amp;amp; . . .você está brincando comigo ???? O que você pensa da Alpha ???? O que você pensa de mim ??? E de você???? O que você faz essas 8 horas todos os dias aqui ???? Acho que nada, depois da merda que você me colocou nesse relatório&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Teixeira ( já pensando em procurar emprego):&lt;/strong&gt; desculpe Fonseca, não estou enten . . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonseca (ainda nervoso):&lt;/strong&gt; acabei de passar uma das maiores vergonhas da minha vida na reunião com os clientes ontem!Após ter dito para o pessoal da Beta que 2+2=5, eles começaram a gargalhar incessantemente.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Teixeira:&lt;/strong&gt; entendo mas conforme a planilha do Pr...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonseca:&lt;/strong&gt; quantas vezes eu te pedi para atualizar a planilha do Praxedes ? 2+2=4 em todos os lugares, aqui, no Rio, na China, na Bahia ! Você já preparou alguma memória de cálculo ???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Teixeira (sempre acompanhado de seu ótimo caráter):&lt;/strong&gt; eu não sei o que acontece com o Leandro. Eu cansei de adverti-lo que 2+2=4! Cansei de pedir para fazer memória de cálculo, é impressionante, mas o menino demora para entender as coisas !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonseca (irritado):&lt;/strong&gt; chama ele aqui !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 MINUTOS DEPOIS&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Leandro (curioso):&lt;/strong&gt; Bom dia, Sr. Fonseca&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Fonseca:&lt;/strong&gt; a respeito daquela memória de cálculo . .&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leandro (sorridente e assertivo):&lt;/strong&gt; ah, já deletei !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonseca (furioso ao extremo):&lt;/strong&gt; Teixeira, estou saindo desta sala agora!!!! Por favor, tome as providências!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;APÓS FONSECA SAIR BATENDO A PORTA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Teixeira:&lt;/strong&gt; Olha Leandro, na verdade queríamos dar um feed-back para você. Embora você esteja se esforçando bastante, seu desempenho está bastante aquém do que a Alpha espera. Chances já foram dadas, mas infelizmente não podemos continuar algo que já não vem dando certo. Não encare isso como demissão, mas como uma chance de recomeço em outro lugar que você possa se adaptar melhor, e eu tenho certeza de que você terá bastante sucesso em sua carreira ! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1661227369921768727-1608565168086798095?l=causoscorporativos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/feeds/1608565168086798095/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1661227369921768727&amp;postID=1608565168086798095&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/1608565168086798095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/1608565168086798095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/2009/02/justica-corporativa.html' title='Justiça corporativa'/><author><name>Causos Corporativos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05123799913863392447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1661227369921768727.post-179885816363926776</id><published>2009-02-13T10:20:00.004-02:00</published><updated>2009-02-13T10:31:59.078-02:00</updated><title type='text'>A Arte de Delegar</title><content type='html'>Prezados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecem a ler este post do final para o começo, seguindo a ordem cronológica dos emails.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa diversão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;___________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;De:&lt;/strong&gt; &lt;a href="mailto:carlos@beta.com.br"&gt;carlos@beta.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Enviada em:&lt;/strong&gt; terça-feira, 11 de novembro de 2008 19:48&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para:&lt;/strong&gt; &lt;a href="mailto:jorge.miguel@alfa.com"&gt;jorge.miguel@alfa.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Assunto:&lt;/strong&gt; Envio de Material Empresa Alfa&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Prioridade:&lt;/strong&gt; Alta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom dia Jorge,&lt;br /&gt;Infelizmente não temos como atender a sua solicitação. Não há disponibilidade do material solicitado.&lt;br /&gt;Há mais alguma coisa que possamos fazer para te ajudar?&lt;br /&gt;Abraços,&lt;br /&gt;Carlos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;___________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;De:&lt;/strong&gt; &lt;a href="mailto:luis@beta.com.br"&gt;luis@beta.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Enviada em:&lt;/strong&gt; segunda-feira, 10 de novembro de 2008 13:12&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para:&lt;/strong&gt; &lt;a href="mailto:carlos@beta.com.br"&gt;carlos@beta.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Assunto:&lt;/strong&gt; Re: FW: FW: FW:FW: Envio de Material Empresa Alfa&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Prioridade: &lt;/strong&gt;Alta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FYI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luis&lt;br /&gt;___________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;De:&lt;/strong&gt; &lt;a href="mailto:paula@beta.com.br"&gt;paula@beta.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Enviada em:&lt;/strong&gt; segunda-feira, 10 de novembro de 2008 10:05&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para:&lt;/strong&gt; Re: FW: FW: FW: &lt;a href="mailto:luis@beta.com.br"&gt;luis@beta.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Assunto:&lt;/strong&gt; Envio de Material Empresa Alfa&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Prioridade:&lt;/strong&gt; Alta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luis,&lt;br /&gt;Conforme email abaixo, não temos mais Dispo desse material.&lt;br /&gt;Bjs,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulinha&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Enviado através do meu BlackBerry® da Nextel&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;___________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;De:&lt;/strong&gt; &lt;a href="mailto:marcelo@beta.com.br"&gt;marcelo@beta.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Enviada em:&lt;/strong&gt; sexta-feira, 7 de novemrbo de 2008 18:13&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para:&lt;/strong&gt; &lt;a href="mailto:paula@beta.com.br"&gt;paula@beta.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Assunto:&lt;/strong&gt; Re: FW: FW: FW:Envio de Material Empresa Alfa&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Prioridade: &lt;/strong&gt;Alta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oi Paulinha,&lt;br /&gt;Tudo bem? Espero que sim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha, infelizmente não temos mais esse material em estoque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bjos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;___________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;De:&lt;/strong&gt; &lt;a href="mailto:paula@beta.com.br"&gt;paula@beta.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Enviada em:&lt;/strong&gt; quinta-feira, 6 de novembro de 2008 16:22&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para: &lt;/strong&gt;&lt;a href="mailto:marcelo@beta.com.br"&gt;marcelo@beta.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Assunto:&lt;/strong&gt; Re: FW: FW: FW: Envio de Material Empresa Alfa&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Prioridade:&lt;/strong&gt; Alta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcelo,&lt;br /&gt;Alguma novidade?&lt;br /&gt;Paulinha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Enviado através do meu BlackBerry® da Nextel&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;___________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;De:&lt;/strong&gt; &lt;a href="mailto:luis@beta.com.br"&gt;luis@beta.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Enviada em:&lt;/strong&gt; terça-feira, 4 de novembro de 2008 12:34&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para:&lt;/strong&gt; &lt;a href="mailto:paula@beta.com.br"&gt;paula@beta.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Assunto:&lt;/strong&gt; Re: FW: FW: Envio de Material Empresa Alfa&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Prioridade:&lt;/strong&gt; Alta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paula,&lt;br /&gt;Favor verificar.&lt;br /&gt;Obrigado,&lt;br /&gt;Luis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;___________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;De:&lt;/strong&gt; &lt;a href="mailto:carlos@beta.com.br"&gt;carlos@beta.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Enviada em:&lt;/strong&gt; segunda-feira, 3 de novembro de 2008 10:33&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para:&lt;/strong&gt; &lt;a href="mailto:luis@beta.com.br"&gt;luis@beta.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Assunto: &lt;/strong&gt;Re: FW Envio de Material Empresa Alfa&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Prioridade:&lt;/strong&gt; Alta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luis,&lt;br /&gt;Como estamos com esse processo?&lt;br /&gt;Abraços;&lt;br /&gt;Carlos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;___________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;De:&lt;/strong&gt; &lt;a href="mailto:jorge.miguel@alfa.com"&gt;jorge.miguel@alfa.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Enviada em:&lt;/strong&gt; sexta-feira, 31 de outubro de 2008 16:25&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para:&lt;/strong&gt; &lt;a href="mailto:carlos@beta.com.br"&gt;carlos@beta.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Assunto:&lt;/strong&gt; Re: Envio de Material Empresa&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AlfaPrioridade:&lt;/strong&gt; Alta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa tarde Carlos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não recebi nenhuma posição sobre o envio do material. Por favor me posicione com relação ao prazo urgentemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abs,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge Miguel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;___________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;De:&lt;/strong&gt; &lt;a href="mailto:paula@beta.com.br"&gt;paula@beta.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Enviada em:&lt;/strong&gt; terça-feira, 7 de outubro de 2008 14:35&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para:&lt;/strong&gt; &lt;a href="mailto:marcelo@beta.com.br"&gt;marcelo@beta.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Assunto:&lt;/strong&gt; FW: FW: FW: FW:Envio de Material Empresa Alfa&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Prioridade:&lt;/strong&gt; Alta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcelo,&lt;br /&gt;Por favor entre em contato com o pessoal de logística e agende essa entrega&lt;br /&gt;Bjs,&lt;br /&gt;Paulinha&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Enviado através do meu BlackBerry® da Nextel&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;___________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;De:&lt;/strong&gt; &lt;a href="mailto:luis@beta.com.br"&gt;luis@beta.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Enviada em:&lt;/strong&gt; terça-feira, 7 de outubro de 2008 14:34&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para:&lt;/strong&gt; &lt;a href="mailto:paula@beta.com.br"&gt;paula@beta.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Assunto:&lt;/strong&gt; FW: FW: FW:Envio de Material Empresa Alfa&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Prioridade:&lt;/strong&gt; Alta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paula,&lt;br /&gt;Favor verificar isso.&lt;br /&gt;Obrigado,&lt;br /&gt;Luis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;___________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;De:&lt;/strong&gt; &lt;a href="mailto:carlos@beta.com.br"&gt;carlos@beta.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Enviada em:&lt;/strong&gt; segunda-feira, 6 de outubro de 2008 10:33&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para:&lt;/strong&gt; &lt;a href="mailto:luis@beta.com.br"&gt;luis@beta.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Assunto:&lt;/strong&gt; FW: FW: Envio de Material Empresa Alfa&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Prioridade:&lt;/strong&gt; Alta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luis,&lt;br /&gt;É com você!&lt;br /&gt;Abraços;&lt;br /&gt;Carlos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;___________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;De:&lt;/strong&gt; &lt;a href="mailto:jorge.miguel@alfa.com"&gt;jorge.miguel@alfa.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Enviada em: &lt;/strong&gt;sexta-feira, 3 de outubro de 2008 16:25&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para:&lt;/strong&gt; &lt;a href="mailto:carlos@beta.com.br"&gt;carlos@beta.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Assunto:&lt;/strong&gt; FW: Envio de Material Empresa Alfa&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Prioridade:&lt;/strong&gt; Alta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa tarde Carlos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme acordado em nossa reunião de hoje, fico no aguardo do envio do material para nosso evento no dia 11/11&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge Miguel&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1661227369921768727-179885816363926776?l=causoscorporativos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/feeds/179885816363926776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1661227369921768727&amp;postID=179885816363926776&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/179885816363926776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/179885816363926776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/2009/02/prezados-comecem-ler-este-post-do-final.html' title='A Arte de Delegar'/><author><name>Causos Corporativos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15022248989997227390</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1661227369921768727.post-8182550892958719381</id><published>2009-02-10T11:44:00.000-02:00</published><updated>2009-02-10T11:45:07.547-02:00</updated><title type='text'>High Potential. Low Results.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Imaginem aquele óbvio cartaz do Programa de Trainee:  pessoas ao redor de uma mesa numa sala de reunião e um cara de pé, meio rindo como se estivesse com o controle da situação, usando uma gravata vermelha descolada, laptop aberto na sua frente, mangas arregaçadas e sorriso maroto, como se fosse uma mistura do cara da propaganda da Gillette com o da Colgate. Eis o nosso personagem: o “High Potential”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se James Bond tem a sua “licença para matar”, o high potential tem, dentre outras, a “licença para fazer merda”, respaldada pelos seus padrinhos corporativos (ou, como preferem chamar no mundo corporativo, dos tutores).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo começou naquela dinâmica de grupo na qual Luciana Hauber, a nossa menininha do RH, ficou encantada com a postura, colocação e apresentação do nosso High Potential (vejam bem: o high potential não tem nome. Basta a sua denominação para caracterizá-lo e identificá-lo):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Gente, adorei aquele moço. Que postura, que colocação, que apresentação. Ele é diferenciado. É um high potential.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, apesar de achar, Lu não tem muuuuito poder dentro da organização. Sua função é selecionar os “talents” e mandar para os gerentes entrevistarem. A diferença aqui é que estamos falando de um Programa de Trainee, onde a cotação sobe: quem vai entrevistar são os diretores dessa vez. E diretores (vulgo Deuses), não selecionam talents, they hire high potential personnel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrevista feita, high potential contrato. O show está começando. Esse cara está com a moral explodindo no limitado mundo em que está inserido: a sua empresa. Fica 12 meses rodando de área em área para entender os processos, como observador, claro. Passado esse período, é alocado naquele departamento que mais se identificou: Desenvolvimento de Negócios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo vai passando, meses, até anos, e sua reputação permanece intacta. Afinal, ele é o High Potential. Está em todas as festas, eventos patrocinados pela empresa, sai como capa da revista corporativa e, principalmente, é envolvido em todos os projetos especiais. Reparem nisso: o o high potential sempre está nos principais projetos, mas, de fato, nunca é responsável por nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os anos passam na mesma proporção em que suas promoções e seus ganhos vão aumentado. Nessa altura, passados 5 anos desde a sua entrada, já é um Gerente Pleno de Desenvolvimento de Negócios, Corolla na garagem, R$ 12.000,00 no bolso por mês. Enquanto isso, seus pares ainda não possuem o benefício do carro tampouco ganham o mesmo salário. Mas tudo se explica: o high potential é um high potential, sabe? E um dia, quem sabe um dia, trará um retorno esplêndido para a corporação. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1661227369921768727-8182550892958719381?l=causoscorporativos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/feeds/8182550892958719381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1661227369921768727&amp;postID=8182550892958719381&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/8182550892958719381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/8182550892958719381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/2009/02/high-potential-low-results.html' title='High Potential. Low Results.'/><author><name>Causos Corporativos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15022248989997227390</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1661227369921768727.post-457763208340668026</id><published>2009-02-10T09:20:00.003-02:00</published><updated>2009-02-10T09:59:47.798-02:00</updated><title type='text'>HAPPY HOUR</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Logo que adentra em uma grande empresa, o funcionário passa por uma série de atividades recreativas denominadas integração (ganhará uma postagem). Porém, a grande chance do cidadão se entrosar de fato com o restante do povinho é nos Happy Hour, vulgo HH. Não só para entrosamento, mas também para diversas outras finalidades o evento serve. Alguns lá vão para lamentar seus infortúnios; outros vão para comemorar suas ascensões; alguns, para despedir-se; muitos vão para fofocar; muitos, mas muitos mesmo vão para maldizer. Porém quase ninguém vai para se divertir.&lt;br /&gt;Conforme já citado em textos anteriores: em empresas “there´s no free lunch”. Dizer que pessoas se divertem em empresa beira a ingenuidade. E seria inocente demais prever um happy hour sem maldades. Desta forma não teria quorum! Um gerente de médio porte não perderia seu tempo num Happy Hour caso não houvesse bons babados.&lt;br /&gt;No dia em que Teixeira caiu, não havia mais mesas no bar, tamanha a quantidade de fofoqueiros das baias que foram ao happy hour, propositalmente agendado para falar sobre o assunto.&lt;br /&gt;Logicamente que ninguém deixou claro isso - Lembremos sempre: empresas são meras representações, teatros. Quando a secretária Cris ouviu no café que Teixeira havia sido demitido, já combinou instantaneamente um HH, com o intuito de “comemorar o fechamento do mês” – ela é uma pessoa muito gozada - diríamos, uma arlequim.&lt;br /&gt;Cris é a palhaça que saiu do circo só para vê-lo pegando fogo de camarim. Afinal, lembremos sempre: as corporações são grandes circos e os palhaços, os colaboradores (ou seja, você - parto do pressuposto, que não chegas nem perto de ser acionista desta empresa bilionária), uma vez que ficam confinados nessas baias 14 horas por dia, fazendo gracejos para cair na graça daqueles de níveis hierárquicos suepriores.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enfim, é perfeitamente coerente alegarmos que o “HH” é uma maneira que os palhaços encontraram para assistir o circo pegando fogo. E bota álcool neste fogo! os HH são invariavelmente regados a chopp, caipirinhas e, dependendo dos níveis hierarquicos, muito uísque. Os palhaços menos espertos se alcoolizam bastante e acabam falando demais, consequentemente incendiando deveras o circo. No entanto, esquecem que amanhã pela manhã voltarão a se apresentar (trabalhar) no mesmo picadeiro, o que é bastante perigoso devido às suas línguas deveras compridas.&lt;br /&gt;Os palhaços mais espertos fingem beber, assim, ouvem o que os menos têm a confessar. Sabendo disso, os palhaços mais experientes pressionam todos a beberem bastante. A Cris até pediu mais um chopp para Mário César; ela disse que este seria por conta dela, pois o Mário César estava bebendo pouco hoje (entenda: bebendo pouco, se abrindo pouco).&lt;br /&gt;Aranha - gerente do fiscal - é palhaço de décadas; pede ao todo - durante três horas - apenas uma dose de uísque, porém seu copo parece sempre transbordando, afinal sempre coloca pedrinhas de gelo a mais (rouba dos baldes de cerveja dos palhaços pinguços) para continuar derretendo e enchendo seu copo. Isso lhe permite ouvir todas as fofocas, sem contar sequer alguma.&lt;br /&gt;Ele fica enrolando a conversa com frases de efeito e “pseudo-informações”. Apenas "joga" o assunto no ar e a continuação fica a encargo dos palhaços bêbados. Por exemplo, o caso Teixeira (vide capítulos anteriores). Aranha apenas comentou: “E o Teixeira hein. . .”.No auge de sua ingenuidade e empolgação corporativa, o estagiário Leandro Leal soltou: “ mas também, o cara tirou um barato da roupa do Pedrinho (amigo do diretor). .só podia dar nisso”. O motivo da demissão de Teixeira foi realmente este, mas a justificativa oficial foi que ele roubava caixas de caneta. O problema é que a verdadeira, só Leal e mais duas ou três pessoas sabiam.&lt;br /&gt;Leandro Leal mordeu a língua e agora você entende onde reside a senhora sacanagem. Senhora esta que acompanha veementemente os olhares e dizeres de Adalto Maia - o Daltão, gerente de D.P. – quando se dirigiu de forma insinuante e maliciosa à Rebeca durante todo o HH. Ele estava bêbado, ela deu corda de propósito e todo mundo percebeu o clima. Ele é casado, ela recém-adolescente, ele levou ela para casa e a “merda” foi feita.&lt;br /&gt;Nesta nossa analogia de “circo pegando fogo”, o Daltão “Arrelia” pegou um pouco de fogo do circo, atirou sobre o próprio corpo e depois regou com caipirinha, cerveja e uísque. Se queimou totalmente e Cris foi implacável: logo que Daltão saiu do bar acompanhada de Rebeca, ela teve o cuidado de convocar todos da mesa para o happy hour da semana que vem. Se Daltão “descabelou o palhaço”, não sabemos. O que importa é: os “pombinhos” certamente serão o assunto do próximo happy hour.&lt;br /&gt;Alguns palhaços preferem conversar sobre o contexto econômico e financeiro da empresa e do mercado no qual está inserida. Porém, não sejamos aqui ingênuos! Ninguém está preocupado com a situação e tampouco com o futuro da Alpha. Eles querem mesmo holofotes: demonstrar conteúdo, conhecimento e influência (acesso a informações). Querem ser vistos!&lt;br /&gt;Não menos circenses são os HH realizados com o intuito de celebrar algo. Palhaços na mesa e muita caipirinha, inveja, petiscos, cobiça, cerveja e maldade circulando pela mesa. Renato foi transferido para a filial da Alemanha e Cris achou pertinente fazer um grande Happy-hour. O bar da esquina - onde são realizados quase todos HH – estava praticamente todo ocupado pelo pessoal da Alpha.&lt;br /&gt;Todos queriam detalhes de sua saída e, logicamente, venerá-lo, afinal qualquer pessoa que parte para o exterior torna-se celebridade, pelo menos nos momentos que antecedem o fato, dado a síndrome de cidadãos do mundo que os palhaços carregam. Sem contar que o verdadeiro intuito de quase todos presentes é arrumar alguma “boquinha” internacional junto a Renato, então passam a tratá-lo como um rei e como nunca !&lt;br /&gt;Como vai? Como vai? Como vai? Tudo bem, tudo bem, tudo bem ! Os palhaços estão em festa, pois hoje será celebrado o aniversário do diretor de marketing. Lembre-se, diretores são os Deuses corporativos (vide texto “aniversário do diretor”) – então é Natal ! Ele é diretor e de marketing ! Na nossa analogia seria o mesmo dizer que hoje é aniversário de Chaplin. O happy hour foi celebrado em um outro bar maior. Do estagiário ao diretor financeiro, todos apareceram mesmo que para “dar apenas um abraço” (entenda: apenas para ser bem lembrado no juízo final).&lt;br /&gt;Confesso ficar um pouco assustado quando vejo as pessoas saindo de sua naturalidade e personalidade para venerar uma pessoa qualquer. Toda vez que presencio cenas como a secretária Cris abraçando (quase chorando) calorosamente o Diretor de Marketing, sinto-me cada vez mais próximo da conclusão de que as empresas são verdadeiras arquitetas de lavagem cerebral em massa. Estou estudando mais profundamente esta disfunção psiconeurótica do povinho da empresa e acho, no mínimo, estarrecedor o fato de um ser humano qualquer se tornar Deus de outro em menos de dois meses, apenas por causa de seu cargo, considerando que demoramos pelo menos 10 anos de nossas vidas para reconhecermos o próprio Deus de nossas religiões como o nosso.&lt;br /&gt;Sei bem que vocês irão contra-argumentar dizendo que empresas são novelas, encenações e teatros, mas a imagem dos olhos brilhando dos gerentes apenas de ter a ilustre presença do diretor na mesma mesa de bar onde eles compartilham suas desgraças, me faz acreditar que isto é muito mais do que negócio, ou jogo de cenas: há sentimento sim! É a emoção de pelo menos alguma vez estar lado a lado e de forma descontraída com alguém de cargo tão superior, importante e nunca presente, pois supostamente está sempre envolvido em questões corporativas de alçadas maiores e internacionais. Para quem nunca trabalhou em grandes corporações pode parecer bizarro (e de fato é), mas só um corporativo de carteirinha – ou melhor, de “crachazinho” – pode definir a “glória” de ter o diretor sentado na mesma mesa do bar.&lt;br /&gt;Pimpão, carequinha, bozo, todos mais uma vez a postos na mesa do HH. Seja para lamentar, comemorar, mal dizer, despedir, todos lá vão com um propósito. Jamais com o verdadeiro intuito da integração, o que de fato pressupõe. Lembro que há alguns anos atrás no começo de minha carreira, comentei com meu supervisor que naquele dia deveríamos “tomar umas” (apelido vulgar do happy hour) depois do expediente, pois era sexta-feira. Ele olhou para mim, para os lados e comentou baixinho: “por que? O que aconteceu? Vamos conversar lá no café?” Eu não havia entendido muito bem, mas hoje posso perceber que foi muito ingênuo da minha parte querer convidar a galera da empresa para sentar na mesa do bar e falar de futebol, mulheres, fatos cotidianos e afins. Afinal, os palhaços são, antes de tudo profissionais, e como manda o novo e demasiado vulgar ditado que hoje circula as baias: “eles estão na pista a negócio”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1661227369921768727-457763208340668026?l=causoscorporativos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/feeds/457763208340668026/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1661227369921768727&amp;postID=457763208340668026&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/457763208340668026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/457763208340668026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/2009/02/happy-hour.html' title='HAPPY HOUR'/><author><name>Causos Corporativos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05123799913863392447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1661227369921768727.post-1398877512095217381</id><published>2009-02-06T10:33:00.003-02:00</published><updated>2009-02-06T17:44:55.984-02:00</updated><title type='text'>Corporativos, os cidadãos do mundo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Entre as diversas disfunções do povinho corporativo, estive a refletir estes dias, quais mais me incomodam. Não cheguei a uma conclusão plausível, visto que a gama é grande e todas elas proporcionam muito incomodo. Mas desculpem: a síndrome de globalização do povinho multinacional é uma grande concorrente.&lt;br /&gt;Parece que alguém, quando adentra em uma multinacional modifica automaticamente sua nacionalidade. Já que entrou na Alpha, ele é alphaneano! As catracas são como alfândegas que separam o Brasil deste país sem fronteiras, barreiras e “multi-nações”.&lt;br /&gt;E não poderia ser diferente: há uma pressão psicológica enorme em fazer com que o povinho das baias pense estar, no mesmo dia, em Buenos Aires, Bloogminton e Frankfurt.&lt;br /&gt;Fernando precisa cobrar a Argentina, para poder fechar os números da América latina e centralizar em Frankfurt, de onde será enviado o consolidado para Bloogmiton. Estejam certos, Fernando vai para todos estes lugares com a planilha! Ele sente até um pequeno prazer quando, por exemplo, os argentinos atrasam um pouquinho. Assim ele pode comentar com a sua colega de baia que “a Argentina está demorando para fechar”.&lt;br /&gt;E ele vai mesmo, pois suas asas imaginativas já estão no aeroporto de Buenos Aires aguardando o vôo para Frankfurt. E enquanto aguarda a planilha, vai tomar um café e encontra aquele nosso co-supervisor da controladoria dizendo que as perspectivas da Ásia e Oceania não são boas para este ano. Um jamais saiu do Brasil e o outro, no máximo, viajou para Punta de Leste no verão do ano passado, mas quando ultrapassam as alfândegas das catracas da Alpha, podem estar em Tóquio, Atlanta, Londres, Milão, Paris e etc . .tudo no mesmo dia! E se tornam arrogantes por isso !&lt;br /&gt;E não poderia ser diferente, já que, nas baias, a língua oficial é o corporatês e esta guarda laços profundos com o business english, o que isoladamente, confere aquele ar internacional de Duty free shop (um “pedacinho” de exterior dentro do Brasil). Um bando de descendentes nativos tropicais miscigenados com portugueses, italianos, japoneses, arrogantes e orgulhosos apenas de respirar ares longínquos provindos da Europa e dos EUA.&lt;br /&gt;Restam dúvidas se o termo correto é piedade, porém, no mínimo, é lamentável como o fator “internacionalização dos povos” segrega nas multinacionais. Sob o falso pretexto da seleção de pessoas diferenciadas por ter tido contato com outras culturas, a segregação começa na própria entrevista. Perceba pela expressão facial de Luciana Hauber (aquela recrutadora de talentos que cansou de fornicar em Londres, quando foi viajar sob o pretexto de aperfeiçoar o inglês): logo que Jeferson confessou na entrevista jamais ter saído do Brasil, Srta. Hauber nem olhou para cara dele e já mudou rapidamente de assunto; Fernando citou ter ido à Punta de Leste no verão passado, “para conhecer um pouquinho mais da América Latina”;Luciana Hauber torceu o nariz. Mari relatou sua viagem à Disney quando tinha 12 anos e teve como resposta o ar indiferente de Hauber, pois esta não se compara a experiência internacional de ter “morado” em Londres; Aquele Junior analyst que trabalhou dois anos nos EUA ganhou a simpatia dela, pois ambos já tiveram vínculos no exterior. Não são mais brasileiros, mas sim corporativos cidadãos do mundo. Houve grande compatibilidade de idéias quando o estagiário Leandro Leal contou ter realizado um mochilão de um mês pela Europa. Assim, eles puderam perder 20 minutos da entrevista, viajando pelas suas aventuras, tais como aquele Hostel em Amsterdã (ambos mantém aquele falso moralismo fingindo esconder que se mataram de fumar maconha, com aquelas risadinhas insinuantes) ou o inverno em Praga (viagens para o leste europeu ganham cinco pontos, pois significa a famosa busca pelo desconhecido, o perfil aventureiro-empreendedor - quem acha que Praga é uma aventura empreendedora, aconselho passear pela favela Heliópolis). Mas enfim, estamos na Alpha e não no Brasil.&lt;br /&gt;Porém o surto da inveja, cobiça e sentimento de inferioridade, foi quando Renato – em sua entrevista para trainee internacional – alegou brevemente e sem muito alarde ter feito pós-graduação em Chicago e graduação em Londres. Qualquer questionamento da parte dela seria provinciano demais. Despejou então profundo ar de despeito, pois imagine ela desenvolver uma entrevista em inglês com perguntas do tipo “qual é seu hobby” para alguém com essa bagagem.&lt;br /&gt;Quando sou abordado em uma entrevista com um “can we continous our conversation in English?”, entendo perfeitamente que devo ser avaliado se de fato tenho domínio em língua estrangeira, mas não consigo calar o anjo mal no canto esquerdo de minha mente dizendo que Luciana está querendo realmente brindar a nossa cidadania mundial.&lt;br /&gt;E estou chegando a conclusão que ele tem razão! Afinal, pensando bem, a grande maioria dos aspirantes a cargos em multinacionais estão sendo testados com perguntas sobre seus hobbies, para que Luciana possa avaliar se estão aptos a manter uma conversa de 30 segundos com o fulano de Bloomington (vulgo “contato com filiais internacionais”), perguntando se ele recebeu ou não a planilha enviada.&lt;br /&gt;Já o teste escrito é mais engraçado (ou desgraçado) ainda. Confesso sentir certa nausea daqueles milhares de textos com infinitas perguntas entediantes sobre interpretação e vocabulários dos testes on-line (os quais são invariavelmente feitos a poucas horas de encerrar o prazo limite para realização, sem contar que fulano deixa aberto duas janelas de auxílio, uma do Google e a outra com um dicionário inglês-português), os quais guardam o objetivo de avaliarem se o candidato tem plenas condições de enviar um e-mail do tipo “ dear . . ., please find attached . . . . Please let me know if you have any question . . .best regards, Da Silva de Oliveira, Maintenance service coordinator, +55 11 ..&lt;br /&gt;Para concluir de forma arrebatadora, não poderíamos esquecer daqueles que viajam “a negócios” tal como Mário César, o ex help-desk, que foi a Bloomington e depois passou a sentir-se o Deus do Olimpo, Homem multinacional (o pessoal da informática colou um pôster dele na sala, pois isto foi uma vitória para o departamento) – vide capítulo "a primeira viagem internacional de Mário César".&lt;br /&gt;O fator “pessoas multi-culturais”é realmente diferenciador e o que de fato deveria conferir a empresa diversidade de pensamentos e experiências, trás - na verdade – vaidades injustificáveis que muitas vezes são vistas pelos próprios estrangeiros de forma jocosa e hilariante, pois é inconcebível para um francês, por exemplo, comportamentos de desprezo à cultura de seu país em detrimento à da multinacional onde se trabalha. Teria razão ou não Cazuza quando cita que brasileiros burgueses são caboclos querendo ser ingleses?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1661227369921768727-1398877512095217381?l=causoscorporativos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/feeds/1398877512095217381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1661227369921768727&amp;postID=1398877512095217381&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/1398877512095217381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/1398877512095217381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/2009/02/corporativos-os-cidadaos-do-mundo.html' title='Corporativos, os cidadãos do mundo'/><author><name>Causos Corporativos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05123799913863392447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1661227369921768727.post-6704556703563982976</id><published>2009-01-30T19:17:00.001-02:00</published><updated>2009-01-30T19:18:07.309-02:00</updated><title type='text'>Uniforme e Lancheira</title><content type='html'>Quando eu tinha uns 8 anos de idade, minha mãe comprou para mim uma mochila revolucionária para a época: uma mala de rodinhas na qual, além de levar os meus livros, conseguia anexar a minha lancheira do He-Man.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase 20 anos depois, vejo que a moda voltou. Mas... NO MUNDO CORPORATIVO!  Só que, em vez de livros, suco de maça e uma pêra embrulhada no papel alumínio, as pessoas levam lap-tops, HP12C, Blackberry e, principalmente, mesquinharia nessa malinhas de rodinhas. Essas pessoas são conhecidas como “os lancheirinhas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na escola, as crianças usavam essa mala para evitar problemas de coluna e para tornar mais fácil o deslocamento dos livros no percurso casa-escola-casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já nas empresas, o uso dessas malinhas também facilita o deslocamento dos computadores e outras tralhas que vão na mala. No entanto, há algo muito “maior” por trás dessas malas. Usá-la é mostrar para todo mundo da empresa e do prédio em que está a empresa que você: tem um laptop e viaja a trabalho. E, no mundo corporativo, ter laptop e viajar a trabalho é como ter um Game-Boy e ir uma vez por mês ao Playcenter para um criança da minha época. É status.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reparem como os lancheirinhas estão sempre querendo mostrar-se cansados, aterafados e importantes. Chegam arrastando as malinhas. Passadas firmes. Blackberry na mão. Testa franzida. Atravessam as baias falando alto, dizendo que a neve no JFK atrasou o vôo em mais de 40 minutos, mas ainda bem que são possuidores de laptops que permitiram a eles trabalhar durante esse atraso. É hilário. Ou deprimente. Não sei ainda definir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando um pouco à infância... Quando eu tinha uns 12 anos de idade, uma das coisas que eu mais odiava era usar o uniforme da minha escola. Estudei numa escola de padres, na qual a camiseta do uniforme se assemelhava muito a uma bata de padre... Horrível! Não via a hora de nunca mais usar aqueles uniformes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engraçado. O Cazuza estava certíssimo quando dizia: “Eu vejo o futuro repetir o passado, eu vejo um museu de grandes novidades”. No mundo corporativo, eu vejo uniformes novamente sendo usados. Uniformes horríveis, mas que, ao contrário do passado, diferencia as pessoas. Afinal, não é todo mundo que tem uma camiseta da Hot Area do show do U2 que a empresa patrocinou, não é mesmo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1661227369921768727-6704556703563982976?l=causoscorporativos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/feeds/6704556703563982976/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1661227369921768727&amp;postID=6704556703563982976&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/6704556703563982976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/6704556703563982976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/2009/01/uniforme-e-lancheira.html' title='Uniforme e Lancheira'/><author><name>Causos Corporativos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15022248989997227390</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1661227369921768727.post-2420872156493350625</id><published>2009-01-20T20:05:00.003-02:00</published><updated>2009-01-20T20:07:33.421-02:00</updated><title type='text'>Situações Constrangedoras – Parte I</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há, no dia-a-dia da corporação, diversas situações incômodas e que deixam as pessoas totalmente sem-graça. Mas, diferentemente do que você faria com seu amigo, a postura deve ser mantida, como se nada tivesse acontecido. Nada de rir, de zoar. A dica é manter um ar de naturalidade. E quais são essas situações?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Situação 1: Aquela cuspidela na reunião&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Final da manhã, todo mundo com fome. O cheiro da marmita da menina de adm de vendas começa a subir. Ela já está comendo na copa, que fica ao lado da sala em que você está. E a reunião não acaba. A boca começa a salivar e, seu chefe, ao falar sobre os “próximos passos”, lança um missel de saliva em sua direção. Direto no olho. E agora? O que fazer? 999 em cada 1000 pessoas não fazem nada. Talvez seja o melhor mesmo. Que situação... Você sentiu até o quentinho da saliva. Argh! Mas se limpar vai expor seu chefe! Não fazer nada mesmo? Limpe discretamente. Como? Coloque a mão no rosto, como se estivesse pensando, e aproxime seu indicador da gota de saliva. Se o seu chefe se virar, limpe rapidamente. Se não, finja que está coçando o local e o faça sem titubear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Situação 2: gases num ambiente silencioso&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Por mais que a sua empresa seja um ambiente barulhento na maior parte do expediente, tenha certeza de que, um belo dia, o silêncio se instaurará bem no momento em que a sua barriga começar a fazer aqueles barulhos de gases e a gatinha do marketing estiver do seu lado... Isso é inevitável!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma técnica que é muito usada é antever que isso ocorrerá. Preste atenção não só no barulho, mas como na trepidação no seu abdômen, principalmente, depois do almoço. Com prática você aprende, não se preocupe. Se sentir que a coisa vai apertar, mexa-se bastante na cadeira a ponto do barulho da cadeira se sobrepor ao barulho da sua barriga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Situação 3: Cagando fedido&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Uma das coisas mais nojentas é escovar o dente num banheiro fedido. Várias vezes já passei por essa situação. Mas tem algo pior do que isso: escovar os dentes em um banheiro que o diretor da sua área deixou fedido, ao mesmo tempo em que você escovava os dentes. Vamos contextualizar.Você entra no banheiro, aparentemente calmo, às 14h20, para evitar a fila na pia. Ao que tudo indica, ninguém por perto. De repente você ouve um sonoro ruído vindo da cabine seguido de um cheiro avassalador que toma conta do ambiente. Nesse momento a pasta já está na escova. Não tem mais volta, amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os níveis decibéis dos barulhos aumentam na mesma medida em que o cheiro se alastra. Você já está com vergonha alheia e quer sair logo dali. Mas o pedaço de carne insiste em ficar no seu pré-molar e a escovação não rende. Demora-se mais de 10 minutos em todo o processo. Nesse ponto, o diretor (usuário do banheiro) já percebeu que há alguém no ambiente e está enrolando para sair do trono. Mas a perna dele começa a dormir e ele desiste. Quando sai, dá de cara com você. Cara, finja que nada aconteceu, abaixe a cabeça e enxágüe a sua boca o mais rápido possível. Isso é deveras constrangedor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;______________________________________&lt;br /&gt;Pessoal! Sugiram novas situações constrangedoras!!!&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Agradecimento especial ao nosso amigo Edgar Chaves, &lt;strong&gt;homossexual convicto&lt;/strong&gt;, que nos propôs o tema.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1661227369921768727-2420872156493350625?l=causoscorporativos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/feeds/2420872156493350625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1661227369921768727&amp;postID=2420872156493350625&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/2420872156493350625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/2420872156493350625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/2009/01/situaes-constrangedoras-parte-i.html' title='Situações Constrangedoras – Parte I'/><author><name>Causos Corporativos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15022248989997227390</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1661227369921768727.post-5773928186249927924</id><published>2009-01-18T12:36:00.004-02:00</published><updated>2009-01-18T21:58:52.871-02:00</updated><title type='text'>Mesquinharia corporativa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Comecemos nesta postagem de uma forma agressiva. O povinho das báias é mesquinho. Não guardo experiência atuando em multinacionais no exterior, mas desconfio muito que seja cultural. Neste país, somos regidos por uma única lei ( a de Gérson) e esta faz nós - brasileiros - nos tornarmos extremamente precavidos contra qualquer tipo de malandragem, esperteza ou exploração. Somado-se a isto, as pessoas da empresa - que já possuem, em geral, uma natureza egoísta, se tornam mesquinhas pois sentem-se já exploradas mesmo trabalhando na multinacional dos sonhos.&lt;br /&gt;Vou chamar de falta de espírito e de fato, não encontro um termo melhor para definir a recusa de Fernando em explicar, com paciência ao recém-chegado estagiário Leandro Leal a planilha de Praxedes. Chamaria de insegurança, caso fosse apenas o medo de perder o monopólio na “alimentação” da planilha (fato que por si só, já é bizarro). A questão é que Fernando alega paulatinamente que Leandro tem mais que “pastar” na planilha, porque ninguém ensinou a ele como era feito quando chegou. Sem contar com a burocracia que ele proporcionou quando Leandro perguntou o diretório da referida.&lt;br /&gt;Não menos mesquinho é Rubão do contas a pagar que mesmo tendo dinheiro na carteira, não empresta ao seu colega de báia (trabalham juntos a 5 anos) no almoço, fazendo o camarada ir e voltar os três quarteirões que separaram a empresa do restaurante, só para buscar a esquecida carteira. Há muitos anos atrás comprou um “Trident” na volta do almoço para uma colega, porém, logo na chegada do escritório, passou a cobrá-la insistentemente por e-mail.&lt;br /&gt;A Lu é contundente: convida todos do RH, menos a recém-chegada estagiária Graciela para o Happy-hour de logo mais. Luciana.Hauber morre de medo de deixar de ser o centro das atenções com a chegada de uma outra mulher. Certamente o Teixeira não dispensará seus freqüentes elogios a ela em forma de piadinha corporativa sem-graça, do tipo: “Lu, será que não tem vaga no RH para eu trabalhar ao seu lado?”. A partir de agora, rodeará certamente a Graci, a estagiária que foi contratada pelo amigo do Teixeira por causa de seus dotes incríveis. Como ótima analista de recrutamento que é, havia selecionado aquele estagiário que parecia o galã da novela das oito, mas a voz superior determinou a contratação da sua futura rival.&lt;br /&gt;A mesquinharia dos “colaboradores” (adoramos este termo) é dantesca a ponto de tornar os objetivos e valores da empresa - que, verdadeiramente, deveriam nortear as pessoas lá envolvidas - motivos de chacota ou oportunismo. Um dos comportamentos padrões em uma corporação é o egoísmo, geralmente partindo de pessoas com CV gigantes, mas alma pequena. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O supervisor da controladoria passou a duelar com o Aranha (gerente do fiscal ) quando este decidiu "empurrar" a divisória que separa os dois departamentos, invadindo o território alheio em 1,5 cm, para conseguir alocar uma impressora. Foi travada uma batalha homérica, pois, como ousa este tal de Aranha ultrapassar a dimensão prevista pelo orçamento ? Então o orçamento não tem valor nenhum ? O CEO assinou! Ele não hesitou: levou a questão para ser tratada de diretor para diretor.&lt;br /&gt;Não levar vantagem individual em situações corriqueiras de trabalho é denominado “mortadelonicamente” de “ineficiência” na favela das grandes empresas (báias). Jeferson assumiu algumas atividades de Mário Cesar quando este foi promovido, porém não obteve nenhum benefício adicional. Portanto, foi logo denominado “trouxa”. Ele mesmo se intitula desta forma na seção lamentação dos “HH”(vulgo happy hour – este jargão será trazido na próxima aula de “corporatês).&lt;br /&gt;Incomoda-me muito a maneira como o povinho da empresa encara o“There´s no free lunch”. O termo – que sugere ser utilizado num contexto de negócio mais abrangente- não deveria substituir importantes valores de um bom profissional, tal como coleguismo e lealdade. E é exatamente isto que ocorre. Colegas de báias são vistos, no mínimo, como concorrentes, quando não como inimigos. Não se faz favores a troco de nada, e quando isto ocorre, aquele que recebeu a ajuda será cobrado de uma forma ou de outra e com juros.&lt;br /&gt;Se o Paulinho ficou até tarde fazendo a planilha que a Mari deveria entregar, muito certamente ela pagará em circunstâncias posteriores. Se a Mari sempre atende os telefonemas do Fernando para dizer que ele não se encontra (muito corriqueiro quando o camarada quer fugir de eventuais cobranças), pode ter certeza que ele já está de “rabo preso”.&lt;br /&gt;Decorreremos nos próximos capítulos sobre os reembolsos de despesas, mas é muito pertinente abordar o tema agora para finalizar esta postagem. Alias, este é um dos melhores exemplos de mesquinharia: por mais ínfima que seja a despesa, parece até questão pessoal quando a empresa se encontra devedora em relação à alguém. Quando retornou da “viagem a trabalho” nos EUA, Mário César cobrou TODOS os dias (sem exceção) o Rubão do contas a pagar, a quantia exorbitante de US$ 15,00 que gastou a mais em sua odisséia.&lt;br /&gt;As corporações – principalmente as multinacionais e/ou as de grande porte – são verdadeiras máquinas de criar pessoas pobres de espírito. A sensação de estar sendo enganado ou explorado é sentida com mais intensidade na medida em que os anos passam e pelo contato com os famosos “profissionais viciados”, as verdadeiras âncoras de uma empresa.&lt;br /&gt;Tenho perfeita convicção que um jovem - na noite que antecedeu seu primeiro dia em seu primeiro trabalho – idealizou aquele grupo de pessoas trabalhando mutuamente em torno de um objetivo maior – ou seja, tudo que a corporação de fato deveria ser. E hoje, depois de anos de profissão (entenda, doutrinado pelo mundo corporativo), envergonha-se da suposta ingenuidade daqueles tempos, quando de fato, deveria sentir orgulho de pelo menos um dia em sua vida ter agido ou pensado com nobreza.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1661227369921768727-5773928186249927924?l=causoscorporativos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/feeds/5773928186249927924/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1661227369921768727&amp;postID=5773928186249927924&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/5773928186249927924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/5773928186249927924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/2009/01/mesquinharia-corporativa.html' title='Mesquinharia corporativa'/><author><name>Causos Corporativos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05123799913863392447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1661227369921768727.post-9207180661263759080</id><published>2009-01-15T15:12:00.000-02:00</published><updated>2009-01-15T15:15:02.787-02:00</updated><title type='text'>Patrocínio de Eventos Grandiosos</title><content type='html'>“&lt;em&gt;A empresa Alfa traz ao Brasil U2 – WORLD TOUR 2009!!!&lt;/em&gt;” – É impressionante como essa simples frase mudará o comportamento de todo o Zé Povinho da empresa nos próximos 2 meses. Pessoalmente, acho que essa é uma das situações mais interessantes que podem ocorrer numa empresa. É a sujeira explícita; o pequeno poder no seu estado mais puro; a arrogância; ou, como dizem na quebrada, é o exemplo maior de gozar com o pau dos outros. E tem diversas formas de ser narrada. Prefiro aqui tentar descrever um pouco o que acontece em cada área.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Marketing: área que teve a idéia – se considera, portanto, a dona do projeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;É o grande evento do ano... É a chance de distribuir dezenas de convites para os amigos da faculdade, da academia, do clube e do colégio (uma distribuição extremamente estratégica, como se pode perceber), com um único intuito: “ver e ser visto”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O já costumeiramente arrogante povo de marketing se torna ainda mais pedante. Passam a agir como se fossem íntimos amigos de Bono Vox, The Edge e companhia. Mas não percebem que, no fundo, não passam de meros cambistas de luxo, que trocam ingressos por status.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouse pedir um convite! Ouse! Se você não for, no mínimo, um gerente sênior, vai passar nervoso com a síndrome de pequeno poder dos cambistas de marketing, digo, profissionais de marketing.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vendas: premia os melhores vendedores e clientes VIP com ingressos – se considera, portanto, a dona do projeto.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Hahahahaha! Já dou risada só de lembrar como funciona na área de vendas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diferentemente da área de marketing, onde é farta a posse de convites, sobram “poucos” convites para a área de vendas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- 50 convites para os clientes VIP, que normalmente são convidados também pelo marketing;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- 30 convites da “Hot-Area” (aquele espaço onde o você sente o cuspe do vocalista da banda) para o diretor, sua família e amigos dos seus filhos. Afinal de contas, é o diretor. E diretor é Deus, como já sabemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- 10 convites do Camarote Especial para os 5 gerentes de área levarem suas esposas. O Camarote Especial é um pouco mais longe do palco. Mas quem é que se importa? Tem coxinha e Red Label a noite toda! Muito “Very Important People”;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por fim,  3 convites de arquibancada (onde mal se ouve o som) a serem dados aos melhores vendedores do ano! Olha como a empresa sabe motivar os funcionários! Detalhe: a empresa tem 1.843 vendedores espalhados pelo Brasil. É uma piada. Mas eles são da raia miúda. Não dá para misturar com o diretor, né? Não sabem se portar, são verdadeiros ogros, escória social. Engraçado como na corporação se confunde cargo com personalidade. “Um estagiário que já foi para Paris e eu, o new line products supervisor, não!?!?!?!?” – assunto bom para outro post. Vamos seguir com o evento do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Demais mortais de outras áreas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sabemos, a empresa não é formada só de vendas e marketing. Sobraram 30 convites. Como distribuir? Simples: os deuses (diretores de outras áreas) precisam ir. E com quantos acompanhantes quiserem. Sobraram 5. É aí que começa a calhordagem, a baixaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginem vocês o poder que a Juliana, do marketing, acha que tem com esses 5 convites que sobraram? Meu Deus! É só patada! Só arrogância! Mas, confesso, acho que um pouquinho de razão ela tem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginem, por outro lado, a lambição e babação em cima dela?!? É Ju pra cá, Juju pra lá. A Mari ficou melhor amiga dela! Contou até que já deu pro Paulinho! (Pobre Mari... Todo mundo já sabia, pequena...). A recepcionista mal humorada (que ninguém sabe o nome) começou até a dar bom dia à Juliana! O Fernando, de Finanças, não desconta mais nela os brados do seu chefe por causa das diferenças de 0,02% em relação aos números da matriz. E o estagiário que tem todos os discos do U2 e ficou na fila por 18h sem conseguir comprar ingressos vê nela sua última esperança de conseguir o tão sonhado. Mas a Ju é de marketing e decidida! Os ingressos vão para......... Dani, Cami, Maju, Kika e Lili, suas amigas da faculdade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1661227369921768727-9207180661263759080?l=causoscorporativos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/feeds/9207180661263759080/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1661227369921768727&amp;postID=9207180661263759080&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/9207180661263759080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/9207180661263759080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/2009/01/patrocnio-de-eventos-grandiosos.html' title='Patrocínio de Eventos Grandiosos'/><author><name>Causos Corporativos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15022248989997227390</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1661227369921768727.post-2295292959581646162</id><published>2008-12-24T13:48:00.002-02:00</published><updated>2008-12-24T13:51:24.966-02:00</updated><title type='text'>Mensagem subliminar do presidente</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Escravos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente estamos no final de ano e vou ter que aturar esse maldito recesso de festas de natal e ano-novo que perduram duas semanas e me contentar com a idéia de que vocês não estarão se massacrando pelos problemas da empresa. Ao menos, tentem utilizar esse período para refletirem nas besteiras quer fizeram ao longo deste ano e o quanto vocês deixaram de contribuir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa principal desculpa em 2008 foi a crise mundial. A nossa indústria utilizou – mais do que as outras - este pretexto para justificar um pouco da incompetência corporativa generalizada. Mesmo formado por uma casta de incompetentes, nosso setor é forte e temos um exército de recrutas escravos dispostos a doar 15 horas diárias de seu tempo para que possamos sustentar esse ciclo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças a esse bando de escravos e mortos de fome que são vocês, conseguimos atender aos nossos stakeholders. Graças ainda a vocês, o ano de 2009 será repleto de mais explorações e torturas corporativas a troco de quase nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os azares e danos morais e psicológicos de ser mais um escravo aqui é todo seu. Tomara que chova todos os dias nestas duas semanas de vossas ausências para nunca mais pensar em sair novamente de nossos domínios. E para finalizar em bom corporatês: voltem para 2009 cheio de KY e vaselina porque a buxa vai entrar mais forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impiedosamente,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jimmy Serra Elétrica&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1661227369921768727-2295292959581646162?l=causoscorporativos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/feeds/2295292959581646162/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1661227369921768727&amp;postID=2295292959581646162&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/2295292959581646162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/2295292959581646162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/2008/12/mensagem-subliminar-do-presidente.html' title='Mensagem subliminar do presidente'/><author><name>Causos Corporativos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05123799913863392447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1661227369921768727.post-7257156110897186612</id><published>2008-12-22T15:51:00.002-02:00</published><updated>2008-12-22T15:53:17.657-02:00</updated><title type='text'>Interpretando a Mensagem do Presidente</title><content type='html'>Caros colaboradores &lt;strong&gt;&lt;em&gt;( nós adoramos esse termo!)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Estamos bem próximos das celebrações de final de ano e, para muitos de nós &lt;strong&gt;&lt;em&gt;(por que não todos? Simples: alguns escravos “trabalharão”nos dias 24 e 31 até às 15h)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, esse é um momento de ficar com a família (&lt;strong&gt;&lt;em&gt;preste atenção: encerra-se aqui às referências ao tempo com a família. Afinal, sua verdadeira família são seus colegas de báia).&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; É tempo também de refletir sobre seus desafios e conquistas &lt;strong&gt;&lt;em&gt;(palavras sugeridas pela diretora de RH)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; e sobre suas contribuições para a nossa empresa, a Alpha &lt;strong&gt;&lt;em&gt;(isso é coisa que se fale? Pensa bem? Você pensa o tempo TODO na porra da empresa e nem no NATAL você tem sossego!).&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Certamente o ano de 2008 ficará marcado pelas profundas transformações na economia mundial. Todas a indústrias sentiram o impacto destes turbulentos tempos, incluindo a nossa&lt;strong&gt;&lt;em&gt; (sim, o bonus do cara foi pro saco nesse ano. E ele não vai se foder sozinho. Tenha isso em mente)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Entretanto, precisamos nos lembrar de que trabalhamos em um setor relevante para a economia e, principalmente, em uma empresa bastante rica em talentos &lt;strong&gt;&lt;em&gt;(encheu a bola agora, hein? Se prepare para o ano que vem: você vai trabalhar que nem um camêlo. Em empresa, ninguém elogia de graça. Vão cortar gente e, os “talentos” que ficarem, trabalharão pra cacete)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças a você, estamos plenamente preparados para continuar fazendo aquilo que somos melhores: oferecer as melhores soluções para os nossos stakeholders&lt;strong&gt;&lt;em&gt; (um pouco de corporatês aqui. 9 em cada 10 empresas “oferecerem as melhores soluções”)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Mais do que isso, graças a você, continuaremos contribuindo para a melhoria da saúde das pessoas e aumentando a felicidade delas &lt;strong&gt;&lt;em&gt;(é impressionante a arrogância das empresas! Reparem nas missões, visões e valores das empresas. É um mar de arrogância!)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Graças a você estamos preparados para os novos desafios e conquistas que 2009 nos reserva &lt;strong&gt;&lt;em&gt;(mais um trecho sugerido pela diretora de RH)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado por fazer parte do nosso time &lt;strong&gt;&lt;em&gt;(hipócrita! O cara mal sabe o nome dos diretores!)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Aproveite bem as festividades de final de ano! E volte cheio de energia! Contamos com todos para fazer de 2009 um ano ainda mais repleto de realizações &lt;strong&gt;&lt;em&gt;(resumindo, meu amigo, com diriam na quebrada: tu tá fudido. Energia + Realização = trabalho, muito trabalho)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cordialmente &lt;strong&gt;&lt;em&gt;(um corporatês básico para encerrar)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Jimmy (&lt;strong&gt;&lt;em&gt;NUNCA ninguém ousará chamar Jim Stones, o CEO, de Jimmy. Mas é preciso “celebrar a diversidade e proximidade entre alta gestão e colaboradores” dentro da corporação)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1661227369921768727-7257156110897186612?l=causoscorporativos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/feeds/7257156110897186612/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1661227369921768727&amp;postID=7257156110897186612&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/7257156110897186612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/7257156110897186612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/2008/12/interpretando-mensagem-do-presidente.html' title='Interpretando a Mensagem do Presidente'/><author><name>Causos Corporativos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15022248989997227390</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1661227369921768727.post-1682515549890171444</id><published>2008-12-20T18:04:00.004-02:00</published><updated>2008-12-20T18:41:39.987-02:00</updated><title type='text'>Corporatês, o dialeto corporativo - aula 1</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Uma vez trabalhando por muito tempo em uma corporação, é natural que você adquira fluência no dialeto corporativo. Até mesmo, você pode ser uma daquelas pessoas que consegue levar muito bem uma conversa agradável devido seu nível cultural elevado e sua experiência de vida. No entanto não sobreviverás por muito tempo no vilarejo das baias de seu departamento, caso não possua perfeito domínio do “corporatês”.&lt;br /&gt;Saber falar com seus vizinhos de baia é mesmo que saber trocar uma idéia com os “manos lá da quebrada” – simplesmente fundamental. Há uma forma, uma entonação, uma piada na hora certa. Tal como a “vila dos mano”, na “vila do povinho da empresa” há regras de comunicação que o impedem de maiores contatos caso não as respeite.Escravos que não falam o corporatês são vistos com estranheza e, muitas vezes, de forma risível.&lt;br /&gt;A Flavinha do marketing interno sempre estará fazendo, &lt;strong&gt;estará&lt;/strong&gt; entregando, estará se reunindo e, ai de você se disser que a Flavinha fará, entregará ou reunirá. Certamente você “estará sendo visto” como um ET.&lt;br /&gt;Engraçado mesmo, só o Renato da mesa. Ele não compra e venda ações. . .ele &lt;strong&gt;“TREIDA&lt;/strong&gt;”( do verbo “treidar”). “Treida” aqui, “treida” ali, sempre “treidando”. Sua posição é mais radical. Por ser da mesa de operações, não conversa com pessoas que não “treida” e que não ganham bônus de 500.000,00 ( quando “&lt;strong&gt;treida&lt;/strong&gt;” bem , leva um bônus milionário, isto segundo ele mesmo diz na mesa de happy-hour . . .nestas horas você se pergunta: poxa, se ele ganha um bônus desse, por que continua como analista Junior trabalhando 15 horas por dia???). Eu explico. O Renato não passa de uma telefonista de luxo, cadastrando, o dia inteiro, ordens de compra e venda no sistema e, no entanto, se acha um ícone fundamental nesse jogo de milhões. Neste mesmo jogo, sua desculpa oficial em caso de demissão é a crise. “EU ganho bônus, NÓS somos demitidos”. . . . Enfim, ele trEIda!&lt;br /&gt;A Rê lá do marketing tem um terrível “tique nervoso”: Não fala meia frase sem despejar o seu famigerado “&lt;strong&gt;ANYWAY&lt;/strong&gt;”. Pensando bem, o “anyway” jamais poderia ter significado algum em qualquer conversa, no entanto realça bem o espírito corporativo padrão, em que “de qualquer forma”, as coisas devem ocorrer. Seja qual for o motivo, ela emprega um “anyway” no início e outro no final da frase. Nem sequer percebe o quão irritante é para o ouvinte, mas, anyway...&lt;br /&gt;Na mesma família, temos o pedante &lt;strong&gt;“whatever&lt;/strong&gt;”. Foi muito utilizado no linguajar world business "mortadelonico" das baias no início da década, mas hoje perdeu grande “share in mind” (guardem esse termo para 2015 . .vocês parecerão verdadeiros moderninhos no meio dos novos recrutas escravos da próxima geração) para o anyway. Os dois apenas não são idênticos graças a uma peculiaridade do “whatever”. Ele é tão genérico, ambíguo e abrangente que pode ser utilizado &lt;em&gt;in solo&lt;/em&gt;. O termo é totalmente auto-explicativo e responde qualquer pergunta. Tente você desafiar o “whatever”; faça qualquer pergunta de qualquer gênero e verás como ela pode ser respondida facilmente com um simples “whatever”. Por isso a Rebeca (responsável pelas viagens internacionais) co-assistente estagiária da Cris (secretária) guarda nas mangas um “whatever”, o qual é empregado sempre quando sua bagagem cultural já não consegue mais acompanhar a dimensão intelectual da conversa – o que acontece com grande frequência.&lt;br /&gt;Paulinho consegue demonstrar sua classe até mesmo na bosta. Perceba que quando as coisas não dão certo, ele solta em alto brado retumbante no meio do departamento o seu &lt;strong&gt;“shit&lt;/strong&gt;”(esta mania de merda foi adquirida nos seus tempos de mochileiro na Nova Zelândia. .ele sempre deixa bem claro esta excursão). Quando a “vaca vai mesmo para o brejo”, ele despeja o seu &lt;strong&gt;Bull shit&lt;/strong&gt;. Paulinho sempre faz alguma merda, mas nunca perde sua pose de filho do amigo do diretor.&lt;br /&gt;Admira-me muito o Fernando da área de business inteligence, que sempre &lt;strong&gt;performa&lt;/strong&gt; muito bem. O dialeto corporatês é uma espécie de incorporação do business english com o português e isto é uma ofensa para as pessoas de bom gosto. Por que deve o Fernando “performar” bem ao invés de desempenhar bem?? Por que sua performance é melhor que seu desempenho ???? Whatever. . .&lt;br /&gt;Fechando a classe dialética estrangeira do corporatês, temos o Augusto do planejamento estratégico, que graças o seu &lt;strong&gt;knowledge,&lt;/strong&gt; deixa poucos pontos &lt;strong&gt;T.B.D (TO BE DEFINED)&lt;/strong&gt; em seu &lt;strong&gt;checklist&lt;/strong&gt; semanal e, além de tudo, não discute com os colegas por causa de &lt;strong&gt;“peanuts”.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Começo a perceber que falar português em corporações multinacionais (especialmente as norte-americanas) é inadequado: não soa bem tamanho provincianismo! As pessoas lá presentes não possuem nenhuma nacionalidade a não ser o de sua empresa. Certamente o Fernando, o Renato, a Rebeca e os demais são mais corporativos que brasileiros e nesta nova nação de escravos multinacionais, a língua-mãe - o corporatês - é uma grande identidade.&lt;br /&gt;É importante notar que mesmo os termos e expressões idiomáticas não traduzidas para o inglês guardam relativa proximidade com a língua estrangeira: tal como nos EUA, todo mundo “estará fazendo”. Passei muitos anos refletindo sobre esta expressão do corporatês e cheguei a conclusão que ele recai como uma luva no espírito corporativo. Se o sempre “enrolão” Henrique disser que “vai fazer”, significa que não começou algo &lt;strong&gt;PRA ONTEM&lt;/strong&gt; (vide próximos parágrafos) e isto pega muito mal. Mas se deixar claro que estará fazendo, "vai estar passando" uma imagem de “já estou me movimentando”. Tal como um robô corporativo, ele já está programado para estar fazendo amanhã.&lt;br /&gt;Passemos para outra classe dialética do corporatês: as expressões de efeito. Teixeira (aquele que roubava caixas de caneta) era imperdoável: exigia tudo de seus escravos &lt;strong&gt;pra ontem&lt;/strong&gt;. Portanto, por mais que isto o tenha sido solicitado hoje e você tenha entregado 10 minutos depois, encontra-se automaticamente um dia em atraso. Acho deveras engraçado o “pra ontem”. O boçal indiretamente faz uma auto-denúncia: se ele diz ser pra ontem e te pede hoje, muito provavelmente esta querela dormiu na mesa dele uns dois dias. Mas, bata continência! Ele é capitão do mato e você, o escravo.&lt;br /&gt;Por falar em escravidão, temos dentro do sempre agressivo e imoral mundo corporativo um ditado, que pode ser considerado um dos maiores assédios morais a um funcionário por pior que ele seja. Ao som de Wagner (no melhor estilo judeus e a câmara de gás), Teixeira treina recitando estes versos diariamente na frente do espelho toda vez que deve repreender o encarregado do almoxarifado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Nós já te pedimos . . . não bastou&lt;br /&gt;Agora estamos mandando,&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;se não bastar, nós te trocamos.”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução: “O trabalho liberta” (Auchwitz -campo de concentração, Polônia)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pessoal da controladoria internacional está sempre &lt;strong&gt;alinhado&lt;/strong&gt; entre si e suas posições são sempre &lt;strong&gt;conservadoras.&lt;/strong&gt; Quando ouço que todo mundo está alinhado, me vem imediatamente a mente, a imagem de todos os escravos da controladoria, o co-supervisor e o supervisor, em linha, fardados como combatentes de guerra contra o pessoal do comercial, principalmente na época da elaboração do “budget”.&lt;br /&gt;Soa muito bem, sobretudo nas áreas financeiras, dizer que o departamento tem ou não “budget para isto ou aquilo”. Certa vez, ouvi um fulano dizendo que estava &lt;strong&gt;budgetando&lt;/strong&gt; (???) determinado projeto !!! Ainda bem que ele não durou muito tempo por lá!!&lt;br /&gt;O &lt;strong&gt;budget&lt;/strong&gt; não me incomoda tanto quanto o “&lt;strong&gt;NA VERDADE&lt;/strong&gt;”. Quando alguém inicia seu discurso com um “na verdade”, passo a ter em mente que esta pessoa vem me enganando há muito tempo. Depois de tanto ter conversado, ela me aparece com um “na verdade”, eu me sinto, mais uma vez, verdadeiramente traído no malicioso mundo corporativo.&lt;br /&gt;No auge de sua agressividade, a mulher-madura Luciana.Hauber (a Lú da área de recrutamento), sempre me ataca com um belo: “&lt;strong&gt;ACHO QUE VOCÊ NÃO ESTÁ ENTENDENDO&lt;/strong&gt;”. Respondo em mente que só ela consegue entender suas próprias imbecilidades. Perceba que a expressão “você não entendeu” é uma forma inconsciente de rebater a própria ignorância, pois em 90% dos casos, quem acusa o outro de não ter entendido, certamente não acompanhou a velocidade do raciocínio na resposta. Concluindo: “&lt;em&gt;Acho que você não entendeu&lt;/em&gt;” de Lú é . . .&lt;br /&gt;“&lt;strong&gt;Rolos&lt;/strong&gt;” ou, principalmente, &lt;strong&gt;“buxas&lt;/strong&gt;”, todos - sem exceção - têm várias a serem resolvidas. O preguiçoso Rubão do contas a pagar não quer ser transferido para a área de cobrança, pois lá, é só BUXA. Mário Cesar sempre fica até mais tarde, pois sempre tem umas buxas e rolos para resolver.&lt;br /&gt;Mais impressionante é a conotação sádico-anal do corporatês. Freud explicou muito bem. Passei a ler algumas de suas obras para refletir e entender melhor sobre esta disfunção do povinho da empresa. Quatro a cada cinco diálogos corporativos constam sempre que: alguém “&lt;strong&gt;bota no do outro&lt;/strong&gt;”; o Teixeira “&lt;strong&gt;tomou uma legal&lt;/strong&gt;”; A buxa - que está nas mãos do Mário César - vai entrar na do Jeferson; A Cris vai tomar uma “&lt;strong&gt;carcada&lt;/strong&gt;” daquelas do diretor. O estagiário Leandro Leal foi contratado recentemente e o Teixeira vai &lt;strong&gt;“socar&lt;/strong&gt;” a planilha do praxedes nele. E, para finalizar, o vice-presidente está voltando hoje dos EUA... a galera ta &lt;strong&gt;piscando&lt;/strong&gt; pois sabem que vão tomar uma “&lt;strong&gt;comida&lt;/strong&gt;” geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É ou não de doer ?!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1661227369921768727-1682515549890171444?l=causoscorporativos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/feeds/1682515549890171444/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1661227369921768727&amp;postID=1682515549890171444&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/1682515549890171444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/1682515549890171444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/2008/12/corporats-o-dialeto-corporativo-aula-1.html' title='Corporatês, o dialeto corporativo - aula 1'/><author><name>Causos Corporativos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05123799913863392447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1661227369921768727.post-5576922102475262401</id><published>2008-12-17T20:14:00.000-02:00</published><updated>2008-12-17T20:17:02.316-02:00</updated><title type='text'>Antônio Saldanha, o Sales Manager carioca</title><content type='html'>Antônio Saldanha, ou apenas Saldanha, 58 anos, carioca de Saquarema. É o atual Sales Manager Executive da subsidiaria fluminense da empresa. Como essa subsidiaria no Rio de Janeiro não e mais do que um show room de luxo para mostrar aos executivos estrangeiros da empresa as belezas da cidade maravilhosa, Saldanha, o vendedor chefe, era uma especie de semi-Deus.    Saldanha comecou sua carreira como funcionario publico: na decada de 70, foi indicado por um deputado estadual que lhe devia "favores" a uma vaga de gerente no entao Banerj.&lt;br /&gt;Lá ficou por certo tempo, mas suas vontades nao o deixavam parar por ali. Em 1982, dessa vez por indicacao de um cunhado assessor parlamentar, assumiu o posto de tesoureiro-adjunto da Suderj. Foi ai que Saldanha deu o pulo do gato: em menos de tres anos já era tesoureiro chefe. Por ser muito bem relacionado e um grande "facilitador" de negócios, Saldanha logo mudou de vida: comprou carro importado, apartamento de frente para o mar em Ipanema e ate um pequeno Iate, "para espairecer e esquecer os problemas do dia a dia", como ele mesmo gostava de ressaltar. Flamenguista de coração, toda semana ocupava a tribuna de honra do Maracanã. Afinal, a Suderj tinha espaco reservado lá. Quem não se lembra do nome Suderj escrito na parte inferior do placar do estádio? Nas viagens mensais para Brasilia, só ia de Varig. Não aceitava outra companhia.    Os tempos porem mudaram. A Suderj perdeu importância (e verbas) e Saldanha achou que era o momento de procurar novos desafios. Já não conseguia lucrar como antes no meio publico. Resolveu partir para o mercado privado.   &lt;br /&gt;Por ser extremamente bem relacionado com quase todo o governo carioca, pois quase todo mundo tinha um rabo preso com ele, foi logo contratado pela empresa para assumir a área de vendas públicas. Tornou-se o Public Sales Executive for Rio de Janeiro and Northeast. Mas Saldanha não se contentava apenas com isso. Queria mais. E após a visita do Latin America &amp;amp; Caribbean Sales Executive ao Rio, Saldanha foi promovido a chefe de todas as vendas da filial. Mas também, após o tour por boates, termas e casas de massagens em que Saldanha levara o gringo pessoalmente, essa promoção era inevitavel. Tudo com a empresa bancando, é claro.      Agora como chefão, Saldanha estava com toda a pompa que adorava: duas secretarias particulares, motorista com carro de luxo, sala paricular com banheiro e frigobar, cartão corporativo sem limites, celular ilimitado, motorista para a esposa e filhos (e para a amante também), além de um telefone direto fora do Pabx da empresa, para tratar de assuntos de "ordem estratégica". Sem contar a casa de Angra dos Reis da empresa, localizada em uma bela ilha, que todo fim de semana ficava reservada para Saldanha. Com o fim da Varig, só faz viagens nacionais pela TAM e internacionais pela Emirates. De 1ª classe, lógico. Classe executiva, segundo Saldanha, e para a raia miúda. Ele se considerava um peixe grande demais para isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1661227369921768727-5576922102475262401?l=causoscorporativos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/feeds/5576922102475262401/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1661227369921768727&amp;postID=5576922102475262401&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/5576922102475262401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/5576922102475262401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/2008/12/antnio-saldanha-o-sales-manager-carioca.html' title='Antônio Saldanha, o Sales Manager carioca'/><author><name>Causos Corporativos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05123799913863392447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1661227369921768727.post-8984163817471230949</id><published>2008-12-17T15:54:00.000-02:00</published><updated>2008-12-17T15:55:07.663-02:00</updated><title type='text'>A primeira viagem internacional de Mário César, Raw Database Quality Control Coordinator Latin America</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Vocês já repararam como é engraçado quando uma pessoa de cargo intermediário vai viajar pela empresa? Principalmente, aqueles que nunca tiveram a oportunidade de sair do Brasil. Vamos ao nosso caso do dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mário César acabou de ser promovido a Raw Database Quality Control Coordinator para toda a América Latina, depois de 2 anos na corporação como estagiário e mais 5 como analista de sistemas, fazendo planilhas e consertando laptops de gerentes dia e noite. Esse rito de passagem (a promoção) traz consigo novas responsabilidades (ou “novos desafios”, como as menininhas do RH gostam de falar) e a chegada a um novo patamar de status corporativo. Mário César, ao se tornar Coordenador, virou, digamos, um “homenzinho” na pirâmide (de Babel) corporativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu primeiro grande desafio é fazer o treinamento de 2 dias “How to manage and guarantee the raw database quality” na matriz da empresa, na cidade de Bloogminton, Illinois, Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que orgulho! Mário César vai para A AMÉRICA! Como nos filmes! Um verdadeiro Business Man! O pior: ele realmente passa a se achar importante...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na manhã seguinte (ele não dormiu nada a noite pensando como vai fazer para enrolar os americanos com o seu inglês aprendido num curso de 6 meses em numa escola em Osasco), começam os preparativos. O circo, mais uma vez, está montado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Cris (secretária da diretoria) que nunca havia falado com ele, parece uma meretriz tentando agradá-lo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cesinha! Cesinha! – aparece a Cris o chamando estranhamente de forma carinhosa no meio das baias – Precisamos emitir a sua passagem ainda hoje! Pode deixar comigo, querido: sou perita em “estar emitindo” passagens para a diretoria “estar indo viajar” para os Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Obrigado, Cris. – Mário César, para que todos ouçam, em alto e bom tom, agradece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Essa pequena prosa já garantiu com que o vôo de Mário César atrasasse 2h, tamanha a inveja e urucubaca que as pessoas que ouviram que o Mário César vai viajar jogaram nele. Mas a arrogância de Mário aumentava a cada momento. Ele passa o dia todo fazendo os preparativos para sua importantíssima viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cris, já posso pegar os dólares com o Zé da Controladoria? – pergunta, a plenos pulmões, Mário César ao passar pela copa cheia de gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim a correria continua durante toda a semana. Marca horário com o táxi, compra um sobretudo (afinal, é esperada uma temperatura de 15º C em sua chegada), cancela a aula de espanhol na mesma escola de Osasco e avisa a TODOS os seus amigos que não poderá ir ao futebol pois VAI PARA OS ESTADOS UNIDOS A TRABALHO (letras maiúsculas para tentar mostrar o volume da sua conversa ao telefone).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, e é claro! Mário César vai realizar seu grande e mesquinho sonho: criar o “Auto Reply email”. Ele senta, pensa, escreve, re-escreve e, depois de uma manhã, termina a frase: “I´ll be out of the office (Meeting in the UNITED STATES) and will not return before July, 15th”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim chegou o dia da viagem. O taxi não atrasou nem 1 minuto! O vôo foi bastante tranquilo (tirando o atraso de 2h)! Apesar dos 21º C de temperatura, o sobretudo foi usado o tempo inteiro nos seus 2 dias de estada! O curso... bem, o curso... quem se importa!?!? Vamos é detonar os chocolatinhos Lindt que ele trouxe do Duty Free!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1661227369921768727-8984163817471230949?l=causoscorporativos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/feeds/8984163817471230949/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1661227369921768727&amp;postID=8984163817471230949&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/8984163817471230949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/8984163817471230949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/2008/12/primeira-viagem-internacional-de-mrio.html' title='A primeira viagem internacional de Mário César, Raw Database Quality Control Coordinator Latin America'/><author><name>Causos Corporativos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15022248989997227390</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1661227369921768727.post-2442101119092877082</id><published>2008-12-15T13:33:00.000-02:00</published><updated>2008-12-15T22:42:52.395-02:00</updated><title type='text'>Lu, a analista de recrutamento</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Luciana Hauber&lt;br /&gt;Recruitment analist South America&lt;br /&gt;E-mail: &lt;a href="mailto:Luciana.Hauber@rh-alpha.com"&gt;Luciana.Hauber@rh-alpha.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Phone: +55 11 2345 6789&lt;br /&gt;Fax: +55 11 2345 6134&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luciana.Hauber, 28 anos, trabalha há 2 anos e 3 meses na corporação. Ingressou em um programa de trainee que selecionava calouros para a área de pessoas. Exatamente, pessoas !!! Um rhneano corporativo que se preze jamais chamaria sua área de RH. . . DP então !?!? . . .você tá louco. ..nem pensar. Eles trabalham com “people”, com talents.&lt;br /&gt;Muito embora eles trabalhem com people, perceba como é um “departamento de pessoas” de qualquer empresa: parece mais um departamento anti-pessoas, tamanho o descaso, a burocracia e a falta de atenção com os talents, que neste caso, parecem mesmo é slaves. Em todos eles, há alguma divisória da repressão que impede qualquer contato mais aproximado.&lt;br /&gt;Estamos em pleno século 21, passando por uma fase de profunda revisão e modernização nos conceitos e nas pesquisas a respeito da gestão de pessoas e quando tenho que falar com a área de pessoas da nossa empresa, me deparo com uma enorme divisória xenófoba anti-funcionário, sempre tendo de aguardar 5 minutos até que a LÚ me atenda, no auge de seu mau-humor matinal, sob um “bom dia, em que posso ajudá-lo”&lt;br /&gt;A Luciana é uma mulher (per)feita ! 28 anos, estabelecida profissionalmente, não depende de um companheiro para sustentá-la. Isto explica o fato de estar solteira. De fato, não existe homem suficiente para este mulherão. Independente, dona de si, bem produzida, culta – afinal “morou” 6 meses na Inglaterra&lt;br /&gt;Estabelecida, pois é recruitment analyst de uma grande multinacional, o que lhe confere um ar de superioridade, principalmente quando trata os estagiários. Independente, pois é dona única e exclusiva de uma bagatela mensal de R$ 1.700,00 (mês) . 1.700 limpinho, sem desconto!&lt;br /&gt;Além de rica, é dona de uma beleza corporativa, marcada pela suas maquiagens e roupas de marcas. Relaciona-se com as pessoas de uma forma padrão arrogante, demonstrando sua corriqueira falsa simpatia, falsa empatia e falsa dedicação em resolver problemas alheios. Isso também lhe confere o falso perfil “high interpersonel skills”. Mas, devemos lembrar sempre que em corporações, ser falso é ser real. Você não precisa ser high interpersonel, você deve interpretar este papel.&lt;br /&gt;Lu adquiriu sua “habilidade interpessoal” quando passeou pela Inglaterra. Fez um cursinho safado de inglês e lavava chão na piccadilly circus. Ficou por lá 6 meses em um cubículo com 5 brasileiros e namorou um argentino, que, assim como ela, foi viajar para fazer putaria, beber e fazer mochilão.&lt;br /&gt;Tradução para o corporatês (dialeto corporativo, na qual a sua não utilização é sempre mal entendida pelos outros habitantes das baias): Com intuito de refletir melhor sobre sua profissão e adquirir maior bagagem cultural (vide dica número 4, no texto “10 dicas para se dar bem em uma entrevista”),Luciana MOROU na Europa por um tempo. Neste intercâmbio, ela conseguiu aperfeiçoar o seu inglês, adquirir experiência profissional em outro país, na qual era responsável pelo bom saneamento da cidade, reportando-se diretamento para o cleaning supervisor. Viajou 1 mês pela Europa para ter contato direto com outras culturas (que em nossa opinião foi muito profundo).&lt;br /&gt;Como recruitment analyst, Lu entrevista pessoas como ninguém. Ela tem feeling, conhece people, entende de perfil . . .afinal são 27 anos de novela das oito todos os dias. Associa entrevistados à personagem de novelas como ninguém. E não adianta ! Se houve alguma gesticulação errada, mau posicionamento ou mau emprego do corporatês, a Lu é implacável ! É CV para o lixo direto. Não serve nem para rascunho !Faculdade de ponta, pós no exterior e cinco anos de experiência na área . . .não importa! O feeling da Lú é infalível.&lt;br /&gt;Enfim, Luciana é antes de tudo uma pessoa diferenciada e uma super-mulher. Por isso, esse ano ela sairá novamente na foto do cartaz de anúncio do programa de trainee 2010, daqueles pregados nos murais , sob o título de “ seja um talento, faça parte de nossa equipe”. Luciana é a corporação encarnada, a profissional que trata pessoas com o mesmo talento de quem advinha todos os finais de novelas. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1661227369921768727-2442101119092877082?l=causoscorporativos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/feeds/2442101119092877082/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1661227369921768727&amp;postID=2442101119092877082&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/2442101119092877082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/2442101119092877082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/2008/12/lu-analista-de-recrutamento.html' title='Lu, a analista de recrutamento'/><author><name>Causos Corporativos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05123799913863392447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1661227369921768727.post-3054298134810101271</id><published>2008-12-08T10:18:00.001-02:00</published><updated>2008-12-08T10:36:01.352-02:00</updated><title type='text'>Dez conselhos para se dar bem em uma entrevista</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;1 – A roupa é muito importante. Avalie o setor da empresa que quer te contratar. Se for uma de internet ou agência de publicidade, vista a sua roupa mais estranha. Dê preferência para calças xadrex, tênis all-star e camisetas com estampas de famosos descolados, tipo Mussum, Seu Madruga, Tim Maia e Sócrates. Se for um banco de investimentos, compre uma camisa de R$ 380 acinturada e uma gravata séria. A camisa de R$380 tem que ser aquela encomendada, com suas iniciais. Ex.: Se você é o Vitor Fasano, V.F. No caso de se tratar de uma vaga de marketing numa empresa de bens de consumo, camisa azul e aberta. Se você for mulher, use um decote na entrevista com o gerente. A entrevista com o rh não é o momento para usar aquela blusa branca pois você não pode ser mais gostosa que a entrevistadora. Lembre-se: ser gostosa é o principal “skill” para se trabalhar numa empresa dessas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 – Finja esquecer a pronúncia de palavras em português! Afinal, esse código linguístico é de um povoado da América do Sul e, quem quer se dar bem no Business World, não necessita desse conhecimento. Fale coisas do tipo: “Quando trabalhei na empresa Alpha, adquiri um... um... um... putz... como se fala ‘knowledge’ mesmo em português?” – isso vai impressionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 – Gestos. Use muitos gestos se a entrevista for com a menininha de RH. Elas entrarão em colapso com tanta informação e julgamento: não conseguem assimilar gestos e palavras. Isso é um trunfo, rapaz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 – Coloque sempre um propósito profissional em todas as viagens que fez até hoje! Jamais fale que foi à Disney ou que foi passar o Reveillon em Paris enchendo a cara até cair. Além de gerar (muita) inveja, dá impressão de desleixo... Diga: “veja bem, fui a Paris no final do ano passado tentar entender como a cultura advinda da Revolução Francesa influencia as relações de negócio daquele país.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 – Existem alguma palavras-chave e termos que irão garantir o seu sucesso. Seja qual for o contexto, use-as: “iniciativa”, “capacidade de trabalho em equipe”, “voltado para resultados”, “versátil”, “ambição”, “perfeccionista”, “dedicação”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 – Jamais diga o quanto você quer ganhar. Jamais diga que gosta do horário de verão. Jamais diga que tem sonhos. Jamais diga que joga tênis às 19h30 de terças e quintas. Jamais diga gosta de férias. Jamais diga que gosta de passar um tempo com seus filhos, namoradas e amigos. Ou seja, não diga, sob hipótese alguma, verdades. A partir de agora você deve assumir seu papel de parte integrante da corporação. Seus desejos e anseios passam a ser estritamente os da corporação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 – Experiências anteriores: nunca desmereça o tempo que passou no Centro Acadêmico fumando maconha ou seu estágio nos fundos dos fundos do back-office do Itau. Sempre enalteça sua contribuição na empresa júnior da faculdade logo no primeiro ano, bem como as melhorias que fez nos processos de um dos bancos líderes na América Latina se reportando diretamente ao gerente. Aquelas duas semanas que passou na empresa do seu pai também contam como experiência profissional, afinal de contas você era o responsável por grande parte do gerenciamento do fluxo de caixa da empresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 - Demonstre interesse: na primeira entrevista com o rh pergunte sobre o plano de carreira da empresa e se há expectativa de crescimento. Já com o gestor pergunte sobre a autonomia dos funcionarios na área e quais são as diretrizes da empresa para o proximo ano. Cite uma matéria que leu, que não se lembra bem se na Exame ou Valor (isso despistará um pouco...) sobre o mercado farmacêutico ou sobre o crescimento econômico dos Brics (use essa sigla ao inves de citar os nomes dos paises e torça para que ele nao estenda muito o assunto).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9 – Qualidades: Se mostre (lembre-se que em empresa, você não precisa ser, você precisa se mostrar), antes de tudo, um pró-ativo. Tente tomar iniciativa em tudo na entrevista. Se for possível, dê um jeito de você mesmo oferecer água ou café para o entrevistador. Sua outra qualidade-chave é o trabalho em grupo. Embora você seja o maior fofoqueiro e criador de pequenas intrigas do departamento de seu emprego atual, lembre-se que seu maior ponto forte é o trabalho em equipe, sempre ajudando seus colegas (embora sabemos que você nunca faz isso e quando faz dá um jeito de deixar bem transparecida a sua superioridade naquele assunto).&lt;br /&gt;Como invariavelmente você será questionado sobre três virtudes, lembre-se que você também é um "Hands-on". Não importa o que seja isto, mas está na moda corporativa. Palavras em ingês soam bem aos ouvidos da Lu, a nossa analista de recrutamento, que brevemente ganhará um recital em nosso blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando questionado sobre seu defeitos, diga que você tem dois: perfeccionista e ansioso. Perfeccionista porque gosta de ter todas as coisas feitas corretamente e não admite erros ou falhas. E ansioso porque tem pressa de ver as coisas acontecendo. Especialmente os projetos que está tocando, ou os grupos que tem liderado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10 - Quando o entrevistador pedir para conversar em inglês com você, tenha muito bem decorado a lista do seus hobbies. 9 a cada 10 analistas de RH tem seu inglês restrito a este tipo de pergunta. Pode ser que 1 a cada 10 estenda esta longa conversa de 3 minutos em outro idioma, questionando se você tem experiência internacional. Aí você já sabe o que dizer . .. vide 4ª conselho.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1661227369921768727-3054298134810101271?l=causoscorporativos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/feeds/3054298134810101271/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1661227369921768727&amp;postID=3054298134810101271&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/3054298134810101271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/3054298134810101271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/2008/12/dez-conselhos-para-se-dar-bem-em-uma.html' title='Dez conselhos para se dar bem em uma entrevista'/><author><name>Causos Corporativos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15022248989997227390</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1661227369921768727.post-9092683632798447176</id><published>2008-12-04T18:59:00.001-02:00</published><updated>2009-05-22T12:05:14.671-03:00</updated><title type='text'>Cartões de Visita</title><content type='html'>Além de um cargo numa empresa multinacional de grande porte, há uma coisa que é motivo de orgulho para a maioria dos colaboradores (adoro esse termo!): seu cartão de visita. Como as pessoas adoram exibi-los, distribuí-los, mostrá-los...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há aqueles que fazem questão de deixar alguns na sua mesa, pra que quem venha lhe falar algo, veja que trata-se do Internal Issues Coordenador (aguardem, porque logo mais postaremos sobre os cargos nas corporações). Outros inclusive colocam pregados na parede de sua baia. Tem aqueles que saem distribuindo para todos que vêem na rua, entregam pra recepcionista, pro porteiro, pro manobrista. Não me perguntem o por que, porque não sei dizer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que me intriga mais com os cartões de visita, é a maneira como as pessoas agem com eles nas reuniões. Quando uma reunião vai ter início, os caras se apresentam e dão aquele tradicional aperto de mãos (que tem que ser firme, aperto de mãos leve, é coisa de mal profissional. Novamente, não me pergunte por que, que eu não sei a resposta).&lt;br /&gt;Aí vem a cena que me intriga. Depois do aperto de mãos, há a troca de cartões de visita. Um fato natural, não fosse por uma situação: Nunca, nunca ninguém pode olhar para o cartão do outro. Você tem que assim que receber o cartão, automaticamente colocar no bolso do paletó, guardar no seu porta-cartão (não sei também porque não se pode colocar na carteira) ou colocar na mesa, para o caso de você se esquecer do nome do cara com quem está falando. Mas não pode olhar. Quem olha se rebaixa, como se quisesse ver se é pior ou melhor que o outro. E olhando você mostra que é pior. Simples assim...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1661227369921768727-9092683632798447176?l=causoscorporativos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/feeds/9092683632798447176/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1661227369921768727&amp;postID=9092683632798447176&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/9092683632798447176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/9092683632798447176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/2008/12/cartes-de-visita.html' title='Cartões de Visita'/><author><name>Causos Corporativos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05123799913863392447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1661227369921768727.post-5054678420722700885</id><published>2008-12-04T18:38:00.000-02:00</published><updated>2008-12-04T19:10:43.164-02:00</updated><title type='text'>O Holerite</title><content type='html'>Nem mesmo situações banais passam despercebidas aqui no nosso blog. Alguém já parou pra pensar sobre o que acontece durante a entrega de holerites? Nunca? Então vamos lembrar.:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a menina do RH vem passando de mesa em mesa, os colaboradores (adoro esse termo!) reagem de diferentes maneiras. Tem aquele cara, piadista, que todo o mês faz a mesma piada: segura o holerite com as duas mãos, age como se estivesse segurando uma bigorna e diz:&lt;br /&gt;- Nossa, que pesado que tá esse mês! É muito dinheiro aqui dentro...&lt;br /&gt;Engraçadinho até. Ainda mais se comparado com aqueles caras que parecem que têm muito a esconder. Recebem o holerite, olham para os lados, como se checando se não há ninguém vendo, abrem, dão uma rápida espiada e colocam na sua pasta. Ou então aqueles que assim que o recebem já colocam na gaveta e a trancam.&lt;br /&gt;Por que será que fazem isso?! Será que seu salário é muito maior que o dos outros? Ou será que tem alguma outra informação que os outros não podem saber, sei lá, tipo, orientação sexual. Vem escrito:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colaborador: Jorge Menezes&lt;br /&gt;Salário: 3.689,00&lt;br /&gt;Descontos: 1.249,12&lt;br /&gt;Orientação sexual: HOMOSSEXUAL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1661227369921768727-5054678420722700885?l=causoscorporativos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/feeds/5054678420722700885/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1661227369921768727&amp;postID=5054678420722700885&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/5054678420722700885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/5054678420722700885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/2008/12/o-holerite.html' title='O Holerite'/><author><name>Causos Corporativos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05123799913863392447</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1661227369921768727.post-720051994519363387</id><published>2008-12-04T18:14:00.001-02:00</published><updated>2008-12-04T18:14:34.489-02:00</updated><title type='text'>Elevador</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quem trabalha em uma corporação sabe que o teatro corporativo, o jogo, ou qualquer outra denominação que você dê ao seu trabalho, começa quando você chega na empresa e toma o elevador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você não faz a menor idéia de quem seja seu colega de trabalho, mas você tem a obrigação de fazer algum comentário e puxar um assunto. Afinal, vai que esse cara vira seu chefe amanhã. Num elevador são abordados diversos temas de nossa sociedade, por exemplo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Metereorologia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Calor ein?&lt;br /&gt;- Pois é, numa hora dessas da vontade de ta na praia né?&lt;br /&gt;- Ah é. Mas o pior é que ouvi dizer que vai chover no fim de semana.&lt;br /&gt;- Ah, é sempre assim né? Faz sol a semana inteira e no fim de semana chove&lt;br /&gt;- Humm, ninguém merece ne?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cotidiano:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que trânsito né?&lt;br /&gt;- É, e ta cada vez pior ein?&lt;br /&gt;- Pois é, daqui a pouco essa cidade vai parar&lt;br /&gt;(percebam como as pessoas parecem ser meio videntes, porque tão sempre fazendo previsões do futuro, mas anyway..)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Futebol. Futebol é aquele tema que sempre dá assunto aqui no Brasil. Mas na maioria das vezes num elevador você não tem muita intimidade com a pessoa, entao não dá pra dar aquela sacaneada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E o seu Corinthians ein?&lt;br /&gt;- Ah nem me fale viu...esse time só me dá tristeza.&lt;br /&gt;- Hehe.....&lt;br /&gt;-Mas ano que vem tamo de volta na primeira divisão (Vejam a previsão novamente)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Maio já ein?&lt;br /&gt;- É daqui a pouco é quase Natal já...(que puta exagero!! Mas olha a previsãoaí presente)&lt;br /&gt;- Como voa o tempo ne?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é claro, ninguém fica sem falar de trabalho. Sempre tem aquele cara que não faz a menor idéia do que vc faz e pergunta como vai o trabalho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E ai? Como tao as coisas? Trabalhando muito?&lt;br /&gt;- Ah sempre ne? Na correria...&lt;br /&gt;- Ah ta, assim que é bom ne? (Como bom?! Me explica!!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas também tem aquele cara que sabe um pouco só sobre você. Sabe que você é da área de vendas mas não tem noção do que vc faz. Aí vem e fala:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E ai? Vendendo muito?&lt;br /&gt;- Ah bastante...(acabei de perceber que praticamente todas as frases proferidas no elevadore começam com “ah...”)&lt;br /&gt;- Legal. Daqui a pouco vc vira presidente aqui (olha mais uma previsão)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora invetaram de colocar uma TV de plasma no elevador. Aí fica passando umas notícias, que dão tema pra mais uma profunda conversa de elevador. Aparece ali: “Bovespa tem alta de 3%”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A bolsa subiu ein?&lt;br /&gt;- Pois é, 3 por cento. (porra, o cara sabe disso! Por isso que ele falou que subiu...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou entao aparece: Corinthians perde mais uma. Desta vez para o CRB&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Coringão perdeu mais uma ein?&lt;br /&gt;- É, dessa vez pro CRB...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer dizer, na verdade essa TV de plasma foi feita para aumentar a sua obrigação de puxar assunto, já que dessa vez não tem desculpa, você sempre vai ter assunto. Pensando bem, acho que essas TVs de plasma não passam de um instrumento do RH para promover a integração entre os funcionários, como aqueles cafés da manhãs...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1661227369921768727-720051994519363387?l=causoscorporativos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/feeds/720051994519363387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1661227369921768727&amp;postID=720051994519363387&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/720051994519363387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/720051994519363387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/2008/12/elevador.html' title='Elevador'/><author><name>Causos Corporativos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15022248989997227390</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1661227369921768727.post-185637526621195873</id><published>2008-12-04T10:10:00.000-02:00</published><updated>2008-12-04T10:11:41.731-02:00</updated><title type='text'>Dogmas Corporativos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A planilha de nomes de clientes criada pelo Laerte Praxedes, ex supervisor da área de cadastro de clientes e ex-chefe de nosso amigo Teixeira, ou Senhor Teixeira, para os subordinados, é tida como uma verdadeira bíblia sagrada dentro da corporação. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Elaborada em 1987 pelo minucioso Praxedes, a planilha relaciona diversos clientes com suas subsidiárias, outros nomes fantasia, empresas controladas etc. Seu principal uso é para distribuir organizar o setor de vendas, permitindo assim que um único vendedor atenda o mesmo grupo de empresas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Questionar a planilha de vendas é a mesma coisa de se questionar o que está escrito nas sagradas escrituras. Se lá está escrito que a Vasp é o principal cliente da empresa, é uma injúria tentar dizer que isso está fora da realidade. E aquele que levantar essa inverdade será considerado um pagão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Outro dia mesmo, Leandro Leal, estagiário do departamento de finanças, foi questionar o porquê de o Banespa ainda constar como cliente da Prodesp – Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo, se há anos o banco foi privatizado. Aquilo foi tomado como uma ofensa ao divino. Como um simples estagiário ousou questionar um dogma que nem mesmo os diretories mais respeitados pensam em discutir? Teixeira ficou furioso. A planilha do Praxedes é inquestionável, disse ele. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Teixeira, aliás, usa a planilha do Praxedes para tudo. Por ser um profundo conhecedor de seu conteúdo, afinal era o customer register suporter junior favorito do Dr. Sebastião, criador da planilha., em qualquer querela envolvendo segmentação de clientes logo evoca a planilha de Praxedes, contra a qual nenhum argumento tem valor. Assume assim um papel de sábio, referência quando o assunto é a planilha. Até mesmo para ter acesso ao diretório onde fica gravada a planilha na rede do departamento é necessário a autorização do Teixeira. A planilha é importante demais para que qualquer pecador possa vê-la. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O pobre estagiário, Leal, que recém saído do ensino médio não conseguia entender como as pessoas ainda usavam como referência uma planilha feita na época da Guerra Fria, foi submetido a um verdadeiro tribunal de inquisição. Teixeira levou pessoalmente o assunto ao diretor financeiro. Tratou o caso como uma questão “de diretor para diretor”. Um castigo severo deveria ser aplicado naquele que tentou ir contra um dogma fundamental daquela corporação. Isso deveria servir de exemplo para os demais. Nunca, nem mesmo nas situações mais adversas, a planilha de Praxedes pode ser questionada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Logo os demais membros da empresa tomaram partido de Teixeira. Afinal, também tinham fé na planilha. É claro, pois muita incompetência e erros eram escondidos ou camuflados com a desculpa: “mas eu fiz de acordo com a planilha do Praxedes”. Falado isso, estava encerrada a discussão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Leandro Leal não teve seu contrato de estágio renovado. Como justificativa, a empresa alegou que ele não compartilhava de seus valores e princípios. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1661227369921768727-185637526621195873?l=causoscorporativos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/feeds/185637526621195873/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1661227369921768727&amp;postID=185637526621195873&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/185637526621195873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/185637526621195873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/2008/12/dogmas-corporativos.html' title='Dogmas Corporativos'/><author><name>Causos Corporativos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15022248989997227390</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1661227369921768727.post-3481183403777674108</id><published>2008-12-02T16:33:00.000-02:00</published><updated>2008-12-02T16:34:42.732-02:00</updated><title type='text'>Os Últimos Dias</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Rumores rondam e rodeiam pelos cubículos do departamentos. No semblante dos escravos, um ar de inquietude, ansiedade e impaciência. Está certo que ser inquieto, impaciente e ansioso é uma condição essencial, uma espécie de competência indispensável para se trabalhar em uma corporação... Eu diria que é um status. Nas empresas, não há  liberdade de ser calmo, sensato e equilibrado. Isto sempre é percebido como leviandade, desmotivação e desleixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto desta vez, tudo está muito estranho. O junior analist, a endomarketing co-assistant e o intern conversando longamente no café denuncia: algo sensacional está por vir! As fofocas não estão rolando nas baias por enquanto, e sim em lugares bem distantes tal como o almoço, happy hour e etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não posso soltar esse babado para vocês agora... É muito delicado!” Essa frase idiota é sempre pronunciada quando acontece coisas deste tipo. Na verdade, não é idiota, mas sim nojenta e mesquinha. Ou alguém acha que um corporolóide que se preze preservaria a integridade de um colega? Aliás, quem disse que existe integridade moral em empresas? Se ele diz  não poder “soltar esse babado agora” é porque tem a informação primeiro e, portanto, confere a ele um ar de “sou mais influente que vocês”. Palmas para o assistant suporter, que se acha um ícone da comunicação informal da empresa, mas não passa de uma fofoqueira de portão das mais rampeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A provável saída de um colega é sempre acompanhada de um ar misterioso e algo é inevitável: o surgimento de uma das mais famosas e indiscretas perguntas do fofoqueiro mundo corporativo: “ele está saindo, ou vão sair com ele ?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na maioria das vezes ninguém sabe, mas aí é que está a graça! Afinal, uma vez sabendo que ciclano está saindo, inicia-se um período de grandes atrações corporativas, com muitas apostas e sessões “falsidade emocional com frases de efeito”, tais como “nossa que pena” (quando alguém fala isso, você pode crer, ele tá dando graças a Deus que o ciclano tá indo embora).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Mercado sujo de apostas maldosas das baias do departamento está apelando: saiu, ou saíram com ele? Vamos pensar que saíram com ele, assim evitaremos que os queridos colegas de trabalho percam a oportunidade de queimá-lo e maldizê-lo pela última vez, da maneira mais cruel e exagerada possível. Afinal alguém já viu um corporolóide elogiar um colega de trabalho? Digamos que isto ocorre em uma proporção de 1 a cada 10.000 críticas que ele defere aos colegas durante o ano inteiro. Ao longo de todos estes anos de empresa, sequer me lembro de alguém elogiando o trabalho de um colega de mesmo nível hierárquico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas enfim, sem polêmicas! Saíram com ele... Consigo ouvir daqui aqueles comentários baixos, mas enfeitados sempre com a sofisticação barata do mundo corporativo. Invés de uma plaquinha do tipo “eu já sabia. .filma eu galvão”, tal como nas transmissões do futebol, a nossa analista Mari, vai dizer que “tudo isto já estava na cara, afinal ele estava saindo mais cedo todos os dias. Vai ver que ele já sabia e estava fazendo entrevista”. A secretária Ana denúnciou: “o filme dele com o pessoal da diretoria já estava muito queimado”. Aproveitando o ensejo, o Rubão do contas a pagar alfineta: “também o cara não dava uma dentro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até então nosso querido colega nada havia que pudesse desaboná-lo, mas repentinamente, subitamente e devido ao inconsciente coletivo, passou a ser o pior profissional possível. O povinho da empresa se sente na obrigação de justificar a fofoca, claro que cada um da sua forma, maneira esta que em 95% dos casos é infundada e sem sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns escravos estão perplexos! Será uma crise? Será que é corte de pessoal? Este tipo de assunto mexe com a estabilidade dos escravos e o mais engraçado é que neste ponto as fofocas, os temores e as dúvidas se tornam enormes, porém é necessário manter sempre um falso sigilo. Pessoal mandando CV... Qualquer comentário descuidado no meio do departamento pode ser fatal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, o momento derradeiro foi quando o seu chefinho saiu para conversar com este nosso colega retirante em particular numa sala de reunião. O IBOPE de pelo menos três departamentos juntos atingem recordes a ser comparados apenas com a final da novela das 8 (não esqueça, empresas são novelas) – acabou  o expediente – é fofoca e cogitação até o final do dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que no outro dia pela amanhã, o colega anuncia sua saída e, o melhor: ele pediu as contas e segunda-feira começa na nova empresa! Não saíram com ele! Fofocas erradas, conclusões estúpidas e preocupações sem motivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As animações do último dia são hilariantes. A saída de um colega de anos é um evento, festa, onde alguns comemoram e outros lamentam, mas todos sem exceção comparecem ao último happy-hour. Afinal, na verdade, todos estão querendo uma “boquinha” na nova empreitada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o último dia, sessões de falsidade emocional, na qual quem parte é a grande estrela do mundo de Caras versão empresas: a secretária Ana sempre chora quando alguém está de saída; o Rubão saiu do seu cubículo, lá no contas a pagar, para desejá-lo boa sorte e dizer que se não fosse ele, o departamento estaria perdido. Aproveitou para deixar seu contato. Os supervisors e co-supevisors se utilizarão de falsa polidez para agradecê-lo por tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Mari aproveitou para tirar fotos o dia inteiro, do colega em seu cubículo, de toda turma no último almoço e centenas de fotos no happyhour. Tudo indica que a sessão de fotos da Mari não vai parar no happy-hour, mas a continuação desta história fica para o post sobre romances corporativos...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1661227369921768727-3481183403777674108?l=causoscorporativos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/feeds/3481183403777674108/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1661227369921768727&amp;postID=3481183403777674108&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/3481183403777674108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/3481183403777674108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/2008/12/os-ltimos-dias.html' title='Os Últimos Dias'/><author><name>Causos Corporativos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15022248989997227390</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1661227369921768727.post-7303990336812459624</id><published>2008-12-01T15:33:00.000-02:00</published><updated>2008-12-04T10:14:54.526-02:00</updated><title type='text'>O Aniversário do Diretor</title><content type='html'>Em toda a história da humanidade, sempre se veneraram os Deuses. Alguns com formas humanas, outros com formas animais. Alguns povos acreditavam existir vários Deuses, outras civilizações acreditavam ter apenas um. Deus, Alá, Yaweh, são diversos os nomes. Cada religião chama o seu da maneira como convém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mundo corporativo os Deuses têm outro nome: O Diretor. Esse é um ser acima do bem e do mal. Todos os funcionários veneram (estou excluindo aqui o presidente, já que esse não faz parte do dia-a-dia de trabalho). O cara que sabe mais que todos, que tem o carro melhor, que todos conhecem, que é mais bem sucedido, que chegou mais longe na evolução empresarial. Esse ser, uma vez por ano faz aniversário. Essa data é, no mundo corporativo celebrada como o Natal, para os Cristãos. No dia do aniversário do Diretor, todos prestam reverências, fazem homenagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo começa com a preparação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro passo: Quem vai comprar o presente? Essa, normalmente é tarefa para o Gerente Senior, afinal, o presente pro Diretor tem que ser caro. Ou você acha que ele vai usar uma camisa que não seja ao menos de uma Brooksfield da vida? E tem que ser o Gerente Senior, porque ele é o único cara que tem o cartão corporativo. Não interessa se depois vão rachar o presente. Tem que pagar no cartão corporativo (mas isso é mote para outro texto).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Passo: Quem vai comprar o bolo? Com certeza é assunto da Marketing (Finance, Operations, Sales Administration) Executive Assistant, também conhecida popularmente como a secretária bilíngüe. Ela que conhece os gostos do Diretor, afinal é ela quem pede e recebe seus lanches no Delivery.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí sempre rolam as especulações. O Zé povinho sempre fica de supetão, porque pode pintar uma boca-livre no almoço. E se rolar o almoço, é almoço de 3 horas amigo. Almoço de 3 horas quer dizer nada de trabalho a tarde...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, não rolou almoço, vai ser só o bolo na sala do Diretor. Então começa um outro episódio. Quem vai ser o primeiro a entrar na sala? Essa é uma disputa que podemos chamar de 100 metros rasos corporativo. O cara quer chegar antes, ser o primeiro a entrar na sala, mas não pode dar na cara, então da aqueles passinhos acelerados. Tá bom, acho que não seriam 100 metros rasos, mas uma marcha atlética corporativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na hora do parabéns, diferentemente daquela cantoria que rolou na última festa que você esteve presente na empresa, em que apenas meia dúzia cantavam, na do Diretos todos cantam. TODOS, em alto e bom som. Afinal, Deus tem que ouvir sua voz, perceber que você está feliz por ele, que é uma data especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falta apenas dizer que todos os funcionários vão dar suas felicitações ao Sr. Deus. Mesmo aquele cara que trabalha em outro departamento e a 3 andares de distância tem que subir esses 3 andares para dar um saudoso abraço, desejar o melhor da vida e que muitas coisas boas ainda lhe ocorram. E sabe que vão ocorrer. Por que? Porque ele é Deus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1661227369921768727-7303990336812459624?l=causoscorporativos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/feeds/7303990336812459624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1661227369921768727&amp;postID=7303990336812459624&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/7303990336812459624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/7303990336812459624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/2008/12/o-aniversrio-do-diretor.html' title='O Aniversário do Diretor'/><author><name>Causos Corporativos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15022248989997227390</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1661227369921768727.post-5615658581490784616</id><published>2008-12-01T11:50:00.001-02:00</published><updated>2008-12-03T10:21:52.385-02:00</updated><title type='text'>Casual Day</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Com intuito de “motivar os colaboradores” e “propiciar um ótimo clima organizacional” (as menininhas de RH adooooooram esses termos!) foi instituido um dia na corporação no qual é permitido utlizar roupas mais leves e menos formais: o Casual Day, um dia extremamente engraçado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vez de terno, camisa social, tailleur, salto de bico fino e maquiagem delicada, nesse dia, você verá coisas fantásticas e inesquecíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos aos nossos personagens e seus trajes super-descolados das sextas-feiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jefferson trabalha no departamento de TI. Durante a semana desfila com suas camisas brilhosas de tecido sintético das suas cores preferidas: laranja e verde água. Calça? Sempre preta. Sempre. A não ser na sexta-feira, quando não titubeia ao colocar sua calça jeans beeem azul e uma camiseta da Onbongo que viu seu ídolo Felipe (goleiro do Corinthians) usando num determinado programa de televisão de domingo a noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria Cristine é secretária da diretoria (Cris ganhará um texto em breve aqui no blog). Adoooora pagode, mas, devido ao seu importante cargo de lambição aos diretores e sua síndrome do pequeno poder, só pode demonstrar seu gosto no mágico Casual Day. Seus trajes: calça branca e uma blusinha preta um “pouquinho” decotada (no máximo se ve as curvas dos seus fartos, firmes e bem torneados seios, nada mais que isso). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Paulinho é analista sênior de marketing da principal marca da empresa. Seu pai joga golf com o diretor de marketing (Daí acabou descolando esse job pro filho do seu brother que saiu da faculdade no terceiro ano para abrir uma balada na Vila Olímpia que faliu em 3 meses. Mas isso também é assunto para outro texto). Durante a semana só usa camisas feitas sob medida pelo seu alfaiate e com suas iniciais estampadas. Já na sexta-feira, usa pólos e tênis extremamente chamativos. Ué? Mas pode usar tênis? Pode usar pólos que não sejam lisas ou com no máximo pequenos detalhes? Paulinho, o amiguinho do diretor, pode. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Teixeira, 42 anos, é Coordenador de Cadastro de Clientes (aquele cargo que ninguém sabe porque existe). Não fala inglês (não acha relevante), não terminou a faculdade (não acha relevante), não sabe trabalhar com Excel (não acha relevante) e não trata bem seus subordinados (não acha relevante). Mas nunca chegou atrasado! Religiosamente está no escritório diariamente às 7h50. Seu lema: trabalha bem quem acorda cedo! Faz isso desde os tempos em que era Coordenador de Filas numa agência do Banespa (onde ficou 15 anos antes de ser demitido após a desestatização do Banco) e Supervisor de Administração de Vendas (dessa vez, no Mappin). Para Teixeira não existe Casual Day. Segunda a sexta, faça chuva ou Sol, Teixeira está com seu terno preto, camisa branca e gravata vermelha. O seu maior prazer nas sextas-feiras é criar caso e criticar as roupas dos outros funcionários. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na última sexta-feira, ao ver Paulinho com uma pólo daquele que era seu time de Rugby preferido quando morava na Nova Zelândia, o New Zealand Bees, e um Nike Super-Mother-Fucker-Z-Type-Shox com 17 molas personalizadas, Teixeira não teve dúvidas em criticar suas vestimentas. Chamou seus colegas, chamou aqueles que com quem nunca havia falado antes, para zombar do pobrezinho do Paulinho. Mas logo do Paulinho, Teixeira? Ele é amigo do diretor, cara! Que erro fatal... Foi demitido na segunda-feira no final da tarde. Motivo alegado: roubava caixas de caneta... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1661227369921768727-5615658581490784616?l=causoscorporativos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/feeds/5615658581490784616/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1661227369921768727&amp;postID=5615658581490784616&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/5615658581490784616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/5615658581490784616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/2008/12/casual-day.html' title='Casual Day'/><author><name>Causos Corporativos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15022248989997227390</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1661227369921768727.post-6459485688763089215</id><published>2008-11-28T17:00:00.000-02:00</published><updated>2008-11-28T17:04:34.351-02:00</updated><title type='text'>Escritório Regional do Rio de Janeiro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Toda empresa multinacional que se declara de grande porte (aliás, alguém já viu alguma empresa multinacional se declarar de pequeno porte? Não existe, mesmo que tenha apenas 4 funcionários de vendas) tem um escritório em São Paulo, onde a boiada trabalha freneticamente em busca de uma promoçãozinha ou aumento de salário de 500 Reais e outro no Rio de Janeiro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vamos chamá-lo de Escritório Regional do Rio de Janeiro. Bacana, afinal, nesse Brasilzão, tão grande, não há como ter apenas uma sede né? Bem, nem tanto. Esse escritório tem algumas características que o de São Paulo não tem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vamos comparar?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em São Paulo você tem horário para entrar? No Escritório Regional do Rio de Janeiro não tem horário.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em São Paulo você marca ponto quando chega? No Escritório Regional do Rio de Janeiro não se marca ponto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em São Paulo você trabalha às sextas-feiras? No Escritório Regional do Rio de Janeiro não se trabalha às sextas-feiras.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em São Paulo vocês fazem escala pra definir quem trabalha na sexta, depois do feriado de quinta? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No Escritório Regional do Rio de Janeiro não se trabalha na sexta, como acabamos de informar (ah, mas e se o feriado for na terça? Nesse caso no Escritório Regional do Rio de Janeiro não se trabalha na segunda)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em São Paulo você trabalha na quarta-feira de cinzas depois do meio-dia? No Escritório Regional do Rio de Janeiro não se trabalha na quarta-feira de cinzas depois do meio dia. Nem na quinta. E nem na sexta, como já informamos mais de uma vez.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em São Paulo seus relatórios de despesa são limitados? No Escritório Regional do Rio de Janeiro não tem miséria.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em São Paulo seu almoço é no restaurante por quilo? No Escritório Regional do Rio de Janeiro é no Porcão. De segunda a quinta, afinal, no Escritório Regional do Rio de Janeiro não se trabalha às sextas-feiras.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em São Paulo você sai um pouco mais cedo na Copa do Mundo pra ver o jogo do Brasil? No Escritório Regional do Rio de Janeiro não se trabalha durante a Copa do Mundo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agora, você, estagiária que acabou de entrar no mercado, louca pra aplicar seus conhecimentos da faculdade (que nada mais são do que os 4Ps do Marketing), e cujo sonho é ser gerente de produto da Unilever, está escandalizada, e questionando:- Gente! Mas se é assim, por que eles mantém esse escritório?!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quem falou que as coisas são bonitas assim, mocinha? Vou lhe responder com duas palavras: Visita Internacional. Toda subsidária brasileira tem que ter um Escritório Regional no Rio de Janeiro para receber bem os gringos. Lembre-se, estamos falando de uma empresa multinacional de grande porte. Sempre que a alta cúpula da empresa vem para o Brasil, tem que rolar uma visita a campo. Aquela visita onde os caras vão visitar um ponto de venda, onde na semana anterior, 14 promotores trabalharam para fazer a empresa dominar todas as gôndolas do hipermercado e dar a impressão de que o share da empresa no Brasil é fantástico. Mérito dos promotores? Negativo. Bola, grana, propina pro gerente da loja. E onde seria a visita a campo? Na 25 de Março? Negativo! Ipanema, Leblon, Porcão, Barra Brasa, Nuth, 4 por 4, termas... Afinal, por qual motivo a diretoria internacional gostaria de ter uma subsidiária no Brasil? Pelo potencial? Pfff.É Pela sacanagem moçada!!!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1661227369921768727-6459485688763089215?l=causoscorporativos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/feeds/6459485688763089215/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1661227369921768727&amp;postID=6459485688763089215&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/6459485688763089215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/6459485688763089215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/2008/11/escritrio-regional-do-rio-de-janeiro.html' title='Escritório Regional do Rio de Janeiro'/><author><name>Causos Corporativos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15022248989997227390</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1661227369921768727.post-1284692257281015295</id><published>2008-11-22T15:15:00.000-02:00</published><updated>2008-11-22T15:44:35.355-02:00</updated><title type='text'>A chegada do Chief Sustantability Officer - Africa and Middle East</title><content type='html'>Al Saad é mais uma daquelas pessoas sujas que hoje já não guarda qualquer valor para a corporação, mas como é dono de um grande acervo de calhordagem da empresa durantes seu 35 anos de casa, além de ter um certo lobby com um monte de líderes africanos e sheiks, foi necessário criar um cargo para essa figura incompetente e pilantra. Eis: CHIEF SUSTENTABILITY OFFICE reportando diretamente para o CEO. E o que ele reporta???? Porra nenhuma!!! No máximo, as sacanagens que estão acontecendo nos governos e algumas sujeiras corporativas que todo mundo sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O latin-America inter world relationship manager, o Barbosa, decidiu que era hora de convidá-lo para uma série de apresentações e comitês visando apresentar a sede, além de agendar uma reunião com os VP´s brasileiros. O Barbosa - que não passa de secretária de luxo da presidência (na cadeia, ele seria o mesmo que a barbie da malandragem) - conseguiu!!! Vocês acham que o calhorda pilantra iria deixar de vir ao Brasil para um show da patifaria corporativa descendo aos mais baixos níveis de hipocrisia, com uma série infindável de blá-blá-blá dos mais picaretas??? Jamais!!! Imagina sequer uma conversa do CSO com o Barbosa. É a “putaria” corporativa instalada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alias, um tema bastante convidativo para os próximos capítulos é o Barbosa. Esse é aquele tipo que virou world relationship manager babando ovo para todo mundo. Puxa saco safado: 10 anos babando ovo para diretores e presidentes. Como guarda uma profunda incompetência para tudo que não seja a pagação de pau, não poderia exercer mais do que esse cargo. O que já é demais para este boçal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como diria uma boa endomarketing co-assistant, “não vamos perder o foco”...&lt;br /&gt;Vem para o Brasil daqui duas semanas o CSO africano. Ou melhor, de Dubai: africano não pega bem no glamour “mortadelonico” corporativo. E se ele é CSO África e Oriente médio, é melhor chamâ-lo de Al Saad do que de Fernangobo... O problema é que o povinho da empresa está esperando um sheik, mas o que vai chegar mesmo é um baita de um negão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem problemas: o importante é que o mercado de fofoca do pregão das baias de departamento está alavancado. Nos corredores estão dizendo até que o Rei saudita estaria vindo. As empresas são reproduções com glamour do mundo dos programas de fofoca na TV, os quais curiosamente ocorrem no mesmo horário em que as baias estão pegando fogo em insinuações, comentários, mentiras, venenos e outros. No mundo sujo dos cubículos corporativos, quem conta um conto, alavanca 4 pontos, seja no corredor, no café, no almoço, com o colega ao lado e etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As corporações são grandes encenações, novelas, mas isto não poder estar transparecido. O grande evento do Barbosa é a “vinda do sheik”; Porém seria necessário criar um cenário, um motivo, um contexto. Então, eis que aparece naqueles mesmos murais onde estão descritos os valores e a missão da empresa, o anúncio do “1st round of company world business sustentability – Brazil”. O mais hipócrita disso tudo é o anúncio da chegada desta escória vergonhosa ao lado do quadro de valores de uma empresa centenária que fatura bilhões e emprega centena de milhares!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mínimo, sarcástico!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já é do conhecimento de todos que este Deus do momento está descendo no Brasil. O que resta saber é a agenda corporativa do Sr. Al Saad, a qual será anunciada em um daqueles e-mails do departamento de comunicação ou RH, sobre o título de “scheduling – 1st round of company world business sustentability”... Esse Barbosa é mesmo um comediante de primeira! Um fanfarrão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comitês, reuniões, além de que todas as manhãs haverá café com cada departamento. No último dia, almoço especial em alguma churrascaria. Todo mundo irá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CHEGOU O NEGÃO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com certeza veio de 1ª classe, com direito a limousine de translado e uma tradutora gostosa do lado. Enquanto isso, na sala da injustiça, aquele estagiário super inteligente e com um CV 10 x melhor que o do Barbosa está sendo dispensado por causa do corte no orçamento do ano que vem.&lt;br /&gt;Mas como já advertiu a co-assistant, não vamos perder o foco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É muito engraçado como as coisas acontecem após os primeiros dias. No primeiro, houve uma apresentação formal à média e alta gerência. Entre eles, o financial co-supervisor, aquele seu chefinho do episódio do almoço e o supervisor, aquela agradável presença com quem você foi almoçar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mentalize esta cena e verás um cenário bastante conhecido: você e todos os outros escravos sentados, cada um em seu cubículo, correndo a 1000 km/h nas planilhas para entregarem aquele relatório às 10h e os dois artistas contracenando uma peça teatral em meio a gargalhadas e bla-bla-bla no meio do departamento, conversando sobre o encontro de ontem com o Fernambogo. Na verdade, o que houve ontem de fato, foi uma apresentação formal na qual cada um falou 1 minuto sobre o que faz. O Fernambogo nem olhou para cara deles... Mas agora eles discorrem sobre o episódio em alto e bom tom no meio do departamento como se já fossem amigos íntimos do sheik negão. Em meio àquela conversa barulhenta, o co-supervisor interrompe sua descontraída conversa com o supervisor para te advertir que restam 10 minutos para entregar o relatório. Ser gozado desta forma é um arranhão à honra de qualquer pessoa honrada. Mas quem disse que existe honra em empresa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O comportamento dos diversos escravos é bastante distinto: uns suspeitam, outros acreditam, algumas estagiárias adoram e veneram, aquela analista sênior mulher- madura-e-solteira-de-35 anos vai perguntar indiretamente e simpaticamente para o co-supervisor se o escória é um “partidão”. Certamente ele fará uma piada corporativa, citando que provavelmente ele deve ter um grande e grosso segredo. A piada é extremamente sem-graça, mas quem não riu está ferrado, afinal, no mundo corporativo, quanto maior o nível hierárquico, mais engraçado é! (É quase mandamento não rir de piadas de estagiários).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O café da manhã com seu departamento foi uma diversão. A baixaria do show business. Alguns escravos treinaram sua apresentação em inglês de 30 segundos durante toda semana. Algumas escravas se perfumaram inteiras e foram de lingerie. Os estagiários adoram estes eventos. Ficam falando o tempo inteiro que vão se matar de comer. Pelo jeito são os mais sinceros!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais importante é a diferença de motivação. Na noite anterior o Fernambogo retornou ao hotel às 5 horas da manhã, pois estava num puteiro com a alta gerência. O cara vai receber os escravos e os neo-amigos supervisors para um café da manhã com aquela puta ressaca e uma cara de sono infernal.&lt;br /&gt;Mas, enfim, viva o show business! Os supervisors vão falar flores do departamento. Você vai ficar puto, pois sabe que é mentira. Alguns escravos tímidos se apresentarão rapidamente e bem basicamente. Já o junior analist que trabalhou nos EUA 2 anos procurará falar bastante para mostrar quão robusto é seu inglês e, como não poderia deixar de ser, na seção hipócrita do “alguém gostaria de tecer um comentário ou fazer alguma pergunta” o estagiário nerd indagará Fernambogo sobre a atual crise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernambogo está de ressaca, de saco-cheio e louco de vontade de chegar no hotel para dormir umas 15 horas, já que tomou todas e se matou na putaria. Putaria de noite, putaria pela manhã. A diferença é que as putas da noite estavam de fio-dental e blusinha, enquanto que as da manhã estão de terno e gravata o recebendo para um café da manhã corporativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte é vindo o grande momento: o dia do pronunciamento do Deus Fernambogo que até então só ouviu. Local: sala de eventos; convidados: todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernambogo fez um discurso de 5 minutos, na qual, 2 minutos foram sobre a sua estadia no Brasil, outros 2, sobre a superação das filiais africanas em meio a fome e no minuto final, um agradecimento a todos pela recepção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este evento foi de fundamental importância ao futuro da empresa. Nada como o CSO no Brasil. Depois deste profundo discurso, certamente foi projetado um grande e SUSTENTÁVEL futuro para a filial na América Latina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma peça circense disfarçada de comitê de negócio, onde o palhaço é você e o picadeiro é o mundo fashion da sua empresa. E não seria palhaço? O mais triste é ver a cara de satisfação e orgulho do seu financial supevisor em receber, para um café-da-manhã, um gringo safado, bêbado e putanheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, Fernambogo por aqui foi um grande show com atrações corporativas das maiores, incluindo reunião com a alta gerência no Sheraton, almoço com a alta gerência no Vento Haragano, comitê executivo com a alta gerência, jantar regado a caipirinha, putaria de primeira classe, viagem ao Nordeste (com o apelido de “desvendando novos mercados na A Latina”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Empresas: a zorra total de todos os dias!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1661227369921768727-1284692257281015295?l=causoscorporativos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/feeds/1284692257281015295/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1661227369921768727&amp;postID=1284692257281015295&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/1284692257281015295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/1284692257281015295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/2008/11/chegada-do-chief-sustantability-officer.html' title='A chegada do Chief Sustantability Officer - Africa and Middle East'/><author><name>Causos Corporativos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15022248989997227390</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1661227369921768727.post-4814637390064943028</id><published>2008-11-19T09:03:00.000-02:00</published><updated>2008-11-19T09:05:42.941-02:00</updated><title type='text'>Café Corporativo</title><content type='html'>É impressionante como o mundo corporativo nos transforma em seres totalmente diferentes do que nossa personalidade e inconsciente exigem de nós. Reparem que ações mais simples como tomar um café ou copo de água pode-se tornar uma tarefa das mais desafiadoras dentro das organizações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, você chega cedo com aquele puta sono e muito mal humorado depois de uma hora de transito devido ao acidente de um carro com um motoboy na marginal pinheiros. Qual a primeira coisa que você pensa depois de ligar o micro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“– Vou pegar um café enquanto baixo os e-mails.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simples? Nem tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao se aproximar da máquina você já vê alguém que teve uma idéia parecida com a sua. Você não quer, não faz questão, não precisa, mas algo lá no seu interior te obriga a falar com aquela pessoa que, na maioria das vezes, você não faz a mais pífia idéia de quem é o que ela faz (e vice-versa!!). Afinal, vai que ela é alguém importante dentro da Corporação. Você não que ser passar por arrogante diante de um diretor, ou quer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Receptivos e com excelente “skill” de trabalho em grupo, como o mundo corporativo exige, ambos vão fingir interesse em conversas do tipo: “e essa bolsa que não pára de cair hein?”, você viu que o Teixeira foi mandado embora porque roubava caixas de caneta?” (alias, esse também é um assunto para o post “Fofocas Corporativas”, mas fica pra outra...), “e o Corinthians hein?”; “o sistema ta lento de novo?”, e por ai vai...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a conversa, em vários momentos você torce pra que alguém mais apareça para puxar assunto com aquele mala e você possa usar o famoso: “bom, deixa eu voltar lá” para retornar a tranqüilidade (?!?!?) do seu cubículo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, o estoque de assuntos inúteis acaba e ambos resolvem voltar ao trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não acaba tão fácil assim. Porque, o mais triste de tudo, é que por mais que você já tenha conversado com aquele desgraçado, pode ser que vocês voltem a se encontrar na máquina de café varias vezes no mesmo dia...e não tem jeito, vocês sempre precisarão conversar DE NOVO!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1661227369921768727-4814637390064943028?l=causoscorporativos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/feeds/4814637390064943028/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1661227369921768727&amp;postID=4814637390064943028&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/4814637390064943028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/4814637390064943028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/2008/11/caf-corporativo.html' title='Café Corporativo'/><author><name>Causos Corporativos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15022248989997227390</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1661227369921768727.post-2916236982410539913</id><published>2008-11-17T15:07:00.001-02:00</published><updated>2008-11-17T15:18:40.590-02:00</updated><title type='text'>18h</title><content type='html'>Segunda-feira (totalmente ilustrativo! Poderia ser qualquer outro dia da semana!), 18h. Hora de ir embora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não importa o quanto você produziu nas últimas 8h, nem o quantas horas você trabalhou no dia anterior para entregar aquele relatório que estava pronto (mas o Account Supporter Junior Manager EXIGIU que o cor dos 57 gráficos que você se matou para fazer fossem verde-oliva em vez de verde-limão, o que fez com que você ficasse no escritório até às 22h45), a hora de ir embora é, sempre, um verdadeiro martírio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao menos uma vez na vida, você vai ouvir os seguintes “elogios” quando você estiver arrumando as suas coisas para ir embora NO HORÁRIO QUE É PAGO para ir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “Ooooohhhh, mas que vidão, hein?”&lt;br /&gt;- “Boa sorte na entrevista!”&lt;br /&gt;- “Tá desmotivado!?”&lt;br /&gt;- “Só eu que não pego esses projetos filet!”&lt;br /&gt;- “É rodízio?”&lt;br /&gt;- “Ué? Não arrumou o relógio para o horário de verão?”&lt;br /&gt;- “Tá faltando trabalho? Aqui tem um monte se você quiser”&lt;br /&gt;- “Médico de novo?”&lt;br /&gt;- "Não esquece do protetor solar, ein?"&lt;br /&gt;- "Me manda um sms quando sair gol na Champions League"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por aí vai...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1661227369921768727-2916236982410539913?l=causoscorporativos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/feeds/2916236982410539913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1661227369921768727&amp;postID=2916236982410539913&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/2916236982410539913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/2916236982410539913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/2008/11/18h.html' title='18h'/><author><name>Causos Corporativos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15022248989997227390</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1661227369921768727.post-254960615186379574</id><published>2008-11-17T13:51:00.000-02:00</published><updated>2008-11-17T13:52:23.381-02:00</updated><title type='text'>Almoço</title><content type='html'>Uma vez dentro do mundo corporativo, seu almoço nunca mais será como antes:você nunca mais almoçara com qualquer pessoa falando de qualquer assunto.&lt;br /&gt;Repare que quando você esta almoçando, você não está comendo, mas sim fazendo negócio. Seja falando mal daquele camarada que já ta queimado, ou de novas "diretrizes" do seu Financial Manager Advisor Co-Supervisor que se diz o seu chefe.  Enfim, assuntos corporativos, com piadas corporativas.&lt;br /&gt;Não tem problema ser um bosta, o que importa é se portar que nem o Latin America Financial Advisor Manager Supervisor (o chefe do seu chefe, ou aquele teco de merda que nem olha na sua cara só porque começou a fazer viagens internacionais "a negócio" toda semana para a nova filial em Assunção) mesmo que você seja um bosta.Se você vai almoçar com este chefe do seu chefe e todo mundo presenceia os dois pombinhos descendo juntos para este almoço "a negócios", o seu conceito, assim como o índice de inveja (acompanhando sempre o respeito que você adquiriu apenas por ter sido convidado para almoçar) eleva-se drasticamente. Teor da conversa no almoço: os costumes dos Co-Supervisors paraguaios, argentinos e chilenos. Detalhes por detalhes de como foi a recepção dele no Paraguai.&lt;br /&gt;O assunto é ele, o rei é ele e você aplaude e finge estar encantado. Assim, por osmose, você passa a considerar todos os Co-Supervisorr latinos os Magos do world business. Mas qual é o problema se a sua ação já está em alta (por causa deste almoço no mínimo petulante) no mercado sujo das baias de seu departamento???E quando retornar ao seu cubículo após o almoço, sentirá-se-a como se fosse Jesus Cristo voltando a Terra, tamanho o olho gordo que as pessoas colocarão em você. Nem uma árvore de arruda (nem digo galho) te salvará deste mal-olhado. E a babaca gorda da Paulinha (a Accountant Advisor Assistant) com certeza alfinetará-lo venenosamente da seguinte forma na frente de todos os colegas: "olha fulano... Agora ele é importante hein? Foi almoçar com o Supervisor".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1661227369921768727-254960615186379574?l=causoscorporativos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/feeds/254960615186379574/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1661227369921768727&amp;postID=254960615186379574&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/254960615186379574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/254960615186379574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/2008/11/almoo.html' title='Almoço'/><author><name>Causos Corporativos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15022248989997227390</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1661227369921768727.post-5868591289519404970</id><published>2008-11-13T10:04:00.000-02:00</published><updated>2008-11-13T10:23:35.280-02:00</updated><title type='text'>"Causos" Corporativos</title><content type='html'>Quem alguma vez já trabalhou em alguma empresa, seja ela nacional ou multi, seja por 1 mês ou por um ano, seja qual for o departamento, vai identificar aqui situações típicas desse ambiente tão farto de fatos que deixaria um psiquiatra excitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Empresas são como novelas: sempre cenas do próximo capítulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que queremos é prosar sobre esses causos que alguma vez ao menos assolaram as nossas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aturar o mundo corporativo é uma pena muita dura para as pessoas de bom gosto. &lt;br /&gt;Merecemos uma recompensa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1661227369921768727-5868591289519404970?l=causoscorporativos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/feeds/5868591289519404970/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1661227369921768727&amp;postID=5868591289519404970&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/5868591289519404970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1661227369921768727/posts/default/5868591289519404970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causoscorporativos.blogspot.com/2008/11/causos-corporativos.html' title='&quot;Causos&quot; Corporativos'/><author><name>Causos Corporativos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15022248989997227390</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
